terça-feira, 11 de março de 2008

SEGUNDA E ÚLTIMA SEMANA

TURBO-FOLK

até 15 de MARÇO / QUARTA A SÁBADO ÀS 21HOO
SALA PRINCIPAL

© José Frade / EGEAC

Turbo-Folk (título derivado do conceito musical sérvio para denominar o estilo de música tradicional com um “up-rooting pop”) surge como espectáculo comunitário que, na senda dos Persas de Ésquilo, (des)congela as relações Leste e Far Oeste. Artilhado de entrevistas à comunidade de imigrantes do leste e a intelectuais envolvidos em políticas de emigração e do fabuloso mundo crítico do esloveno Slavoj Žižek, Turbo-Folk é uma afirmação sobre a tolerância multicultural versus a intolerância ideológica. Turbo-Folk é uma revolução dos sem parte, entre um percussionista estónio semi-perdido e um show a solo de uma cantora lírica ucraniana. Turbo-Folk é uma celebração de imigrantes.

Concepção Teatro Praga
Interpretação Ana Só, André e. Teodósio, Andres Lõo, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Inês Vaz, Larissa Savchenko, Luiza Dedicin, Patrícia da Silva, Pedro Penim
Com a colaboração de André Godinho, Catarina Campino, Javier Núñez Gásco, José Maria Vieira Mendes, Rogério Nuno Costa, Vasco Araújo

Desenho de Luz Daniel Worm d’Assumpção
3 Dentes de Ouro vestidos por Mariana Sá Nogueira
Apoio à cenografia João Gonçalves
Produção Pedro Pires e Joana Gusmão

Uma encomenda do São Luiz Teatro Municipal em co-produção com o Teatro Praga.

PREÇÁRIO €10 A €20 (com os habituais descontos do SLTM) /
Bilhetes a €5 para menores de 30 anos
Bilheteira - tel: +351 213 257 650 / e-mail: bilheteira.teatrosaoluiz@egeac.pt

Turbo-Folk?

Porque toda esta merda política […] provém do medo que os políticos têm da morte. O facto de a política servir de travão a mudanças sociais, ser o travão do progresso, esta coisa da política enquanto ciência da prática do travão, enquanto história contra o progresso, apenas acontece porque os políticos se acham muito importantes ou porque o interesse público lhes atribui essa importância. Como tudo se concentra permanentemente nos políticos, eles estão sempre a pensar naquele terrível momento, no dia em que deixarem de ser importantes, em que deixarem de estar lá. E por isso fazem tudo para adiar esse dia, o dia em que se vão embora.
Para resolver este problema só existe a solução proposta por Lenine: os políticos devem suicidar-se aos 50 anos para dar lugar aos próximos. O Lenine propôs mesmo isto, mas o Trotsky impediu-o. O Trotsky dizia que tinha evitado que o Lenine se suicidasse.
E olhando para as coisas desta forma, trata-se de uma dialéctica quase surreal o facto de o Estaline ter morrido por desconfiar de médicos. Uma das últimas loucuras de Estaline foi o processo contra uma suposta conspiração de médicos judeus. Acabou por se deixar tratar por um veterinário, e foi por isso que morreu. O seu último médico foi um veterinário, o Estaline é uma vítima da medicina veterinária.
Heiner Müller, entrevista em 1988

segunda-feira, 10 de março de 2008

A verdade é estruturada ficcionalmente

Sim, é verdade, numa das vezes que me vendi fiz uma merda de um filme chamado Mouth to Mouth onde entrava uma rapariga de nome Ellen Page.
Já a tinha esquecido, recalcado.
A simpática-liliputiana-de-comportamentos-automáticos-
e-inteligência-pouca.
Agora ele e ela e ele e ela e ela e ele e todos passam os dias a lembrar-me ahhhh olha a tipa.
Fuck you. Já percebi a piada. You have got your point.
E by the way, a mega-star de Juno é a prova verdadeira de que a ficção é perigosa como hegemonia totalitária.
Por isso mesmo não basta ser do contra. O contra existe como surplus da norma.
O contra tem de estar dentro.
A dúvida que nos resta em relação a Ellen Page (uma vez visto que elle n'existe pas) é se ela é um sintoma ou um fetiche?!?
Eu agora já sei a resposta (agora que ela fantasmaticamente regressou), mas e os outros sabem?
É um pouco como a anedota do louco que julgava ser um grão de milho.
"Depois de passar algum tempo num hospital psiquiátrico, ficou finalmente curado: ele já sabia que não era um grão mas um homem. Portanto deram-lhe alta; mas passado algum tempo ele voltou, a dizer 'Encontrei uma galinha e tive medo que me comesse'. Os médicos tentaram acalmá-lo: 'Mas tem medo de quê? Então não sabe já que é um homem e não um grão.' O louco respondeu: 'Sim, eu sei, mas será que a galinha sabe?'"
ACREDITAR NÃO É INTIMO, É SOCIAL.
E turbofolk não é nada disto, turbofolk é queimar respostas de concursos.

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A RDP ÁFRICA tem um programa dedicado ao teatro. O único na rádio (sem contar com as esporádicas aparições do Pedro no RCP).
Hoje fui entrevistado por João Costa Dias.
A entrevista passa quarta feira depois das curtas notícias das 23h.
Turbofolk goes transistor.

Livre/o 1

Bem, lá vou eu tentar de novo, e pela terceira vez, um espaço dedicado aos livros. Não é que eu tenha desistido. Vou é deixando de ter tempo. Nem é por não ter havido eco sobre o que tenho proposto. Porque no fundo o idiota a quem estou a recomendar de novo o livro sou eu mesmo. Um eu livre/o porque preso.

Culture and the Real
Catherine Belsey
Routledge
"Second, although on these grounds I would defend poststructuralism with my dying breath agains accusations of jargon or obscurantism, we do well to remember that much of this theory emerged in the post-war era of high modernism, when any text that was readily intelligible looked like the work of a journalist."

P.s. para a moniquette: Emile Benveniste + John Austin

TURBO K

A Yvette Centeno escreveu um post sobre o Turbo-Folk.
Pode ser lido aqui.


foto: Steve Stoer

"Folk são as pessoas. Turbo é um sistema de injecção de fuel através de pressão no cilindro do engenho de combustão interna."

Murder He Wrote


Recebi este mail do Roger:

a partir de amanhã, em residência artística no centro de artes performativas do algarve/faro, inicio o processo para um espectáculo de teatro chamado "espectáculo de teatro". será o meu primeiro, único e último projecto a seguir as regras do "dogma 2005". e será o meu primeiro, único e último "espectáculo" digno do epíteto "de teatro". com ele matarei muita coisa. o "espectáculo", por exemplo. e o "teatro", por exemplo. não o espectáculo e o teatro de uma maneira geral. mas os meus. de uma maneira particular."

a partir de 10 de março. tudo.
e diariamente. AQUI.

[usem a caixa de comentários para me ajudarem, me confrontarem, me contradizerem, me insultarem, me elogiarem, me mandarem estudar, me cuspirem em cima, me erigirem um altar ou me cantarem uma canção de embalar. a caixa é uma caixa aberta, como a obra. e aceita todas as coisas mais ou menos anonymous. usem e abusem, até porque: "regra 2.2.: o criador deverá ceder a sua autonomia perante o objecto criado (ou em construção) a favor da partilha de cada uma das suas partes com o público. a este terá sempre que ser concedido poder para, em determinado momento da sua participação e do seu compromisso, poder mudar o rumo do trabalho." (in dogma 2005). eu não estou em processo, portanto. estou em resultado. ]

ATÉ BREVE
Rogério Nuno Costa

domingo, 9 de março de 2008

Nota de rodapé

Turbofolk tem existido todos os dias. Mas "no dia de hoje" Turbofolk foi muito fraco.
E as noites a leste são de facto a leste.
Para a próxima semana esperamos ter duas noites maravilhosas.
No entretanto o Conservatório vai crescendo na minha cabeça.
"Um dia saberemos o porquê de tudo isto... mas até lá é preciso trabalhar." Tchekov
Não acredito em inspiração.
Não acredito em novos talentos.
Não acredito ponto.
P.S. Zé: não vou parar nunca de me repetir. nunca me ouvirás contar uma metáfora. "O verdadeiro amor é dar o que não se tem a alguém que não o quer". Turbofolk

sexta-feira, 7 de março de 2008

TONIGHT

Esta noite depois do TURBO-FOLK há TANZEN!!!! Na zdarovye!



CICLO OUTRAS LISBOAS - NOITES A LESTE
DANCETERIA
7, 8, 14 E 15 MAR

Sexta e Sábado às 23h30 - JARDIM DE INVERNO - M/16

Uma Danceteria especial, animada pelos sons da Europa de Leste.
DJs de serviço Teatro Praga
PREÇÁRIO €5 (Bilhetes à venda no próprio dia / Última entrada às
02h30 / Encerramento às 03h00)

segunda-feira, 3 de março de 2008

TURBO-FOLK ESTREIA 6 MARÇO


©Steve Stoer

TURBO-FOLK
Teatro Praga
6 A 15 MAR
QUARTA A SÁBADO ÀS 21HOO
DOMINGO ÀS 17H3O
SESSÃO COM INTERPRETAÇÃO EM LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA: 9 MAR, DOM, ÀS 17H30
SALA PRINCIPAL

Turbo-Folk (título derivado do conceito musical sérvio para denominar o estilo de música tradicional com um “up-rooting pop”) surge como espectáculo comunitário que, na senda dos Persas de Ésquilo, (des)congela as relações Leste e Far Oeste. Artilhado de entrevistas à comunidade de imigrantes do leste e a intelectuais envolvidos em políticas de emigração e do fabuloso mundo crítico do esloveno Slavoj Žižek, Turbo-Folk é uma afirmação sobre a tolerância multicultural versus a intolerância ideológica. Turbo-Folk é uma revolução dos sem parte, entre um percussionista estónio semi-perdido e um show a solo de uma cantora lírica ucraniana. Turbo-Folk é uma celebração de imigrantes.

Concepção Teatro Praga
Interpretação Ana Só, André e. Teodósio, Andres Lõo, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Inês Vaz, Larissa Savchenko, Luiza Dedicin, Patrícia da Silva, Pedro Penim
Com a colaboração de André Godinho, Catarina Campino, Javier Núñez Gásco, José Maria Vieira Mendes, Rogério Nuno Costa, Vasco Araújo
Desenho de Luz Daniel Worm d’Assumpção
3 Dentes de Ouro vestidos por Mariana Sá Nogueira
Apoio à cenografia João Gonçalves
Produção Pedro Pires e Joana Gusmão

Uma encomenda do São Luiz Teatro Municipal em co-produção com o Teatro Praga.

PREÇÁRIO €10 A €20 (com os habituais descontos do SLTM) / Bilhetes a €5 para menores de 30 anos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

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ONLY YOU
de DINIS MACHADO

Não se trata de teatro, dança, música, escultura, pintura, arquitectura, nem mesmo da sétima arte. Trata-se apenas de um projecto: daquilo que tenho tu escolhes com o que queres ficar. Depois peço eu o que preciso para que a coisa se dê. Na verdade só vais poder ver o “espectáculo” depois, ofereço-to como presente. Mas talvez isso não seja importante. Talvez a “coisa” seja maior que o “objecto”.

De 1 a 31 de Março
Rua Poço dos Negros 120
Marcações e informações 938 243 761

Um projecto de Dinis Machado. consultadoria vídeo: Margarida Mendes. consultadoria de estruturas: Isabel Machado. agradecimentos: Paula Sá Nogueira. Hugo Sousa. Magda Henriques. Inês Portugal. Rogério Nuno Costa.
Apoios:Cão Solteiro.teatroTeatro PragaFundação Caloust Gulbenkian
Instruções de uso

“Todas as proposições têm o mesmo valor. O sentido do mundo tem de estar fora do mundo. No mundo tudo é como é e acontece como acontece. Nele não existe qualquer valor – e se existisse não tinha qualquer valor.” ludwig wittgenstein in Tratactus

sábado, 23 de fevereiro de 2008

...ainda do avarento:



...enviado por mail por espectador atento e fã.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

sábado, 9 de fevereiro de 2008

sábado, 2 de fevereiro de 2008

TURBO-FOLK

[ devaneios troikos ]

...depois disto, isto:



Vídeo final do espectáculo "ACTOR" (Centro Cultural de Belém, 2004). Montagem de Rui Ribeiro, música da Alexandra, coreografia minha. Folclore minhoto meets movimento contemporâneo (nível avançado): o espectáculo era de dança e o Rogério Nuno Costa era coreógrafo. "Porque as pessoas têm que saber ao que vão", somebody responsible dixit. Na sociedade turbo-folkizada em que vivemos, vale mais a legenda que a imagem. Engoli o sapo.

MORE

Props (turbofolk publicity)


Samovar pelo restaurante: A Tapadinha


FATO DE NOIVA MINHOTA por Artur Araújo (Casa do Minho em Lisboa)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008