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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O AVARENTO ou A última festa vai a Faro

Supernova
Avarento
O Avarento ou A última festa apresenta-se em Faro, no Teatro Municipal de Faro/Teatro das Figuras nos dias 7 e 8 de Novembro às 21h30. Esta é uma parceria do cAPA - centro de artes performativas do Algarve e Teatro Municipal de Faro.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hoje em Guimarães

No Centro Cultural Vila Flor
Quinta-feira, 12 de Junho – 22h00
O Avarento ou A Última Festa
Grande Auditório - Preço: € 7,50/€ 5,00 c/desconto


(c) João Tuna / TNSJ / Teatro Praga

Texto José Maria Vieira Mendes, a partir de “O Avarento” (L’Avare, 1668), de Molière
Co-criação original de André e. Teodósio, Cláudia Jardim, José Maria Vieira Mendes, Marcello Urgeghe, Martim Pedroso, Patrícia da Silva, Paula Diogo, Pedro Penim, Rogério Nuno Costa, Romeu Runa e Sofia Ferrão
Interpretação André e. Teodósio, Cláudia Jardim, Marcello Urgeghe, Diogo Bento, Patrícia da Silva, Paula Diogo, Pedro Penim e Rogério Nuno Costa.
Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção
Direcção de produção Pedro Pires; Assistência de produção Joana Gusmão
Fotografias João Tuna; Registo videográfico André Godinho
Co-produção Teatro Praga / Teatro Nacional São João
Colaboração O Espaço do Tempo / CCB

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O AVARENTO EM GUIMARÃES















Dia 12 de Junho - Centro Cultural Vila Flor

Um novo Avarento, de José Maria Vieira Mendes: revisitação de um texto de 1668, na perspectiva do conflito entre duas gerações, no qual Molière serve apenas para o esqueleto: o autor parte a estrutura original e deixa buracos, fracturas, peças soltas, mistura linguagens e estilos, para realizar uma reflexão sobre o conflito entre a geração pós-25 de Abril e a geração dos pais dela. Uma nova versão da peça, livre e esquiva, ou a escrita daquilo que se gostaria de ler já na obra original.


Ana Dias Ferreira Time Out 09 de Janeiro 2008
Uma das grandes qualidades deste Avarento é a enorme lucidez por trás da loucura. Vieira Mendes queria falar dos “problemas das gerações”. Queria “fazer a última festa” do Teatro Praga, obrigar a companhia a continuar em palco depois de partir tudo. E o resultado demonstra como se pode ser o enfant terrible do teatro e questionar as convenções ao mesmo tempo que se revela inteligência e maturidade (…) O lado tragicómico e acentuado pelo cruzamento entre a linguagem medieval e moderna, e há uma série de referências que vão sendo introduzidas ao longo da peça, sempre com o tema pais e filhos como pano de fundo: o Édipo de Sófocles, Os Irmãos Karamazov de Dostoeivski, o Aulularia de Plauto. (…) Diz Vieira Mendes: “Uma das coisas de que gosto no teatro é que se vou falar numa coisa triste, não tenho de o fazer de uma forma triste”. E esta é uma comédia onde se fala da morte, mas onde se ri. Muito.

sábado, 19 de abril de 2008

Trailer

E o trailer d'O Avarento já está disponível (ver na coluna dos trailers).

sábado, 23 de fevereiro de 2008

...ainda do avarento:



...enviado por mail por espectador atento e fã.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Mais três dias de O Avarento no Teatro Nacional S. João - Porto -


© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga

"As paredes estão como Molière as deixou em 1668, mas lá dentro há um Citroën 2CV, um calendário com gajas nuas, um túmulo. 'Rest in Peace', Molière, se conseguires dormir com o barulho da última festa que o Teatro Praga faz no Porto.
(...) Uma coisa com muito barulho, muito eurotecno, muito champanhe, muito sexo, muitas ameaças de morte, e depois nada fica como dantes.
(...) Pode ser a última festa do Teatro Praga, mas isto chegou ao ponto de eles dançarem em cima das cinzas da grande dramaturgia europeia. Não é só uma festa, também é um "statement" - da companhia e do dramaturgo."

Inês Nadais, Y, Jornal Público, 29 de Junho 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

ÚLTIMA SEMANA NO PORTO

Até dia 8 de Julho no TEATRO NACIONAL S. JOÃO, PORTO
Terça a Sábado 21:30 / Domingo 16:00

O AVARENTO
OU A ÚLTIMA FESTA
Comédia em cinco actos
De José Maria Vieira Mendes
A partir de O Avarento de Molière

Co-produção: Teatro Nacional São João / Teatro Praga
Colaboração: O Espaço do Tempo
Info: 800-10-8675 / http://www.tnsj.pt
Bilhetes: TNSJ, TeCA, http://www.ticketline.pt, http://www.plateia.iol.pt

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga
(clicar na imagem para aumentar)

Uma co-criação de: André e. Teodósio, Cláudia Jardim, José Maria Vieira Mendes, Marcello Urgeghe, Martim Pedroso, Paula Diogo, Patrícia da Silva, Pedro Penim, Rogério Nuno Costa, Romeu Runa e Sofia Ferrão.
Iluminação: Daniel Worm d’Assumpção
Direcção de produção: Pedro Pires

sábado, 30 de junho de 2007

HOJE NO TEATRO NACIONAL S. JOÃO

OFFSIDE #1
Teatro Praga – 12 anos

30 Junho 2007, sáb 16:00
um documentário-conferência de Sofia Ferrão e Tiago Bartolomeu Costa
produção: Teatro Praga

Teatro (de) Praga. 12 anos. Os nomes, os espectáculos, as referências, as músicas, os textos, os colabo­radores, os autores, os espaços, os cruzamentos e as recusas, os vários quilómetros nas estradas, as resi­dências, as co-produções, os títulos e as facas, as vidas privadas e as virtudes públicas, os papéis nas pare­des, os confetis no final, o rizoma e o que fica fora, o texto, o reverso do texto, a morte do texto e a missa de sétimo dia ao autor, o fantasma do autor, os outros fantasmas todos, os que saem e os que ficam, os que nunca entraram e os outros que não sabem onde estão. 12 anos, para baralhar e voltar a dar. Do fim para o início. Replay.
© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga (Clicar na imagem para aumentar)

Vou fazer-te gostar de uma bela companhia
uma conferência-provocação de Tiago Bartolomeu Costa

Primeiro pressuposto Ninguém deve falar por muito tempo da mesma coisa, pois corre o risco de cansar e deixar de ser credível. Logo, se um crítico conhecer bem o trabalho de uma companhia deve saber também que a dada altura chegou o momento de parar, colocar-se em causa e começar de novo.
Segundo pressuposto Uma crítica não se substitui ao espectáculo, não é o espectáculo, não explica o espectáculo. Quanto muito, o papel de jornal (onde foi publicada) pode substituir o saco de plástico (que é uma peça onde cabe tudo). E é só.
Terceiro pressuposto Num país de 92,391 km² não se compreende porque é que uma companhia deva ter que ser apresentada a uma cidade que fica a duas horas e meia de comboio da capital.
Quarto pressuposto Ninguém está aqui para facilitar a vida a ninguém. Isto sempre foi cada um por si, eu aqui, tu aí, ele onde calhar. No final celebra-se, pois.
Quinto pressuposto (e último) Diz o Stanisław Ignacy Witkiewicz que “o teatro é um lugar onde as coisas mais loucas devem parecer normais”. Diz.

agradecimentos: Embaixada da República Checa em Portugal/Anne Almeida, Ângelo Fernandes (fotografias), Mariana Sá Nogueira (figurino), Pedro Rocha (selecção musical), Centro de Edições e Equipa Técnica do Teatro Nacional São João

OFFPRAGA
um video-documentário de Sofia Ferrão

edição vídeo: Francisco Ferrão
duração: 1:05
agradecimentos: Francisco Ferrão e Nuno Carinhas

quarta-feira, 27 de junho de 2007

ESTREIA HOJE NO TEATRO NACIONAL S. JOÃO - PORTO -

O AVARENTO
OU A ÚLTIMA FESTA

Comédia em cinco actos
De José Maria Vieira Mendes
A partir de O Avarento de Molière

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga (Clicar na imagem para aumentar)

De 27 de Junho a 8 de Julho
Terça a Sábado às 21:30 Domingos às 16:00
Info: 800-10-8675 / http://www.tnsj.pt/
Bilhetes: TNSJ, TeCA, http://www.ticketline.pt/, http://www.plateia.iol.pt/

Co-produção: Teatro Nacional São João / Teatro Praga
Colaboração: O Espaço do Tempo
Temporada em Montemor-o-Novo: 4 e 5 de Janeiro de 2008, Espaço do Tempo
Temporada em Lisboa: 11 a 19 de Janeiro de 2008, Centro Cultural de Belém

Uma co-criação de: André e. Teodósio, Cláudia Jardim, José Maria Vieira Mendes, Marcello Urgeghe, Martim Pedroso, Paula Diogo, Patrícia da Silva, Pedro Penim, Rogério Nuno Costa, Romeu Runa e Sofia Ferrão.
Iluminação: Daniel Worm d’Assumpção
Direcção de produção: Pedro Pires

Personagens e Intérpretes:
Arpagão o Forreta - Pedro Penim
Elisa filha de Arpagão - Cláudia Jardim
Cleanto filho de Arpagão - Romeu Runa
Varela preceptor de Elisa - Martim Pedroso
Marina amor de Cleanto - Patrícia da Silva
Dona Alzira mãe de Marina - Paula Diogo / Sofia Ferrão
Engenheiro Maleiro pretendente de Elisa - Marcello Urgeghe
Anselmo criado de sete ofícios - Rogério Nuno Costa
Larcão jogador, amigo de Cleanto - Martim Pedroso
Valter jogador, amigo de Cleanto - Patrícia da Silva
Pineta jogador, amigo de Cleanto - Rogério Nuno Costa
Vidente - Paula Diogo / Sofia Ferrão


© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga (Clicar na imagem para aumentar)

“É longo o caminho que vai do projecto à coisa.”
Jean-Baptiste Poquelin dito Molière

A concretização deste espectáculo deve-se a uma dupla combinação: a proposta de Ricardo Pais, que arrisca convidar-nos para uma co-produção com o Teatro Nacional S. João; e a proposta do José Maria Vieira Mendes de reescrita de um daqueles textos teatrais considerados canónicos (mecanismo pertinente em relação ao Avarento, pois Molière também fizera o mesmo a uma peça de Plauto). A experiência de trabalhar com o José Maria Vieira Mendes, dramaturgo vivo e português, começou com o espectáculo Super Gorila (uma co-criação com André e. Teodósio, estreada em 2005 em Montemor-o-Novo). Se nesse espectáculo havia um bombista que tentava repetidamente rebentar o teatro, na tragicomédia Avarento surgem várias figuras na iminência de implodir com tanta raiva acumulada entredentes, pois “a maior parte das doenças começa na boca”[1].

Ver este espectáculo implica “voyeurizar” um conflito agonístico com total incapacidade de intervenção; são essas irascíveis teimosias entre familiares, amigos, interesseiros e montanheiros (para além de eventuais pára-quedistas) que podem provocar no espectador o esboçar de um riso. Nem uma festa, corolário da paz, salvará a animosidade. Aliás, vampirizemos um pouco os géneros cinematográficos e digamos que este Avarento inaugura um novo género teatral: o Teatro-Catástrofe[2] (mas sem espectacularidade, o que em si pode parecer um paradoxo). Explicamos: às tantas o autor, este que ainda está vivo, resolveu anunciar, gaguejando, que um dos seus propósitos na escrita do texto era matar as nossas festas, Fazer a Última Festa dos Praga (reduzindo os nossos acessos dionisíacos/demoníacos a meras insignificâncias estéticas, como se já não fizessem sentido no poderoso mundo apolíneo do mito). Tinha construído assim a primeira de inúmeras punchlines por vir.
– Bárbaro.

A gaguez, para além de caracterizar o fluir do bárbaro, é também o mecanismo do humor. O humor é o que faz gaguejar uma língua, tropeçar no nosso próprio território. Humor é atonal, é traidor, é traição, é linha de fuga, é roubo, é absolutamente imperceptível (não reside necessariamente em trocadilhos e em desconstrução física que são significantes, que são como um princípio no princípio)[3]. Humor é trairmo-nos por atravessarmos um perigo = experer (experimentar). É nesta traição que humor e tragédia se tornam inseparáveis: terrível atropelamento por um Hummer™. Explicamos:

Rir para Molière era um meio e não um fim. O humor (ao contrário da ironia) é um devir que nos desloca do espaço onde nos querem colocar, infelizes, incapazes, disponíveis para a impostura. Humor é um jipe no devir-deserto[4]: Um Hummer™. E se, como diz a citação inicial, longo é o caminho, o meio só poderá ser um Hummer™; e o objectivo, mesmo que involuntário, um atropelamento.

Este texto faz parte de uma trilogia do autor sobre as relações entre Pais & Filhos (que vai para além do seu significado primordial e familiar). Não há palavras exactas suficientes para as sintetizar e também não há metáforas (as metáforas sujam e embaciam). Só há palavras inexactas para designar coisas exactas, e tudo isto em constante mutação. É nesse humor, e sobre a imperceptibilidade de alguns “temas-chavão”, que o Avarento opera. Usando a liberdade de comparação, diríamos que o texto do Vieira Mendes partilha alguma da riqueza na manipulação linguística de Nuno Bragança (autor injustamente esquecido) ou César Monteiro e algumas das (des)ilusões da escrita teatral presentes na dramaturgia de Thomas Bernhard, isto é: Textos-que-ocupam-territórios-opticamente-correctos-mas-de-difícil-apreensão. Jogos sobre as ditaduras invisíveis da prática e da escrita teatral, reconhecendo-as e tornando-as ainda mais tirânicas. Exemplos: como fazer cair a noite, como fazer passar os dias, como complexificar e desmultiplicar personagens lineares, como pôr novos a fazer de velhos, como morrer em cena, como fazer um espectáculo com um elenco numeroso, como fazer nascer o sol, como propor um realismo cenográfico exageradamente impossível, ou então coisas tão simples como: fazer um prólogo, um intervalo, um acto que não existe, um epílogo.

Neste Avarento - possível palco para infinitas e histéricas afirmações políticas e estéticas como: a distribuição do poder dentro de uma mesma geração (a do “Jonas” que fez 25 anos no ano 2000[5]), a vigilância panóptica das cidades contemporâneas (disciplina e mutilação), velhos vs. novos, a ausência de mãe, os perigos de um mundo calculista, o poder transcendental vs. normas cartesianas sociais, a redução do humano a um valor monetário + quantificação como conhecimento, a casa como representação da economia moderna, divórcio entre economia e ética e entre verdade e valor, paranóia compulsiva como resultante de uma forma de conhecimento objectivamente perfeita, simplismo como certeza fascizante e blá blá blá - renegámos qualquer possível leitura linear, e tentámos desconstruir e “meter-a-pata” no texto o menos possível.

Tudo isto pode ser visto (pelos que nos conhecem ou pelos que têm algumas expectativas) como uma espertalhona/pouco inovadora manoeuvre classicista (representação vs. apresentação).

O que podemos dizer neste caso, e seguindo a senda Viriliana, é que é tudo uma questão de perspectiva.

Teatro Praga

[1] Mendes, José Maria Vieira (2003). T1. Livrinhos de Teatro/Artistas Unidos.
A cura será então esta: “De forma a curar os efeitos secundários do pharmakon e desembaraçarmo-nos do parasita, será então necessário meter o exterior de volta no seu lugar. No exterior. Escrever deve voltar a ser o que nunca deveria ter deixado de ser: um acessório, um acidente, um excesso.” Derrida, Jacques (1981). Dissemination. University of Chicago Press.
[2] “Os cientistas ocupam-se cada vez mais de acontecimentos singulares, de natureza incorporal, e que se efectuam em corpos, estados de corpos, agenciamentos inteiramente heterogéneos entre si (daí o apelo à interdisciplinaridade). (..) é um acontecimento que atravessa domínios irredutíveis. Por exemplo, o acontecimento «catástrofe» tal como o estuda o matemático René Thom. (..) Acontecimento significa terror, mas também muita alegria”.
Deleuze, Gilles e Parnet, Claire (1996). Diálogos. Relógio d’Água.
[3] Muitas passagens deste texto foram roubadas da obra citada anteriormente.
[4] a) Deserto: espaço sem referências, que permite povoamento múltiplo de tribos, faunas e flora. O deserto, a experimentação sobre si próprio, é a nossa única identidade, a nossa única oportunidade para todas as combinações que nos habitam. Não querer ser uma coisa, aspirar a ser tanta outra coisa.
b) E se Felicity Lunn & Heike Munder exclamam When humour becomes painfull (2005. JRPRingier Zürich.), nós avisamos: When Hummer™ becomes painfull.
[5] Jonas qui aura 25 ans en l’an 2000, “filme geracional” de Alain Tanner de 1976, que retrata a vida de vários homens e mulheres, na casa dos trinta anos de idade, que depositam em Jonas, uma criança de seis anos, as suas esperanças para o futuro.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Ensaios O Avarento - Porto

Não me sinto seguro. Parece que o chão treme. Temo pelo statu quo, não se pode permitir mais saídas e viagens e vou ali apanhar ar e coisas do género.

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga
(Clicar na imagem para aumentar)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Ensaios O Avarento - Porto

Já sinto o cheiro das pipocas e do algodão doce. Nada como uma festa para alegrar a população. Estou cá com uma falta de fogo de artifício.

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga
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domingo, 24 de junho de 2007

Ensaios O Avarento - Porto

“Considera sem cessar como todos os acontecimentos que se produzem neste momento se reproduziram identicamente no passado, e considera que se reproduzirão no futuro. Coloca diante dos teus olhos os dramas inteiros e... (...) Por exemplo: toda a corte de Cré… de Crê… de Cresus. (…) Todos esses espectáculos se assemelhavam; somente eram outros os autores.”
© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga
(clicar na imagem para aumentar)

sábado, 23 de junho de 2007

Ensaios O Avarento - Porto

Sempre me dei bem com a solidão, mas à medida que se aproxima o fim da vida assalta-me o receio da dor da doença terminal, uma dor que não quero suportar sozinho. Por isso preciso de uma jovem ao meu lado que me anestesie com o perfume da juventude e me empurre quando as pernas começarem a falhar.


© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga - clicar na imagem para aumentar

quinta-feira, 21 de junho de 2007

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Ensaios O Avarento - Porto

Thème de Camille de Georges Delerue do filme Le Mépris de Jean-LucGodard

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Ensaios O Avarento - Porto

Só pensam em conas. Já vos estou a ver a bater punhetas logo pela manhã em filinha pirilau em frente ao calendário, a esfregarem-se e a lamberem-se uns aos outros, as mãos mergulhadas em óleo agarradas a essas pilas tesas e gordurosas, todas grossas e duras, a esporrarem-me a oficina toda, seus depravados.

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga

domingo, 17 de junho de 2007

Ensaios O Avarento - Porto

- Está-te a saber bem a cenoura?
- Como qualquer cenoura.
- Também temos nabos.

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Ensaios O Avarento - Hospital Miguel Bombarda

Dona Alzira - Minha filha, minha querida Marina, tens tanto ainda para aprender. A vida inda só vai no princípio. Confia na tua mãezinha. Gente como nós que nasceu com pouco não pode ficar de braços cruzados à espera da justiça. O velho Arpagão acha que temos umas terras. Impingi-lhe o boato e ele avançou com a proposta. Assinados os papéis e consumado o acto damos-lhe a verdade. Ele cai apopléctico e entra para as urgências. Seis meses de coma, se tanto, e depois o funeral. Mais meio ano de luto e és uma mulher livre.
Marina - E porque é que não casas tu com ele?
Dona Alzira - Porque ele a mim não me quer. Sabes como são os moribundos. Gostam da juventude.
Marina - Vendes este meu corpo puro.
Dona Alzira - Não sejas saloia. Santo Deus! Tanta ingenuidade dá-me cabo das mamas. Queres viver para sempre neste buraco escuro? Queres continuar a olhar para as montras sem uma moeda no bolso? Tu nem um cartão de crédito sabes o que é, filha! O mais que consegues é roubar notas do bolso dos outros, Isso não é futuro. Mais cedo ou mais tarde…

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Excerto do dia:
- Porque é que estás a ler?
- Porque é da minha personagem. Está na didascália.

domingo, 22 de abril de 2007

Ensaios O Avarento - Espaço do Tempo

Je vous parle d`un temps
Que les moins de vingt ans
Ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là
Accrochait ses lilas
Jusque sous nos fenêtres
Et si l`humble garni
Qui nous servait de nid
Ne payait pas de mine
C`est là qu`on s`est connu
Moi qui criait famine
Et toi qui posais nue

La bohème, la bohème
Ça voulait dire : On est heureux
La bohème, la bohème
Nous ne mangions qu`un jour sur deux
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Dans les cafés voisins
Nous étions quelques-uns
Qui attendions la gloire
Et bien que miséreux
Avec le ventre creux
Nous ne cessions d`y croire
Et quand quelque bistro
Contre un bon repas chaud
Nous prenait une toile
Nous récitions des vers
Groupés autour du poêle
En oubliant l`hiver

La bohème, la bohème
Ça voulait dire : Tu es jolie
La bohème, la bohème
Et nous avions tous du génie
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Souvent il m`arrivait
Devant mon chevalet
De passer des nuits blanches
Retouchant le dessin
De la ligne d`un sein
Du galbe d`une hanche
Et ce n`est qu`au matin
Qu`on s`asseyait enfin
Devant un café-crème
Épuisés mais ravis
Fallait-il que l`on s`aime
Et qu`on aime la vie

La bohème, la bohème
Ça voulait dire : On a vingt ans
La bohème, la bohème
Et nous vivions de l`air du temps
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Quand au hasard des jours
Je m`en vais faire un tour
À mon ancienne adresse
Je ne reconnais plus
Ni les murs, ni les rues
Qui ont vu ma jeunesse
En haut d`un escalier
Je cherche l`atelier
Dont plus rien ne subsiste
Dans sonn ouveau décor
Montmartre semble triste
Et les lilas sont morts

La bohème, la bohème
On était jeunes, on était fous
La bohème, la bohème
Ça ne veut plus rien dire du tout