segunda-feira, 12 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
One charming night / Gives more delight / Than a hundred lucky days
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
Um espectáculo do Teatro Praga em colaboração com Os Músicos do Tejo
A partir de Sonho de Uma Noite de Verão de William Shakespeare
e de The Fairy Queen de Henry Purcell
CCB- Grande Auditório / 3 e 4 Jul - 21:00
mais info aqui
(fotografia: Alípio Padilha)
Criação TEATRO PRAGA | Direcção musical MARCOS MAGALHÃES | Realização vídeo ANDRÉ GODINHO | Iluminação DANIEL WORM D’ASSUMPÇÃO | Som RICARDO GUERREIRO | Cenários BÁRBARA FALCÃO FERNANDES | Figurinos CARLA CARDOSO | Produção BRUNO COELHO, CRISTINA CORREIA, SARA MAURÍCIO | Assistência JOSÉ NUNES
Com ANDRÉ E. TEODÓSIO | CLÁUDIA JARDIM | DIOGO BENTO | JOANA BARRIOS | JOANA MANUEL | JOSÉ MARIA VIEIRA MENDES | PATRÍCIA DA SILVA | PEDRO PENIM | RODOLFO TEIXEIRA
Solistas ANA QUINTANS | JOÃO SEBASTIÃO | NUNO DIAS | ROSSANO GHIRA
Artistas convidados ANA PÉREZ-QUIROGA | CATARINA CAMPINO | JAVIER NÚÑEZ GASCO | JOÃO PEDRO VALE | LEO RAMOS | ROGÉRIO NUNO COSTA | THE END OF IRONY | VASCO ARAÚJO | VICENTE TRINDADE
o TEATRO PRAGA é companhia associada CCB da temporada 2009/2010
e tem financiamento da DGARTES/MINISTÉRIO DA CULTURA
Um espectáculo do Teatro Praga em colaboração com Os Músicos do Tejo
A partir de Sonho de Uma Noite de Verão de William Shakespeare
e de The Fairy Queen de Henry Purcell
CCB- Grande Auditório / 3 e 4 Jul - 21:00
mais info aqui
(fotografia: Alípio Padilha)
Criação TEATRO PRAGA | Direcção musical MARCOS MAGALHÃES | Realização vídeo ANDRÉ GODINHO | Iluminação DANIEL WORM D’ASSUMPÇÃO | Som RICARDO GUERREIRO | Cenários BÁRBARA FALCÃO FERNANDES | Figurinos CARLA CARDOSO | Produção BRUNO COELHO, CRISTINA CORREIA, SARA MAURÍCIO | Assistência JOSÉ NUNES
Com ANDRÉ E. TEODÓSIO | CLÁUDIA JARDIM | DIOGO BENTO | JOANA BARRIOS | JOANA MANUEL | JOSÉ MARIA VIEIRA MENDES | PATRÍCIA DA SILVA | PEDRO PENIM | RODOLFO TEIXEIRA
Solistas ANA QUINTANS | JOÃO SEBASTIÃO | NUNO DIAS | ROSSANO GHIRA
Artistas convidados ANA PÉREZ-QUIROGA | CATARINA CAMPINO | JAVIER NÚÑEZ GASCO | JOÃO PEDRO VALE | LEO RAMOS | ROGÉRIO NUNO COSTA | THE END OF IRONY | VASCO ARAÚJO | VICENTE TRINDADE
o TEATRO PRAGA é companhia associada CCB da temporada 2009/2010
e tem financiamento da DGARTES/MINISTÉRIO DA CULTURA
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Estamos cada vez mais perto... cada vez mais perto...
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
Um espectáculo do Teatro Praga em colaboração com Os Músicos do Tejo
A partir de Sonho de Uma Noite de Verão de William Shakespeare e de The Fairy Queen de Henry Purcell
CCB- Grande Auditório / 3 e 4 Jul - 21:00
mais info aqui
Criação TEATRO PRAGA
Direcção musical MARCOS MAGALHÃES
Iluminação DANIEL WORM D’ASSUMPÇÃO
Som RICARDO GUERREIRO
Realização vídeo ANDRÉ GODINHO
Cenários BÁRBARA FALCÃO FERNANDES
Figurinos CARLA CARDOSO
Produção BRUNO COELHO, CRISTINA CORREIA, SARA MAURÍCIO
Assistência JOSÉ NUNES
Com ANDRÉ E. TEODÓSIO | CLÁUDIA JARDIM | DIOGO BENTO | JOANA BARRIOS | JOANA MANUEL | JOSÉ MARIA VIEIRA MENDES | PATRÍCIA DA SILVA | PEDRO PENIM | RODOLFO TEIXEIRA
Solistas ANA QUINTANS | JOÃO SEBASTIÃO | NUNO DIAS | ROSSANO GHIRA
Artistas convidados ANA PÉREZ-QUIROGA | CATARINA CAMPINO | JAVIER NÚÑEZ GASCO | JOÃO PEDRO VALE | LEO RAMOS | ROGÉRIO NUNO COSTA | THE END OF IRONY | VASCO ARAÚJO | VICENTE TRINDADE
TEATRO PRAGA - COMPANHIA ASSOCIADA CCB TEMPORADA 2009/2010

Um espectáculo do Teatro Praga em colaboração com Os Músicos do Tejo
A partir de Sonho de Uma Noite de Verão de William Shakespeare e de The Fairy Queen de Henry Purcell
CCB- Grande Auditório / 3 e 4 Jul - 21:00
mais info aqui
Criação TEATRO PRAGA
Direcção musical MARCOS MAGALHÃES
Iluminação DANIEL WORM D’ASSUMPÇÃO
Som RICARDO GUERREIRO
Realização vídeo ANDRÉ GODINHO
Cenários BÁRBARA FALCÃO FERNANDES
Figurinos CARLA CARDOSO
Produção BRUNO COELHO, CRISTINA CORREIA, SARA MAURÍCIO
Assistência JOSÉ NUNES
Com ANDRÉ E. TEODÓSIO | CLÁUDIA JARDIM | DIOGO BENTO | JOANA BARRIOS | JOANA MANUEL | JOSÉ MARIA VIEIRA MENDES | PATRÍCIA DA SILVA | PEDRO PENIM | RODOLFO TEIXEIRA
Solistas ANA QUINTANS | JOÃO SEBASTIÃO | NUNO DIAS | ROSSANO GHIRA
Artistas convidados ANA PÉREZ-QUIROGA | CATARINA CAMPINO | JAVIER NÚÑEZ GASCO | JOÃO PEDRO VALE | LEO RAMOS | ROGÉRIO NUNO COSTA | THE END OF IRONY | VASCO ARAÚJO | VICENTE TRINDADE
TEATRO PRAGA - COMPANHIA ASSOCIADA CCB TEMPORADA 2009/2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
És tu e ele. És tu e ela. És nós.
"... e começas a ter medo que a outra pessoa morra. É horrível. Ter medo que a outra pessoa morra. É isso o amor. E quero chorar porque amo demais e quero morrer porque me deste vida e nunca mais vou ter paz, e aquilo que quero é sentir saudade, já, sentir saudade já, eu nem sabia o que era o amor, quero que acabe já, porque é que não acaba já?"
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Fuck! I’m still dancing here on my own!
TITÂNIA: I’m in the corner watching you kiss her, I’m right over here why can’t you see me? I’m not the girl that you're taking home. I am dancing on my own...
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
domingo, 27 de junho de 2010
E como é que receberam esta proposta de fazer aqui hoje uma parte da peça do Sonho de Uma Noite de Verão do Shakespeare?
"THE END OF IRONY - No início odiámos a proposta. Pensámos, que merda! Não queremos nada fazer isto… Já conhecíamos a peça obviamente, mas a referência mais presente era a versão do Ostermeier com a Constanza Macras que nós odiamos profundamente… tão 2005… hahahaha…"
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
sábado, 26 de junho de 2010
Não estou a perceber. Porque é que o amor não pode ter dinheiro?
"Tens de deixar de dizer: quero que me ames por aquilo que sou e passar a dizer: quero que me ames por aquilo que eu ganho. Como é que podes sequer pensar que o dinheiro não interessa?! É um preconceito. És um preconceituoso. Detesto preconceituosos. E no entanto amo-te."
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Eu não sou tua amiga. A não ser que me pagues.
HÉRMIA Voltas a dizer-me que eu não gosto de sexo parto-te a cara.
HELENA Então parte lá!
HÉRMIA Então diz lá!
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
HELENA Então parte lá!
HÉRMIA Então diz lá!
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Se fosse eu a mandar, era assim. Não ficava nem um.
"Detesto actores. Os actores deviam todos morrer. Queimava-os todos. Um por um. Arrancava-lhes os olhos. E o coração. Detesto actores. Deviam ser extintos. Venham os linces ibéricos, morram os actores."
in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB
quarta-feira, 23 de junho de 2010
fill up the bowl
"Pode ser que ele também esteja atrasado em relação a ti. Pode ser que ele ainda te venha a amar. Só que ainda não chegou. Como agora ainda não chegou. Pode ser que ele te ame daqui a umas horas, daqui a uns dias, daqui a uns anos. Já vi acontecer. Só acho é que para ti não é a melhor solução. A insatisfação é fundamental."
Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Pub
Oficina
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO | TEATRO PRAGA
3 e 4 de Junho | quinta-feira e sexta-feira
às 18:30
Duração 2 horas
PREÇO 3€
5 de Junho | domingo
Das 15:30 às 18:30
Duração 3 horas
Destinado a professores, bibliotecários, pais, artistas e outros adultos interessados nestas
matérias
PREÇO 5€
Local CCB/FÁBRICA DAS ARTES | JARDIM DAS OLIVEIRAS
Partindo de Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare, e de Fairy Queen, de Purcell, o Teatro Praga pretende construir um espectáculo, a estrear em Julho nos dias 3 e 4 no CCB. Em paralelo, propõe-se uma oficina que exponha os processos e dê a conhecer por dentro este espectáculo, discutindo a criação e o trabalho de dramaturgia. José Maria Vieira Mendes, um dos membros do Teatro Praga, oferece-se para conversar sobre estes temas.
INSCRIÇÕES
As inscrições devem ser feitas pelos telefones +351 213 612 899/ 898 ou pelo fax +351 213 612 859.
fabricadasartes@ccb.pt
Contactos > Maria José Solla | Manuel Moreira | Tânia Guerreiro
Todos os dias úteis das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00.
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO | TEATRO PRAGA
3 e 4 de Junho | quinta-feira e sexta-feira
às 18:30
Duração 2 horas
PREÇO 3€
5 de Junho | domingo
Das 15:30 às 18:30
Duração 3 horas
Destinado a professores, bibliotecários, pais, artistas e outros adultos interessados nestas
matérias
PREÇO 5€
Local CCB/FÁBRICA DAS ARTES | JARDIM DAS OLIVEIRAS
Partindo de Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare, e de Fairy Queen, de Purcell, o Teatro Praga pretende construir um espectáculo, a estrear em Julho nos dias 3 e 4 no CCB. Em paralelo, propõe-se uma oficina que exponha os processos e dê a conhecer por dentro este espectáculo, discutindo a criação e o trabalho de dramaturgia. José Maria Vieira Mendes, um dos membros do Teatro Praga, oferece-se para conversar sobre estes temas.
INSCRIÇÕES
As inscrições devem ser feitas pelos telefones +351 213 612 899/ 898 ou pelo fax +351 213 612 859.
fabricadasartes@ccb.pt
Contactos > Maria José Solla | Manuel Moreira | Tânia Guerreiro
Todos os dias úteis das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Robert Desnos - Conte de fée
Il était un grand nombre de fois
Un homme qui aimait une femme
Il était un grand nombre de fois
Une femme qui aimait un homme
Il était un grand nombre de fois
Une femme et un homme
Qui n'aimaient pas celui ou celle qui les aimaient
Il était une fois
Une seule fois peut-être
Une femme et un homme qui s'aimaient
Un homme qui aimait une femme
Il était un grand nombre de fois
Une femme qui aimait un homme
Il était un grand nombre de fois
Une femme et un homme
Qui n'aimaient pas celui ou celle qui les aimaient
Il était une fois
Une seule fois peut-être
Une femme et un homme qui s'aimaient
domingo, 16 de maio de 2010
Titânia
Monica Bonvicini: I never ask actors to ‘get into the role’ – I’m not interested in their interpretation of what they are doing. I just ask them to do something very simple, like fucking the wall or banging their head against it. It is nothing psychological.
sábado, 15 de maio de 2010
PUB II

ONTEM, HOJE (18h30) E AMANHÃ (15h30) NA CULTURGEST
Cenofobia
Cenofobia, de André e. Teodósio (Teatro Praga), é um texto que começa por quebrar a regra dos PANOS que diz que o texto escolhido deve ser representado sem cortes nem alterações. Um texto maluco para gente maluca, um texto que dá trabalho, uma experiência comunitária, da mesma matéria que é feita a vida. Os criadores escolhem o que vai ser apresentado (o quê, quem, como). Exige-se a abolição de hierarquias, uma hospitalidade constante e um amor dedicado. Este é um Do It Yourself críptico sem grandes moralismos para os Andrés e Andreias que são atirados para cena e, regidos por um André invisível, okupam o espaço de onde querem desaparecer – sem saber que repetem a história desse outro André.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
PUB
---- {ESFORÇO DO REFLEXO} - ----reservas:927823693
Uma ópera em 7 actos mais 2. A etapa Back and Forward vista ao espelho, como um movimento para trás que nasce do esforço da procura do reflexo das imagens criadas. A cor é o prateado: o vermelho por detrás do espelho.
Ruby, depois de adquirir um corpo-músculo, é ajudada por Shadowman a encontrar as proporções certas entre o seu corpo e o exterior. O seu corpo de trabalho descobre uma função: é um corpo musical que permite ao cérebro sair do seu próprio sonho. Através do som, o cérebro comunica-se uma urgência de despertar.
A música aparece como um esforço muscular de um cérebro que se investiga a si mesmo.
Concepção visual e musical – Ye77a
Performers - Yella e Kako
co-produção: ÚTERO
Duração: aprox 60 minutos
HOJE E AMANHÃ no Espaço Ginjal
terça-feira, 11 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
HOJE em TORRES VEDRAS
Super Gorila
Teatro Praga07 Maio » Sexta-Feira » 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras
Este espectáculo começou num adolescente.
Um homem invade uma sala de teatro com explosivos numa mala e anuncia que pretende fazê-los explodir. À medida que prepara a bomba e coloca os fios, justifica-se, recorda e ameaça, misturando, sem vontade de diferenciar, uma tragédia íntima com um projecto político.
Co-produção: Espaço do TempoCo-criação: André e. Teodósio e José Maria Vieira Mendes
Interpretação: André e. Teodósio
Info: Teatro-Cine de Torres Vedras, pelo tlf.: 261 338 131 ou pelo e-mail: teatro-cine@cm-tvedras.pt
terça-feira, 4 de maio de 2010
6, 7 e 8 de Maio no Espaço Praga
EYE HEIGHT é um espectáculo onde um dispositivo, que é simultaneamente cenário e instrumento, é palco para a criação coreográfica e musical. Este objecto comporta-se como uma caixa de ressonância, amplificando os sons provocados pela fricção e percussão de corpos que, movendo-se na horizontal, induzem a vibração de conjuntos de cordas colocadas no seu interior.
Direcção Artística | Artistic Direction Beatriz Cantinho e Ricardo Jacinto
DURAÇÃO | 40 Min.
BILHETES | 6 de Maio: Entrada Livre (sujeito à lotação de 40 lugares),
7 e 8 Maio: 5€
MAIS INFO
EYE HEIGHT PRODUÇÃO
Tânia Afonso | +351 911 559 771
João Lemos | +351 963 092 779
domingo, 2 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Arquivo
Fui ao arquivo e encontrei isto...
[in “Prazer de criar” RTPM]
- Sabemos que ao desenhar as suas colecções o António tem preocupações de carácter étnico. Mas eu gostava de saber de que modo é que essa etnicidade deverá ser compreendida.
- Bom, a etnicidade é sempre guerreira. No caso dos homens. São guerreiros. Não são mercadores, não são comerciantes, são guerreiros. São homens prontos a dar a vida, prontos a morrer, prontos a… enfim aquilo a que eu chamo de Samurais. São samurais.
- António gosta particularmente de fotografar os seus figurinos. Concebe encenações adequadas, com a cumplicidade dos manequins. O gosto pela fotografia é uma prática a que se dedica há já longos anos. Que importância atribui ao elemento humano?
- O elemento humano é extremamente importante porque temos de salvar a humanidade. E eu gostava, quer dizer, eu gosto disso. Gosto de salvar alguma coisa. A minha arte é uma arte da salvação.
(...)
- Que importância atribui aos tecidos?
- No meu caso o tecido funciona como um jogo de sensualidade. Um convite à provocação. Fazer a mulher desejar fazer pecado.
- Fazer pecado?
- O pecado, sim, fazer pecado é bom. O jogo todo da sedução acontece apenas no jogo. Depois é o desfecho. E o desfecho já não tem nada. Não interessa. O desfecho é a tristeza. É a depressão. É a morte. O desfecho é tudo o que não queremos. É o nosso maior inimigo. E portanto o tecido cumpre esse papel de sedução, de uma segunda pele. O tecido é o convite ao tacto. E é nessa perspectiva que eu me relaciono com o tecido.
- É tempo de investir nos criadores de moda que traduzam nas suas colecções aspectos da cultura portuguesa na sua dimensão universalista. António, criador multifacetado, é filho de uma escritora macaense, uma senhora cuja elegância e inteligência são uma referência na história de Macau. O seu pai foi reitor do Liceu de Macau e é um dos filhos ilustres desta terra.
- Eu quero-me cumprir na íntegra como criador de moda e para isso quero vestir muita gente. Não quero ter uma boutique porque isso é quedar-me pelo artesanato pelo qual tenho muito respeito mas que não é moda nem é indústria. E se eu puder protagonizar um papel relativamente a Portugal de sensibilizar os agentes económicos portugueses para novos mercados como a China, como o Japão, como a Índia, transferindo as suas tecnologias por via de Macau, e ao mesmo tempo reforçar a presença portuguesa…
- Em 1993 propôs a criação em Macau de um festival de moda do Sudeste Asiático. Em 1995 foi nomeado consultor de moda em Pequim. E os tecidos? Onde vai procurá-los?
- Existe um grande grau de conservadorismo relativamente ao vestuário em Portugal. As pessoas têm medo de ser apontadas como únicas, têm medo de assumir a diferença, no geral, estou a pensar na classe dominante e estou a pensar sobretudo na parte masculina porque depois na parte feminina a afirmação consiste precisamente na diversidade e não na uniformidade.
- E o que diz a sua esposa.
A ESPOSA Eu gosto das criações do António. Sinto-me muito bem com as coisas que ele faz. E se ele as faz a pensar em mim ainda melhor. São elegantes, são discretas. O António é subtil. Não usa por exemplo as lantejoulas, não quer dizer que eu não goste em certas ocasiões, mas a verdade é que esta postura fá-lo criar objectos de arte. E depois tem uma outra faceta, quando faz coisas que explodem. E eu acho que há momentos em que nós mulheres gostamos de explodir. Por isso fico muito gratificada por viver com o António e partilhar o seu processo criativo e sobretudo ter o privilégio de o ver a criar para mim, coisa que me dá uma enorme alegria ao mesmo tempo que me faz claro sentir uma grande responsabilidade. Porque se eu morrer, não é… Se eu morrer acaba-se a arte.
- E tu, João? O que representa o teu pai para ti?
FILHO O meu pai é uma pessoa forte. Já viveu dias difíceis, passou por muita coisa má. Mas continua a ser sempre meu pai.
- O que é que admiras mais no teu pai?
FILHO A arte de ele desenhar. A facilidade que ele tem com o lápis ou a caneta. E quando ele cria. O modo como ele cria. Como as ideias surgem. A criação, sim.
- A criação causa-lhe sofrimento, António?
- Eu não sofro quando crio. Pelo contrário. Nunca me preocupei com o tema da próxima colecção, porque eu sei que ele há-de surgir naturalmente. O importante é esvaziar-nos. Porque o próprio conhecimento é um obstáculo. É condicionador. Vale a pena a gente esvaziar-se e deixar que as coisas aconteçam. Eu uma vez fiz uma colecção inteira no avião. Vi uma revista, olhei, “que engraçado!” Portanto para mim o prazer de criar consiste na descoberta, no encontro que é sempre acidental. E quando existe esse encontro entre mim e o tema então exulto.
- Exulta mesmo?
- Exulto pois. Porque o prazer de criar está nessa troca. Tudo se resume a isto. Depois é o exercício do desenvolvimento. Que é mais fácil. O desfecho. O final do jogo. Mas isso já não é criar. Criar é um prazer.
- O classicismo de formas continua a fasciná-lo?
- É preciso ir às origens das coisas. Eu procuro encontrar algo que seja uma expressão intemporal. Que não tenha princípio nem fim. As minhas colecções tentam traduzir todo um sentimento de vazio, de esvaziamento. E é com isso que eu exulto. Com o esvaziamento. Porque do nada nasce a vida.
[in “Prazer de criar” RTPM]
- Sabemos que ao desenhar as suas colecções o António tem preocupações de carácter étnico. Mas eu gostava de saber de que modo é que essa etnicidade deverá ser compreendida.
- Bom, a etnicidade é sempre guerreira. No caso dos homens. São guerreiros. Não são mercadores, não são comerciantes, são guerreiros. São homens prontos a dar a vida, prontos a morrer, prontos a… enfim aquilo a que eu chamo de Samurais. São samurais.
- António gosta particularmente de fotografar os seus figurinos. Concebe encenações adequadas, com a cumplicidade dos manequins. O gosto pela fotografia é uma prática a que se dedica há já longos anos. Que importância atribui ao elemento humano?
- O elemento humano é extremamente importante porque temos de salvar a humanidade. E eu gostava, quer dizer, eu gosto disso. Gosto de salvar alguma coisa. A minha arte é uma arte da salvação.
(...)
- Que importância atribui aos tecidos?
- No meu caso o tecido funciona como um jogo de sensualidade. Um convite à provocação. Fazer a mulher desejar fazer pecado.
- Fazer pecado?
- O pecado, sim, fazer pecado é bom. O jogo todo da sedução acontece apenas no jogo. Depois é o desfecho. E o desfecho já não tem nada. Não interessa. O desfecho é a tristeza. É a depressão. É a morte. O desfecho é tudo o que não queremos. É o nosso maior inimigo. E portanto o tecido cumpre esse papel de sedução, de uma segunda pele. O tecido é o convite ao tacto. E é nessa perspectiva que eu me relaciono com o tecido.
- É tempo de investir nos criadores de moda que traduzam nas suas colecções aspectos da cultura portuguesa na sua dimensão universalista. António, criador multifacetado, é filho de uma escritora macaense, uma senhora cuja elegância e inteligência são uma referência na história de Macau. O seu pai foi reitor do Liceu de Macau e é um dos filhos ilustres desta terra.
- Eu quero-me cumprir na íntegra como criador de moda e para isso quero vestir muita gente. Não quero ter uma boutique porque isso é quedar-me pelo artesanato pelo qual tenho muito respeito mas que não é moda nem é indústria. E se eu puder protagonizar um papel relativamente a Portugal de sensibilizar os agentes económicos portugueses para novos mercados como a China, como o Japão, como a Índia, transferindo as suas tecnologias por via de Macau, e ao mesmo tempo reforçar a presença portuguesa…
- Em 1993 propôs a criação em Macau de um festival de moda do Sudeste Asiático. Em 1995 foi nomeado consultor de moda em Pequim. E os tecidos? Onde vai procurá-los?
- Existe um grande grau de conservadorismo relativamente ao vestuário em Portugal. As pessoas têm medo de ser apontadas como únicas, têm medo de assumir a diferença, no geral, estou a pensar na classe dominante e estou a pensar sobretudo na parte masculina porque depois na parte feminina a afirmação consiste precisamente na diversidade e não na uniformidade.
- E o que diz a sua esposa.
A ESPOSA Eu gosto das criações do António. Sinto-me muito bem com as coisas que ele faz. E se ele as faz a pensar em mim ainda melhor. São elegantes, são discretas. O António é subtil. Não usa por exemplo as lantejoulas, não quer dizer que eu não goste em certas ocasiões, mas a verdade é que esta postura fá-lo criar objectos de arte. E depois tem uma outra faceta, quando faz coisas que explodem. E eu acho que há momentos em que nós mulheres gostamos de explodir. Por isso fico muito gratificada por viver com o António e partilhar o seu processo criativo e sobretudo ter o privilégio de o ver a criar para mim, coisa que me dá uma enorme alegria ao mesmo tempo que me faz claro sentir uma grande responsabilidade. Porque se eu morrer, não é… Se eu morrer acaba-se a arte.
- E tu, João? O que representa o teu pai para ti?
FILHO O meu pai é uma pessoa forte. Já viveu dias difíceis, passou por muita coisa má. Mas continua a ser sempre meu pai.
- O que é que admiras mais no teu pai?
FILHO A arte de ele desenhar. A facilidade que ele tem com o lápis ou a caneta. E quando ele cria. O modo como ele cria. Como as ideias surgem. A criação, sim.
- A criação causa-lhe sofrimento, António?
- Eu não sofro quando crio. Pelo contrário. Nunca me preocupei com o tema da próxima colecção, porque eu sei que ele há-de surgir naturalmente. O importante é esvaziar-nos. Porque o próprio conhecimento é um obstáculo. É condicionador. Vale a pena a gente esvaziar-se e deixar que as coisas aconteçam. Eu uma vez fiz uma colecção inteira no avião. Vi uma revista, olhei, “que engraçado!” Portanto para mim o prazer de criar consiste na descoberta, no encontro que é sempre acidental. E quando existe esse encontro entre mim e o tema então exulto.
- Exulta mesmo?
- Exulto pois. Porque o prazer de criar está nessa troca. Tudo se resume a isto. Depois é o exercício do desenvolvimento. Que é mais fácil. O desfecho. O final do jogo. Mas isso já não é criar. Criar é um prazer.
- O classicismo de formas continua a fasciná-lo?
- É preciso ir às origens das coisas. Eu procuro encontrar algo que seja uma expressão intemporal. Que não tenha princípio nem fim. As minhas colecções tentam traduzir todo um sentimento de vazio, de esvaziamento. E é com isso que eu exulto. Com o esvaziamento. Porque do nada nasce a vida.
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