sábado, 3 de julho de 2010

One charming night / Gives more delight / Than a hundred lucky days

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
Um espectáculo do Teatro Praga em colaboração com Os Músicos do Tejo
A partir de Sonho de Uma Noite de Verão de William Shakespeare
e de The Fairy Queen de Henry Purcell

CCB- Grande Auditório / 3 e 4 Jul - 21:00
mais info aqui

(fotografia: Alípio Padilha)

Criação TEATRO PRAGA | Direcção musical MARCOS MAGALHÃES | Realização vídeo ANDRÉ GODINHO | Iluminação DANIEL WORM D’ASSUMPÇÃO | Som RICARDO GUERREIRO | Cenários BÁRBARA FALCÃO FERNANDES | Figurinos CARLA CARDOSO | Produção BRUNO COELHO, CRISTINA CORREIA, SARA MAURÍCIO | Assistência JOSÉ NUNES

Com ANDRÉ E. TEODÓSIO | CLÁUDIA JARDIM | DIOGO BENTO | JOANA BARRIOS | JOANA MANUEL | JOSÉ MARIA VIEIRA MENDES | PATRÍCIA DA SILVA | PEDRO PENIM | RODOLFO TEIXEIRA
Solistas ANA QUINTANS | JOÃO SEBASTIÃO | NUNO DIAS | ROSSANO GHIRA
Artistas convidados ANA PÉREZ-QUIROGA | CATARINA CAMPINO | JAVIER NÚÑEZ GASCO | JOÃO PEDRO VALE | LEO RAMOS | ROGÉRIO NUNO COSTA | THE END OF IRONY | VASCO ARAÚJO | VICENTE TRINDADE

o TEATRO PRAGA é companhia associada CCB da temporada 2009/2010
e tem financiamento da DGARTES/MINISTÉRIO DA CULTURA

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Estamos cada vez mais perto... cada vez mais perto...

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
Um espectáculo do Teatro Praga em colaboração com Os Músicos do Tejo
A partir de Sonho de Uma Noite de Verão de William Shakespeare e de The Fairy Queen de Henry Purcell

CCB- Grande Auditório / 3 e 4 Jul - 21:00

mais info aqui




Criação TEATRO PRAGA
Direcção musical MARCOS MAGALHÃES
Iluminação DANIEL WORM D’ASSUMPÇÃO
Som RICARDO GUERREIRO
Realização vídeo ANDRÉ GODINHO
Cenários BÁRBARA FALCÃO FERNANDES
Figurinos CARLA CARDOSO
Produção BRUNO COELHO, CRISTINA CORREIA, SARA MAURÍCIO
Assistência JOSÉ NUNES

Com ANDRÉ E. TEODÓSIO | CLÁUDIA JARDIM | DIOGO BENTO | JOANA BARRIOS | JOANA MANUEL | JOSÉ MARIA VIEIRA MENDES | PATRÍCIA DA SILVA | PEDRO PENIM | RODOLFO TEIXEIRA
Solistas ANA QUINTANS | JOÃO SEBASTIÃO | NUNO DIAS | ROSSANO GHIRA
Artistas convidados ANA PÉREZ-QUIROGA | CATARINA CAMPINO | JAVIER NÚÑEZ GASCO | JOÃO PEDRO VALE | LEO RAMOS | ROGÉRIO NUNO COSTA | THE END OF IRONY | VASCO ARAÚJO | VICENTE TRINDADE


TEATRO PRAGA - COMPANHIA ASSOCIADA CCB TEMPORADA 2009/2010


terça-feira, 29 de junho de 2010

És tu e ele. És tu e ela. És nós.

"... e começas a ter medo que a outra pessoa morra. É horrível. Ter medo que a outra pessoa morra. É isso o amor. E quero chorar porque amo demais e quero morrer porque me deste vida e nunca mais vou ter paz, e aquilo que quero é sentir saudade, já, sentir saudade já, eu nem sabia o que era o amor, quero que acabe já, porque é que não acaba já?"

in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB

 

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fuck! I’m still dancing here on my own!

TITÂNIA: I’m in the corner watching you kiss her,  I’m right over here why can’t you see me? I’m not the girl that you're taking home.  I am dancing on my own...

in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB

domingo, 27 de junho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Não estou a perceber. Porque é que o amor não pode ter dinheiro?

"Tens de deixar de dizer: quero que me ames por aquilo que sou e passar a dizer: quero que me ames por aquilo que eu ganho. Como é que podes sequer pensar que o dinheiro não interessa?! É um preconceito. És um preconceituoso. Detesto preconceituosos. E no entanto amo-te."

in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB

sexta-feira, 25 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Se fosse eu a mandar, era assim. Não ficava nem um.

"Detesto actores. Os actores deviam todos morrer. Queimava-os todos. Um por um. Arrancava-lhes os olhos. E o coração. Detesto actores. Deviam ser extintos. Venham os linces ibéricos, morram os actores." 

in Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB

 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

fill up the bowl

"Pode ser que ele também esteja atrasado em relação a ti. Pode ser que ele ainda te venha a amar. Só que ainda não chegou. Como agora ainda não chegou. Pode ser que ele te ame daqui a umas horas, daqui a uns dias, daqui a uns anos. Já vi acontecer. Só acho é que para ti não é a melhor solução. A insatisfação é fundamental."   

Sonho de uma Noite de Verão, Teatro Praga, 3 e 4 de Julho, CCB.

 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pub

Oficina
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO | TEATRO PRAGA

3 e 4 de Junho | quinta-feira e sexta-feira
às 18:30
Duração 2 horas

PREÇO 3€

5 de Junho | domingo
Das 15:30 às 18:30
Duração 3 horas
Destinado a professores, bibliotecários, pais, artistas e outros adultos interessados nestas
matérias

PREÇO 5€

Local CCB/FÁBRICA DAS ARTES | JARDIM DAS OLIVEIRAS


Partindo de Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare, e de Fairy Queen, de Purcell, o Teatro Praga pretende construir um espectáculo, a estrear em Julho nos dias 3 e 4 no CCB. Em paralelo, propõe-se uma oficina que exponha os processos e dê a conhecer por dentro este espectáculo, discutindo a criação e o trabalho de dramaturgia. José Maria Vieira Mendes, um dos membros do Teatro Praga, oferece-se para conversar sobre estes temas.


INSCRIÇÕES
As inscrições devem ser feitas pelos telefones +351 213 612 899/ 898 ou pelo fax +351 213 612 859.
fabricadasartes@ccb.pt
Contactos > Maria José Solla | Manuel Moreira | Tânia Guerreiro
Todos os dias úteis das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Robert Desnos - Conte de fée

Il était un grand nombre de fois
Un homme qui aimait une femme
Il était un grand nombre de fois
Une femme qui aimait un homme
Il était un grand nombre de fois
Une femme et un homme
Qui n'aimaient pas celui ou celle qui les aimaient

Il était une fois
Une seule fois peut-être
Une femme et un homme qui s'aimaient

domingo, 16 de maio de 2010

Titânia

Monica Bonvicini: I never ask actors to ‘get into the role’ – I’m not interested in their interpretation of what they are doing. I just ask them to do something very simple, like fucking the wall or banging their head against it. It is nothing psychological.

sábado, 15 de maio de 2010

PUB II


ONTEM, HOJE (18h30) E AMANHÃ (15h30) NA CULTURGEST

Cenofobia
Cenofobia, de André e. Teodósio (Teatro Praga), é um texto que começa por quebrar a regra dos PANOS que diz que o texto escolhido deve ser representado sem cortes nem alterações. Um texto maluco para gente maluca, um texto que dá trabalho, uma experiência comunitária, da mesma matéria que é feita a vida. Os criadores escolhem o que vai ser apresentado (o quê, quem, como). Exige-se a abolição de hierarquias, uma hospitalidade constante e um amor dedicado. Este é um Do It Yourself críptico sem grandes moralismos para os Andrés e Andreias que são atirados para cena e, regidos por um André invisível, okupam o espaço de onde querem desaparecer – sem saber que repetem a história desse outro André.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

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---- {ESFORÇO DO REFLEXO} - ----reservas:927823693

Uma ópera em 7 actos mais 2. A etapa Back and Forward vista ao espelho, como um movimento para trás que nasce do esforço da procura do reflexo das imagens criadas. A cor é o prateado: o vermelho por detrás do espelho.
Ruby, depois de adquirir um corpo-músculo, é ajudada por Shadowman a encontrar as proporções certas entre o seu corpo e o exterior. O seu corpo de trabalho descobre uma função: é um corpo musical que permite ao cérebro sair do seu próprio sonho. Através do som, o cérebro comunica-se uma urgência de despertar.
A música aparece como um esforço muscular de um cérebro que se investiga a si mesmo.

Concepção visual e musical – Ye77a
Performers - Yella e Kako
co-produção: ÚTERO
Duração: aprox 60 minutos

HOJE E AMANHÃ no Espaço Ginjal

sexta-feira, 7 de maio de 2010

HOJE em TORRES VEDRAS

Super Gorila
Teatro Praga
07 Maio » Sexta-Feira » 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras

Este espectáculo começou num adolescente.
Um homem invade uma sala de teatro com explosivos numa mala e anuncia que pretende fazê-los explodir. À medida que prepara a bomba e coloca os fios, justifica-se, recorda e ameaça, misturando, sem vontade de diferenciar, uma tragédia íntima com um projecto político.
  Co-produção: Espaço do Tempo
Co-criação: André e. Teodósio e José Maria Vieira Mendes
Interpretação: André e. Teodósio

Info: Teatro-Cine de Torres Vedras, pelo tlf.: 261 338 131 ou pelo e-mail: teatro-cine@cm-tvedras.pt

terça-feira, 4 de maio de 2010

6, 7 e 8 de Maio no Espaço Praga


EYE HEIGHT é um espectáculo onde um dispositivo, que é simultaneamente cenário e instrumento, é palco para a criação coreográfica e musical. Este objecto comporta-se como uma caixa de ressonância, amplificando os sons provocados pela fricção e percussão de corpos que, movendo-se na horizontal, induzem a vibração de conjuntos de cordas colocadas no seu interior.

Direcção Artística | Artistic Direction Beatriz Cantinho e Ricardo Jacinto

DURAÇÃO | 40 Min.
BILHETES | 6 de Maio: Entrada Livre (sujeito à lotação de 40 lugares),
7 e 8 Maio: 5€
MAIS INFO

EYE HEIGHT PRODUÇÃO
Tânia Afonso | +351 911 559 771
João Lemos | +351 963 092 779

terça-feira, 27 de abril de 2010

Arquivo

Fui ao arquivo e encontrei isto...


[in “Prazer de criar” RTPM]

- Sabemos que ao desenhar as suas colecções o António tem preocupações de carácter étnico. Mas eu gostava de saber de que modo é que essa etnicidade deverá ser compreendida.
- Bom, a etnicidade é sempre guerreira. No caso dos homens. São guerreiros. Não são mercadores, não são comerciantes, são guerreiros. São homens prontos a dar a vida, prontos a morrer, prontos a… enfim aquilo a que eu chamo de Samurais. São samurais.
- António gosta particularmente de fotografar os seus figurinos. Concebe encenações adequadas, com a cumplicidade dos manequins. O gosto pela fotografia é uma prática a que se dedica há já longos anos. Que importância atribui ao elemento humano?
- O elemento humano é extremamente importante porque temos de salvar a humanidade. E eu gostava, quer dizer, eu gosto disso. Gosto de salvar alguma coisa. A minha arte é uma arte da salvação.

(...)

- Que importância atribui aos tecidos?
- No meu caso o tecido funciona como um jogo de sensualidade. Um convite à provocação. Fazer a mulher desejar fazer pecado.
- Fazer pecado?
- O pecado, sim, fazer pecado é bom. O jogo todo da sedução acontece apenas no jogo. Depois é o desfecho. E o desfecho já não tem nada. Não interessa. O desfecho é a tristeza. É a depressão. É a morte. O desfecho é tudo o que não queremos. É o nosso maior inimigo. E portanto o tecido cumpre esse papel de sedução, de uma segunda pele. O tecido é o convite ao tacto. E é nessa perspectiva que eu me relaciono com o tecido.
- É tempo de investir nos criadores de moda que traduzam nas suas colecções aspectos da cultura portuguesa na sua dimensão universalista. António, criador multifacetado, é filho de uma escritora macaense, uma senhora cuja elegância e inteligência são uma referência na história de Macau. O seu pai foi reitor do Liceu de Macau e é um dos filhos ilustres desta terra.
- Eu quero-me cumprir na íntegra como criador de moda e para isso quero vestir muita gente. Não quero ter uma boutique porque isso é quedar-me pelo artesanato pelo qual tenho muito respeito mas que não é moda nem é indústria. E se eu puder protagonizar um papel relativamente a Portugal de sensibilizar os agentes económicos portugueses para novos mercados como a China, como o Japão, como a Índia, transferindo as suas tecnologias por via de Macau, e ao mesmo tempo reforçar a presença portuguesa…
- Em 1993 propôs a criação em Macau de um festival de moda do Sudeste Asiático. Em 1995 foi nomeado consultor de moda em Pequim. E os tecidos? Onde vai procurá-los?
- Existe um grande grau de conservadorismo relativamente ao vestuário em Portugal. As pessoas têm medo de ser apontadas como únicas, têm medo de assumir a diferença, no geral, estou a pensar na classe dominante e estou a pensar sobretudo na parte masculina porque depois na parte feminina a afirmação consiste precisamente na diversidade e não na uniformidade.
- E o que diz a sua esposa.
A ESPOSA Eu gosto das criações do António. Sinto-me muito bem com as coisas que ele faz. E se ele as faz a pensar em mim ainda melhor. São elegantes, são discretas. O António é subtil. Não usa por exemplo as lantejoulas, não quer dizer que eu não goste em certas ocasiões, mas a verdade é que esta postura fá-lo criar objectos de arte. E depois tem uma outra faceta, quando faz coisas que explodem. E eu acho que há momentos em que nós mulheres gostamos de explodir. Por isso fico muito gratificada por viver com o António e partilhar o seu processo criativo e sobretudo ter o privilégio de o ver a criar para mim, coisa que me dá uma enorme alegria ao mesmo tempo que me faz claro sentir uma grande responsabilidade. Porque se eu morrer, não é… Se eu morrer acaba-se a arte.
- E tu, João? O que representa o teu pai para ti?
FILHO O meu pai é uma pessoa forte. Já viveu dias difíceis, passou por muita coisa má. Mas continua a ser sempre meu pai.
- O que é que admiras mais no teu pai?
FILHO A arte de ele desenhar. A facilidade que ele tem com o lápis ou a caneta. E quando ele cria. O modo como ele cria. Como as ideias surgem. A criação, sim.
- A criação causa-lhe sofrimento, António?
- Eu não sofro quando crio. Pelo contrário. Nunca me preocupei com o tema da próxima colecção, porque eu sei que ele há-de surgir naturalmente. O importante é esvaziar-nos. Porque o próprio conhecimento é um obstáculo. É condicionador. Vale a pena a gente esvaziar-se e deixar que as coisas aconteçam. Eu uma vez fiz uma colecção inteira no avião. Vi uma revista, olhei, “que engraçado!” Portanto para mim o prazer de criar consiste na descoberta, no encontro que é sempre acidental. E quando existe esse encontro entre mim e o tema então exulto.
- Exulta mesmo?
- Exulto pois. Porque o prazer de criar está nessa troca. Tudo se resume a isto. Depois é o exercício do desenvolvimento. Que é mais fácil. O desfecho. O final do jogo. Mas isso já não é criar. Criar é um prazer.
- O classicismo de formas continua a fasciná-lo?
- É preciso ir às origens das coisas. Eu procuro encontrar algo que seja uma expressão intemporal. Que não tenha princípio nem fim. As minhas colecções tentam traduzir todo um sentimento de vazio, de esvaziamento. E é com isso que eu exulto. Com o esvaziamento. Porque do nada nasce a vida.