terça-feira, 10 de outubro de 2006

Herr T.P. Memória

Teste ao Público

(Os actores tiram o cenário do palco, deixando-o vazio. A Sofia vem falar com o público.)

Vou agora abrir um espaço de improvisação dentro deste espectáculo. Um momento que não está preparado. É assim como… pedir-vos para se porem dentro de um puzzle, ou vestir uma roupa e fingir que são uma coisa que não são.
A partir de agora não há guião, não há preparação, tudo é feito em cima do joelho.
A partir de agora não há resolução possível para este espectáculo.
Não há forma imposta para além daquela que é visível. E como viram, tirámos tudo do palco. Só cá estamos eu e vocês.

Tudo o que acontecer neste espaço que eu estou aqui a abrir está nas mãos do acaso, do imponderável, do acidente. Os acidentes são muito importantes _ ocorrências que podem proporcionar uma lógica teatral. Assim como coisas que acontecem e que não estavam planeadas. (Silêncio. Faz uma expressão.)
Este silêncio, por exemplo, não estava programado. O que aconteceu foi que nem eu nem vocês conseguimos enchê-lo.
Peço-vos que não contem com a minha imaginação ou com o meu virtuosismo para construir coisa alguma.
Estejam à vontade para sugerir a ocupação deste espaço. Aliás este espaço é vosso. Pressupõe-se neste momento que o público comande.
Há aqui uma metáfora óbvia pronta a ser lida. Um óbvio simulacro.
(Silêncio.) Isto não devia acontecer outra vez. É sinal de alguma ineficácia vossa, e em parte minha também, e de algum bloqueio.
Às vezes durante o trabalho, ficamos bloqueados e o melhor é pôr-mo-nos a andar pelo espaço e a pensar: Porque é que as coisas que estão aqui neste espaço vazio não podem fazer parte do espectáculo? Como é que se pode fazer um espectáculo que fale do mundo em que vivemos agora? Que coisas teria de ter? Que tipo de cenas fariam se tivessem um espaço como este?

Posso também fazer outra pergunta: O que é que gostariam de ver aqui no palco? O que é que gostariam de ver fazer aqui, que ainda não tenham visto fazer aqui, ou noutro sítio qualquer?
Provavelmente isto não se aproxima suficiente da folha em branco.
Vou tirar a roupa.
Convido-vos a fazer o mesmo. Ficamos mais disponíveis. Ficamos mais livres para criar. Já vi que há pessoas que não concordam comigo, mas vou ficar nua à mesma. O quê? (Risos.) O quê? A sério, não percebi. Diz lá. (Pausa.) Continuo aberta a sugestões e o tempo está a passar.
(Nua.) Pronto. Não fiquem com vergonha. Quero dizer… Mais do que aquela que já têm… Pelo facto de isto se estar a passar agora. Este momento que eu abri, quero eu dizer. Pelo facto de isto estar a acontecer e de vocês estarem a ser testemunhas. (Silêncio.)

É horrível. Isto está a ser um momento horrível.
Compreendo perfeitamente que não se diga nada. Nada aqui inspira a criar o que quer que seja? É? Provavelmente tirar a roupa foi só a cereja no topo do chantilly. Só ajudou ao vazio.
Precisavam pelo menos de um tema.
Não? Há cabeças a abanar em sinal de discórdia.
Então porque é que não propõem nada? Acho que precisam de um objecto. Ou de vários objectos. (Silêncio.) Claro que precisam. Precisam certamente, pelo menos, de uma personagem… Não? Ou de uma história… Que vos permita criar um qualquer foco de interesse que aqui não existe.
Ok ,não precisam de uma história, a história pode ser o que acontece aqui e agora à vossa frente. Uma narrativa que não está preparada para ser contada. As histórias são… as acções que as pessoas fazem.

Isto é um verdadeiro bloqueio. Não corre uma brisa de inspiração que seja.
Podemos desbloquear pensando o que outras pessoas fariam nesta situação.
Por exemplo:
O que faria o Patrice Chereau nesta situação?

Aconselho-vos a pegarem num cigarro e a fumá-lo. (Fá-lo) E em casos mais extremos irem até ao bar beber um café ou uma bebida qualquer. Depois de beber, pode-se fazer um trabalho muito bom. Muito criativo.
Às vezes quando não sabemos o que fazer, ou quando estamos bloqueados é bom parar tudo e olhar para o palco, para o cenário. (Fá-lo.) Bloquear. Bloquear muito. É bom quando se bloqueia porque se podem fazer perguntas muito difíceis sobre o material produzido. Do género: gostamos do material, depois bloqueamos e de seguida odiamos o material.
Podemos também pôr um disco e pensar no que vai acontecer a seguir. (Põe um disco.)

(Durante o disco.) Podemos forçar o material. Até sair qualquer coisa.

Devem perguntar-me alguma coisa. Alguma merda caralho.
Se isto fosse um ensaio geral, se a estreia fosse amanhã, não teríamos grande coisa para apresentar, pois não?
Este espaço nunca começou. Nunca aconteceu. Este espaço nunca acaba.
(Entram os outros actores.) Não deu. Hoje não deu.

in Agatha Christie (2005)

Photobucket - Video and Image Hosting
(foto: Ângelo Fernandes)

Auto-ajuda nº6

George Bernard Shaw said:

"The reasonable man adapts himself to the world.
The unreasonable man adapts the world to himself.
All progress depends upon the unreasonable man."

(Paul Arden, Whatever you think think the opposite. Penguin.)

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Livro XVII

18-08-2005 Livraria Almedina 13,23€
Photobucket - Video and Image Hosting
A Nova Ignorância e o problema da cultura
de Thomas De Koninck
Edições 70

"Colocar a questão «O que é a música?» pode bem ser uma forma de perguntar: «O que é o homem?» (George Steiner). A afinidade entre a alma e o som também era admirada pelos Pitagóricos, que acreditavam, por esta razão, que a alma devia ser uma harmonia. (A afinidade entre os dois é evidente pelo facto de a música gerar em nós a alegria, a tristeza, etc. Não há dúvida de que, mais uma vez, não se trata de «representação» no sentido de «imagem» ou de «retrato». A imitação, a mimêsis, visa na verdade, o efeito sobre nós, como a luva que se ajusta à mão).

Auto-ajuda nº5

The best piece of advice ever given was by the art director of Harper's Bazaar, Alexey Borodovitch to the young Richard Avedon destined to be one of the world's great photographers.
The advice was simple:

'ASTONISH ME!'

(Paul Arden, Whatever you think think the opposite. Penguin.)

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Auto-ajuda nº4

STEAL

Steal from anywhere that reasonates with inspiration or fuels your imagination.
Devour films, music, books, paintings, poems, photographs, conversations, dreams, trees, architecture, street signs, clouds, light and shadows.
Select only things to steal from that speak directly to your soul. If you do this, your work (and theft) will be authentic.
Authenticy is invaluable.
Originality is non-existent.
Don't bother concealing your thievery _ celebrate it if you feel like it.

Remember what Jean-Luc Godard said: "It's not where you take things from - it's where you take them to."

I stole this from Jim Jarmush

(Paul Arden, Whatever you think think the opposite. Penguin.)

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Auto-ajuda nº3

TRAPPED.

IT'S NOT because you are making the wrong decisions, it's because you are making the right ones.
We try to make sensible decisions based on the facts in front of us.
The problem with making sensible decisions is that so is everyone else.

(Paul Arden, Whatever you think think the opposite. Penguin.)

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Auto-ajuda nº2

TURN UP

If you don't have the degrees or fees to go to university, just turn up.
If you want to be in a job where they won't accept you, just turn up.
Go to all the lectures, run errands, make yourself useful. Let people get to know you.
Eventually they will accept you, because you are a part of their community.
They will not only respect your perseverance but will like you for it.
It may take time, a year say, but you will be in, not out.

Photobucket - Video and Image Hosting
WHEN ASKED THE SECRETS OF SUCCESS, WOODY ALLEN REPLIED, "TURN UP".

(Paul Arden, Whatever you think think the opposite. Penguin.)

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Auto-ajuda nº1

I WANT

I WANT MEANS: if I want it enough I will get it.
Getting what you want means making the decisions you need to make to get what you want.
Not the decisions those around you think you should make.
Making the safe decision is dull, predictable and leads nowhere new.
The unsafe decision causes you to think and respond in a way you hadn't thought of.
And that thought will lead to other thoughts which will help you achieve waht you want.
Start taking bad decisions and it will take you to a place where others only dream of being.

(Paul Arden, Whatever you think think the opposite. Penguin.)

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Livro XVI
15/11/05 Fnac Colombo 33,66€
Photobucket - Video and Image Hosting
Les Grands Spectacles (120 Years of Art and Mass Culture)
orgn. de Agnes Husslein-Arco + Margrit Brehm e Roberto Ohrt
Hatje Cantz

"The middle class too, having sorted out its interests in rising to the position of leading force in the world, took every effort to maintain a discreet distance from the former pleasures. In the late 19 th century, the established theatre had clearly eliminated all the typical ingredients from the old witches' kitchen of the spectacle. Since then, the German term Schauspiel (for the dramatic performances in the theatre) has had a more sober or sublime ring to it. Wild exaggerations, carnivalesque elements, freaks, agitation or apparent profanity - all that could only be tolerated on the cultural periphery, in sideshows and cabaret, in circus marquees, at the zoo or in the, mainly temporary, fun fairs that served to «amuse the people». "

Agatha Christie (Lyric)

This is a song
About my dearest friend Agatha Christie

It was a sunny day
But she was feeling lousy
Her husband just fell in love with a bitch
And that was tragic, and that was tragic

Agatha was pretty fucked up
So she decided to get wasted
And so she did, and so she did

She was driving down the street
With her head full of whispers
So she jumped out of the car
To get some air

And nearby there was a river
And she was looking to her own reflection in the water
Saying: God, oh God… Why me? Why me?

So God decided to come down
And put his hand on her shoulder
Saying: Agatha don’t you cry no more
Agatha, you are beautiful to me

Agatha, Agatha
You have to trust your sexuality
Trust the beauty within
I’m you’re hero for the night
Let’s stay together
Come on, come on
Let’s stay together

After that evening
She felt herself reborn
So she decided to join a spa
With the bitches name

And nevermore, did she thought about suicide

Agatha, Agatha
Don’t you cry no more
Agatha, Agatha
You are beautiful
So beautiful
To me…

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Livro XV

(Verão???) Feira do Livro ??€
Photobucket - Video and Image Hosting
Serenidade
de Martin Heidegger
Instituto Piaget

"O pensamento que calcula (das rechnende Denken) faz cálculos. Faz cálculos com possibilidades continuamente novas, sempre com maiores perspectivas e simultaneamente mais económicas. O pensamento que calcula corre de oportunidade em oportunidade. O pensamento que calcula nunca pára, nunca chega a meditar. O pensamento que calcula não é um pensamento que medita (ein besinnliches Denken), não é um pensamento que reflecte (nachdenkt) sobre o sentido que reina em tudo o que existe.
Existem, portanto, dois tipos de pensamento, sendo ambos à sua maneira, respectivamente, legítimos e necessários: o pensamento que calcula e a reflexâo (Nachdenken) que medita."

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Sobre a mesa a faca

texto final do espectáculo 'Sobre a mesa a faca' a partir de Hubert Reeves:

" Fiquei muito tempo diante deste espectáculo com a impressão de estar a viver um momento importante. Por detrás desta curiosidade, reconheço, sem dúvida, uma componente de ansiedade, senão mesmo de angústia. O que me chamou sobretudo a atenção foi a tristeza que dele emana. Creio que tenho muita sorte. Faço aquilo de que gosto e sou pago para isso. Quantas pessoas neste planeta terão esse privilégio? A vida trata-me bem e eu estou-lhe profundamente reconhecido. Sei que tudo isto é frágil e está ameaçado, por isso tento usufruir plenamente enquanto dura. Vou-te contar uma história que me marcou muito. Tinha mais ou menos 10 anos. Era Inverno. Subia para cima dos bancos de neve nos bordos das ruas. Na noite, que quase já tinha caído, uma janela atrai a minha atenção. No interior, as luzes dos pinheiros de Natal piscam e cintilam. Há mamãs, há bolos, há crianças que cantam. A trepidez do lugar contrasta com o vento frio que me fustiga a cara. Queria estar ali. Nada tinha de semelhante à minha família, onde os estudos são a única e hegemónica preocupação. Tenho subitamente a impressão de passar ao lado da vida. Esta imagem de festa de crianças nesse dia de ventos gelados regressa-me muitas vezes à memória. Provocou em mim uma vontade feroz de viver e de criar vida. Apoiou-me em certos momentos em que, ultrapassado pelas emoções, fui tentado a fechar-me na minha concha. Tenho um desejo premente de ser afectivamente tocado por seres humanos. A palavra «compreender» não tem o mesmo sentido para toda a gente. Creio que uma fada boa me deu, quando nasci, um presente inestimável: uma espécie de optimismo inveterado e inextirpável, em relação, por exemplo, ao sentido da realidade."
Livro XIV

03/12/04 Fnac Chiado 0€
Photobucket - Video and Image Hosting
Design and Crime (and other diatribes)
por Hal Foster
Verso

"What are the findings that Seabrook makes? Not surprisingly, they boil down to hypotheses about identity and class. "Once quality is deposed", he argues, identity is "the only shared standard of judgment." For Seabrook this identity must be "authentic," and it can only be made so in nobrow culture through a personal sampling of pop goods at the Megastore: "Without pop culture to build your identity around, what have you got?" "

sábado, 23 de setembro de 2006

NOTÍCIAS

HOJE no Expresso [Actual], "A Verdade do Teatro",
entrevista conduzida por Cristina Margato
a Luís Miguel Cintra e André e. Teodósio.
A ler aqui.
Photobucket - Video and Image Hosting
(fotografia: Ana Baião, Expresso)

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Livro XIII
(2004) Tate Bookshop £19.99
Photobucket - Video and Image Hosting
Hardcore from the Heart (The Pleasures, Profits and Politics of Sex in Performance)
de Annie Sprinkle (edited by Gabrielle Cody)
Continuum

"Dear Reader. Gee it's been swell.
Possibly you're working on your dissertation, or you saw one of my performances and were curious about the behind-the-scenes aspect of them. Maybe you are a sex worker branching into the art world, or an academic branching into the sex world. You must be interested in theater, and you no doubt are interested in sexuality. Whoever you are, I am grateful for your attention and your interest in my work. I am honored and humbled by it. It is my sincere hope that you got something of use from this book."

PUBLICIDADE - Misérias Ilimitadas, Lda.

(clicar na imagem para aumentá-la)

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Livro XII

(Verão 2004) Feira do Livro 15,64€

O mundo fragmentado (as encruzilhadas do labirinto)
de Cornelius Castoriadis
Campo da Comunicação

"Qualquer designação é convencional: o carácter absurdo do termo "pós-moderno" nem por isso se torna menos evidente. O que se nota menos é que se trata de uma derivação. Porque o "termo" moderno já em si é infeliz e a sua inadequação não podia deixar de se evidenciar com o tempo. Que poderá haver depois da modernidade? Um período que se chame moderno só pode pensar que a História chegou ao fim e que os seres humanos passarão a viver num presente perpétuo.
O termo "moderno" exprime uma atitude profundamente autocêntrica (ou egocêntrica). A proclamação "somos os modernos" tende a anular qualquer desenvolvimento ulterior verdadeiro. Mais do que isso, contém uma curiosa antinomia. A componente imaginária e autoconsciente do termo implica a autocaracterização da modernidade como abertura indefinida em relação ao futuro, e contudo essa caracterização só tem sentido relativamente ao passado. Eles eram os antigos, nós somos os modernos. Então como chamar aos que vêm depois de nós?"

PUBLICIDADE

Photobucket - Video and Image Hosting
foto: Luísa Casella

A Censura Prévia AC apresenta em Braga:

VOU A TUA CASA uma performance de Rogério Nuno Costa

mediante marcação prévia para os seguintes contactos:
962743638, 919960490 ou aqui
DIAS 21, 22 e 23 DE SETEMBRO DE 2006(quinta, sexta e sábado)
3 sessões por dia:15:00 h18:00 h 21:00
MAIS INFO: aqui ou www.vouatuacasa.blogspot.com ou +351 916 409 998

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Livros XI

(2003?) Viseu 9,45€
Photobucket - Video and Image Hosting
A falar da hospitalidade
de Jacques Derrida
Ed. Palimage

"A língua não é senão a partir de mim. Ela é também aquilo de onde eu parto, aquilo que me desvia e me separa. O que se separa de mim partindo de mim. O ouvir-se-falar, a dita «auto-afecção» do ouvir-se-falar-a-si-mesmo, o ouvir-se-falar um ao outro, o ouvir-se-falar na língua ou de boca a orelha, tal é o mais móvel dos móveis, porque o mais imóvel, o ponto-zero de todos os telefones móveis, o solo absoluto de todos os deslocamentos; por isso se pensa que a cada passoa a transportamos, como se diz, na sola dos pés."

Left-Overs IV

4th Theorie- Apocalypse is not predictable
Ok, it has happened to everyone to be sitting around and then something totally uncalled for happens! (Eg. A beautiful sunny day turns cold and rainy) Maybe, just maybe it’s because some smartass is toying with us. Perhaps Earth is just another scenario in one of those Sim games and some little 6 year old is playing with all the keys! Just you wait, soon that kid is going to find the "Quit this Game" button! Then what will happen????

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Livro X

(há duas semanas) Fnac Chiado 29€
Photobucket - Video and Image Hosting
(finalmente a obra completa, mas completa MESMO)
Guy Debord
Oeuvres
Quarto-Gallimard

"Je devrai faire un assez grand emploi des citations. Jamais, je crois, pour donner l'autorité à une quelconque démonstration; seulement pour faire sentir de quoi auront été tissés en profondeur cette aventure, et moi-même. Les citations sont utiles dans les périodes d'ignorance ou de croyance obscurantistes. Les allusions, sans guillemets, à d'autres textes que l'on sait très célèbres, comme en voit dans la poésie classique chinoise, dans Shakespeare ou dans Lautréamont, doivent être réservées aux temps plus riches en têtes capables de reconnaître la phare intérieure, et la distance qu'a introduite sa nouvelle application."

Left-overs III

3rd Theorie- Yawning as the primal movement
Yawning Is Contagious: You yawn to equalize the pressure on your eardrums. This pressure change outside your eardrums unbalances other people's ear pressures, so they must yawn to even it out. Therefore in rather a Popperian movement, the movement of today’s possible yawn is nothing less than the perpetuation of the first Historical yawn.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Livros IX

(algures em 2004) Capitals Oferta (custa 5€ na Fundação Calouste Gulbenkian)
Photobucket - Video and Image Hosting
Capitals
edited by Maria de Assis and Marten Spangberg
Fundação Calouste Gulbenkian

"He's no "surfer boy" no more, he is "sportif et très chic" ".

Left-overs II

2nd theorie – On blindness
I will start my theory with a definition of West: n. from the greek occedere, which means where the sun disappears, darkness. And it is very curious that almost all masters in literature are blind such as Tiresias, the blind master of the Greeks. They, the blind masters, are a representation of the occident, of the West. They have their eyes shut to the outside so they can have some new and personal ideias. In conclusion, blindness may be a way to the aufklarung (enlightenment).

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Livro VIII
(Verão) Feira do Livro 2005 2€
Photobucket - Video and Image Hosting
Onde vais drama-poesia?
de Maria Gabriela Llansol
Relógio D'Água

"Estive quase a dar ouvidos a essa voz humana que insistia que eu estava a crescer mal."
"Fugir ao destino do vate. Fugir à mediocridade da autobiografia."
"O preocupante é sentirmos o nosso pensamento a perder ritmo, a desacelerar, a encostar-se à berma da imagem."
"Haverá alguém que, por sua livre vontade, queira ser vagabundo? Por que se lhes exige o preço - e um preço tão elevado -, pela sua errância? Por que são tão implacáveis com o novo?"
"Onde encontras tu uma comunidade?"