quinta-feira, 26 de julho de 2007
Hamlet Sou Eu @ Espaço do Tempo / Montemor-o-Novo
Letra: Sérgio Godinho
Música: Sérgio Godinho
Albúm: Domingo no Mundo
Ser ou não ser gente, ter ou não ter sonhos
mais exactamente vir à tona dos sonhos
Ter sempre a certeza das dúvidas
por via das dúvidas saber o que achar
Dobradores do ferro, sopradores do vidro
na margem do erro ser claro como o vidro
Ter sempre a destreza da prática
por via da prática saber o que achar
Ah, morrer, dormir, talvez sonhar
mas então que outros sonhos virão?
Morrendo, vivendo, dormindo
talvez que sonhando…
Ter sempre a certeza da música
por via da música tocar e cantar
Sedutores da musa, amadores da alma
mesmo que difusa ser a imagem da alma
Ter sempre a clareza da fábula
por via da fábula saber o que achar
Dedos semelhantes às velozes aves
mesmo que distante ouvir o chamar das aves
Ter sempre a afoiteza do pássaro
por via do pássaro subir e pousar
Ah, morrer, dormir, talvez sonhar
mas então que outros sonhos virão?
Morrendo, vivendo, dormindo talvez que sonhando…
Ter sempre a certeza da música
por via da música tocar e cantar
quarta-feira, 25 de julho de 2007
General Hospital
"Teatro e literatura são artes diferentes. É preciso redefinir a especificidade de cada uma delas. As diferenças relativas do teatro e da literatura hão-de ser procuradas na análise das matérias-primas e nos processos específicos de transformação de cada uma dessas práticas. Os materiais com que se faz o teatro são entre si muito diversos: acções do corpo ao vivo, num espaço que se ocupa, durante um tempo que se transforma. Na forma dominante de circulação da literatura, o material é a língua fixada por escrito. Corpos numa arte e letras noutra. Em ambas as práticas há a possibilidade de trabalho sobre uma matéria comum: as palavras, substância própria da literatura, mas não imprescindíveis ao teatro. O corpo tem língua e num determinado modo de teatro profere palavras. Quando estas existem, não são nunca o todo e nem sempre o modelo."
Osório Mateus
terça-feira, 24 de julho de 2007
Hamlet Sou Eu @ Espaço do Tempo / Montemor-o-Novo
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Hamlet Sou Eu @ Espaço do Tempo / Montemor-o-Novo
domingo, 22 de julho de 2007
Für Elise... Mas também Für Laura Palmer e Für Ofélia
girls just wanna get drowned...
El mar se agita, Se me va el catamarán.
Crecen la olas, Estalla el huracán. Menudo plan.
Aumenta el viento, Siento pánico.
Cae un rayo, Estalla por estribor.
Y yo no se que hacer, Para no naufragar.
Oye, sálvame, Ven nadando a mi.
Sálvame, Soy un naufrago.
Cógeme, llévame, (Sálvame, oooh) Por favor, sálvame.
(Sálvame, oooh) Por favor, sálvame, (sálvame, oooh) Que yo te pagaré.
(Sálvame) Oye, sálvame, Ven nadando a mi. Sálvame, Soy un naufrago.
Que mi barco se va, (Sálvame, oooh) Alejando de tí.
(Sálvame, oooh) Sálvame, sálvame, (Sálvame, oooh) Mi amor.
(Sálvame) Me entregaré del todo a tí, Por completo a tí.
Del todo a tí, Por completo a tí.
Mi situación es terrible, Yo no se nadar.
Mi situación es urgente, Me horroriza el mar.
Un tentáculo negro, Me quiere hundir.
Los tiburones me miran, Necesito huir,
Pero ahora sálvame, Que no quiero morir.
Mi vida. Sálvame, Ven nadando a mi.
Sálvame, Soy un naufrago. Que mi barco se va,
(Sálvame, oooh) Alejando de tí.
(Sálvame, oooh) Sálvame, sálvame, (Sálvame, oooh) Mi amor.
(Sálvame) Oye, sálvame, Ven nadando a mi.
Sálvame, Soy un naufrago.
Cógeme, llévame, (Sálvame, oooh)
Por favor, sálvame.
(Sálvame, oooh) Por favor, sálvame, (sálvame, oooh)
Que yo te pagaré.
(Sálvame) Oye, sálvame, Ven nadando a mi.
Sálvame, Soy un naufrago...
sábado, 21 de julho de 2007
I HAVE NO IDEA
Un conservatoire est un lieu où l'on maintient des choses, ou plus souvent des êtres vivants (plantes, animaux...), hors de toute altération excepté leur vieillissement et leurs interactions naturelles, ce qui permet de les conserver.
Un conservatoire peut prendre la forme d'une organisation évoluée, telle qu'un établissement public ou privé, destiné à sauvegarder et promouvoir l'enseignement de certaines valeurs culturelles comme la musique, la danse, le théâtre, mais aussi d'autres types de savoirs comme les techniques de certains métiers (mécanique etc.).
Le terme conservatoire est également employé pour désigner un contexte naturel, spontané, qui a pu remplir sans intervention anthropique une fonction de préservation.
Par exemple, l'isolement d'une île par la dérive des continents peut créer un conservatoire naturel d'espèces vivantes.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
@ MIGUEL BOMBARDA
PARTE. 1
Textos de estudo 2 para Sinopse

Parte I é o primeiro de muitos espectáculos que se pretendem tornar banco de ensaios, onde queremos dar espaço à investigação e desenvolvimento de ideias, sendo a forma descoberta e melhorada com a sua apresentação pública. Na Parte I , desmonta-se a ideia do "Todo" como sendo o resultado de um conjunto de partes; Dá-se importância ao pormenor como parte preponderante para a existência do "Todo", como condição necessária para a sua sobrevivência.
Invertendo a ideia de que filmes ou peças de teatro têm, seguido do título, a referência a serem parte integrante de uma série da mesma história (a continuação), a Parte. 1 surge aqui como o Título.
Como a caixa de música onde se pode explorar a ideia da reserva no seu interior de todas as partes componentes até chegar à magia da música.
Esta performance é composta por partes, partes de partes, pormenores de todos.
Textos compostos por partes de textos;
Imagens de projectores de slides compostas por partes de imagens; Sobreposição de imagens projectadas; Projecções em corpos; imagens de Partes de corpos; composição de corpos com partes de vários corpos;
Movimentos compostos por partes de movimentos;
"Todos os dias sinto que o tempo se subtrai a um todo antigo e no entanto tudo parece ter acontecido ontem, tendo sido há décadas." Escher
DIAS 20 E 21 E DE 25 A 28 DE JULHO_07_22H00
ARMAZÉM DO HOSPITAL MIGUEL BOMBARDA
Reservas e informações: 91 854 70 50 21 726 92 25
contact@triplinfinito.com www.triplinfinito.com
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Em Residência
inserido no ciclo Shall We Dance IV a estrear na Culturgest em Setembro
sábado, 14 de julho de 2007
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centro em movimento: 218871917
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Mais três dias de O Avarento no Teatro Nacional S. João - Porto -

quarta-feira, 4 de julho de 2007
ÚLTIMA SEMANA NO PORTO
Terça a Sábado 21:30 / Domingo 16:00
O AVARENTO
OU A ÚLTIMA FESTA
Comédia em cinco actos
De José Maria Vieira Mendes
A partir de O Avarento de Molière
Co-produção: Teatro Nacional São João / Teatro Praga
Colaboração: O Espaço do Tempo
Info: 800-10-8675 / http://www.tnsj.pt
Bilhetes: TNSJ, TeCA, http://www.ticketline.pt, http://www.plateia.iol.pt
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© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga
(clicar na imagem para aumentar)
Uma co-criação de: André e. Teodósio, Cláudia Jardim, José Maria Vieira Mendes, Marcello Urgeghe, Martim Pedroso, Paula Diogo, Patrícia da Silva, Pedro Penim, Rogério Nuno Costa, Romeu Runa e Sofia Ferrão.
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pelo grupo Vigilâmbulo Caolho
em cena no Hospital Miguel Bombarda
Desconto grupo 5 Pessoas: 4 euros \cada; Desconto grupo de 10 pessoas ou mais: 3 euros \ cada
4 a 15 de Julho
Quarta-Feira a Domingo as 21h:30m
Reservas: 962 314 251
sábado, 30 de junho de 2007
HOJE NO TEATRO NACIONAL S. JOÃO
30 Junho 2007, sáb 16:00
um documentário-conferência de Sofia Ferrão e Tiago Bartolomeu Costa
produção: Teatro Praga
Teatro (de) Praga. 12 anos. Os nomes, os espectáculos, as referências, as músicas, os textos, os colaboradores, os autores, os espaços, os cruzamentos e as recusas, os vários quilómetros nas estradas, as residências, as co-produções, os títulos e as facas, as vidas privadas e as virtudes públicas, os papéis nas paredes, os confetis no final, o rizoma e o que fica fora, o texto, o reverso do texto, a morte do texto e a missa de sétimo dia ao autor, o fantasma do autor, os outros fantasmas todos, os que saem e os que ficam, os que nunca entraram e os outros que não sabem onde estão. 12 anos, para baralhar e voltar a dar. Do fim para o início. Replay.
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Vou fazer-te gostar de uma bela companhia
uma conferência-provocação de Tiago Bartolomeu Costa
Primeiro pressuposto Ninguém deve falar por muito tempo da mesma coisa, pois corre o risco de cansar e deixar de ser credível. Logo, se um crítico conhecer bem o trabalho de uma companhia deve saber também que a dada altura chegou o momento de parar, colocar-se em causa e começar de novo.
Segundo pressuposto Uma crítica não se substitui ao espectáculo, não é o espectáculo, não explica o espectáculo. Quanto muito, o papel de jornal (onde foi publicada) pode substituir o saco de plástico (que é uma peça onde cabe tudo). E é só.
Terceiro pressuposto Num país de 92,391 km² não se compreende porque é que uma companhia deva ter que ser apresentada a uma cidade que fica a duas horas e meia de comboio da capital.
Quarto pressuposto Ninguém está aqui para facilitar a vida a ninguém. Isto sempre foi cada um por si, eu aqui, tu aí, ele onde calhar. No final celebra-se, pois.
Quinto pressuposto (e último) Diz o Stanisław Ignacy Witkiewicz que “o teatro é um lugar onde as coisas mais loucas devem parecer normais”. Diz.
agradecimentos: Embaixada da República Checa em Portugal/Anne Almeida, Ângelo Fernandes (fotografias), Mariana Sá Nogueira (figurino), Pedro Rocha (selecção musical), Centro de Edições e Equipa Técnica do Teatro Nacional São João
OFFPRAGA
um video-documentário de Sofia Ferrão
edição vídeo: Francisco Ferrão
duração: 1:05
agradecimentos: Francisco Ferrão e Nuno Carinhas
sexta-feira, 29 de junho de 2007
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Ópera
Metanoite
29 e 30 de Junho. 21h30.
Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian

(foto: Henrique Figueiredo)
Sobre esta ópera escreveu, o compositor João Madureira:
E o encenador André e. Teodósio comentou:
Compositor: João Madureira
Libreto: a partir de “O Senhor dos Herbais” e outros livros de Maria Gabriela Llansol
Adaptação: João Barrento
Maestro e Director Musical: Cesário Costa
Encenação: André e. Teodósio
Cenografia e Figurinos: Catarina Campino e Javier Núñez Gasco
Desenho de Luz: Cristina Piedade
Pianista correpetidor: Pedro Vieira de Almeida OrchestrUtopica
Mezzo Soprano: Sílvia Filipe
Soprano: Sónia Alcobaça
Barítono: Mário Redondo
Actrizes: Maria João Machado, Mónica Garnel, Paula Sá Nogueira
Co-Produção: Fundação Calouste Gulbenkian - O Estado do Mundo/OrchestrUtopica
quarta-feira, 27 de junho de 2007
ESTREIA HOJE NO TEATRO NACIONAL S. JOÃO - PORTO -
OU A ÚLTIMA FESTA
Comédia em cinco actos
De José Maria Vieira Mendes
A partir de O Avarento de Molière

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga (Clicar na imagem para aumentar)
De 27 de Junho a 8 de Julho
Terça a Sábado às 21:30 Domingos às 16:00
Info: 800-10-8675 / http://www.tnsj.pt/
Bilhetes: TNSJ, TeCA, http://www.ticketline.pt/, http://www.plateia.iol.pt/
Colaboração: O Espaço do Tempo
Temporada em Montemor-o-Novo: 4 e 5 de Janeiro de 2008, Espaço do Tempo
Temporada em Lisboa: 11 a 19 de Janeiro de 2008, Centro Cultural de Belém
Uma co-criação de: André e. Teodósio, Cláudia Jardim, José Maria Vieira Mendes, Marcello Urgeghe, Martim Pedroso, Paula Diogo, Patrícia da Silva, Pedro Penim, Rogério Nuno Costa, Romeu Runa e Sofia Ferrão.
Iluminação: Daniel Worm d’Assumpção
Direcção de produção: Pedro Pires
Personagens e Intérpretes:
Arpagão o Forreta - Pedro Penim
Elisa filha de Arpagão - Cláudia Jardim
Cleanto filho de Arpagão - Romeu Runa
Varela preceptor de Elisa - Martim Pedroso
Marina amor de Cleanto - Patrícia da Silva
Dona Alzira mãe de Marina - Paula Diogo / Sofia Ferrão
Engenheiro Maleiro pretendente de Elisa - Marcello Urgeghe
Anselmo criado de sete ofícios - Rogério Nuno Costa
Larcão jogador, amigo de Cleanto - Martim Pedroso
Valter jogador, amigo de Cleanto - Patrícia da Silva
Pineta jogador, amigo de Cleanto - Rogério Nuno Costa
Vidente - Paula Diogo / Sofia Ferrão
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© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga (Clicar na imagem para aumentar)
Jean-Baptiste Poquelin dito Molière
A concretização deste espectáculo deve-se a uma dupla combinação: a proposta de Ricardo Pais, que arrisca convidar-nos para uma co-produção com o Teatro Nacional S. João; e a proposta do José Maria Vieira Mendes de reescrita de um daqueles textos teatrais considerados canónicos (mecanismo pertinente em relação ao Avarento, pois Molière também fizera o mesmo a uma peça de Plauto). A experiência de trabalhar com o José Maria Vieira Mendes, dramaturgo vivo e português, começou com o espectáculo Super Gorila (uma co-criação com André e. Teodósio, estreada em 2005 em Montemor-o-Novo). Se nesse espectáculo havia um bombista que tentava repetidamente rebentar o teatro, na tragicomédia Avarento surgem várias figuras na iminência de implodir com tanta raiva acumulada entredentes, pois “a maior parte das doenças começa na boca”[1].
Ver este espectáculo implica “voyeurizar” um conflito agonístico com total incapacidade de intervenção; são essas irascíveis teimosias entre familiares, amigos, interesseiros e montanheiros (para além de eventuais pára-quedistas) que podem provocar no espectador o esboçar de um riso. Nem uma festa, corolário da paz, salvará a animosidade. Aliás, vampirizemos um pouco os géneros cinematográficos e digamos que este Avarento inaugura um novo género teatral: o Teatro-Catástrofe[2] (mas sem espectacularidade, o que em si pode parecer um paradoxo). Explicamos: às tantas o autor, este que ainda está vivo, resolveu anunciar, gaguejando, que um dos seus propósitos na escrita do texto era matar as nossas festas, Fazer a Última Festa dos Praga (reduzindo os nossos acessos dionisíacos/demoníacos a meras insignificâncias estéticas, como se já não fizessem sentido no poderoso mundo apolíneo do mito). Tinha construído assim a primeira de inúmeras punchlines por vir.
– Bárbaro.
A gaguez, para além de caracterizar o fluir do bárbaro, é também o mecanismo do humor. O humor é o que faz gaguejar uma língua, tropeçar no nosso próprio território. Humor é atonal, é traidor, é traição, é linha de fuga, é roubo, é absolutamente imperceptível (não reside necessariamente em trocadilhos e em desconstrução física que são significantes, que são como um princípio no princípio)[3]. Humor é trairmo-nos por atravessarmos um perigo = experer (experimentar). É nesta traição que humor e tragédia se tornam inseparáveis: terrível atropelamento por um Hummer™. Explicamos:
Rir para Molière era um meio e não um fim. O humor (ao contrário da ironia) é um devir que nos desloca do espaço onde nos querem colocar, infelizes, incapazes, disponíveis para a impostura. Humor é um jipe no devir-deserto[4]: Um Hummer™. E se, como diz a citação inicial, longo é o caminho, o meio só poderá ser um Hummer™; e o objectivo, mesmo que involuntário, um atropelamento.
Este texto faz parte de uma trilogia do autor sobre as relações entre Pais & Filhos (que vai para além do seu significado primordial e familiar). Não há palavras exactas suficientes para as sintetizar e também não há metáforas (as metáforas sujam e embaciam). Só há palavras inexactas para designar coisas exactas, e tudo isto em constante mutação. É nesse humor, e sobre a imperceptibilidade de alguns “temas-chavão”, que o Avarento opera. Usando a liberdade de comparação, diríamos que o texto do Vieira Mendes partilha alguma da riqueza na manipulação linguística de Nuno Bragança (autor injustamente esquecido) ou César Monteiro e algumas das (des)ilusões da escrita teatral presentes na dramaturgia de Thomas Bernhard, isto é: Textos-que-ocupam-territórios-opticamente-correctos-mas-de-difícil-apreensão. Jogos sobre as ditaduras invisíveis da prática e da escrita teatral, reconhecendo-as e tornando-as ainda mais tirânicas. Exemplos: como fazer cair a noite, como fazer passar os dias, como complexificar e desmultiplicar personagens lineares, como pôr novos a fazer de velhos, como morrer em cena, como fazer um espectáculo com um elenco numeroso, como fazer nascer o sol, como propor um realismo cenográfico exageradamente impossível, ou então coisas tão simples como: fazer um prólogo, um intervalo, um acto que não existe, um epílogo.
Neste Avarento - possível palco para infinitas e histéricas afirmações políticas e estéticas como: a distribuição do poder dentro de uma mesma geração (a do “Jonas” que fez 25 anos no ano 2000[5]), a vigilância panóptica das cidades contemporâneas (disciplina e mutilação), velhos vs. novos, a ausência de mãe, os perigos de um mundo calculista, o poder transcendental vs. normas cartesianas sociais, a redução do humano a um valor monetário + quantificação como conhecimento, a casa como representação da economia moderna, divórcio entre economia e ética e entre verdade e valor, paranóia compulsiva como resultante de uma forma de conhecimento objectivamente perfeita, simplismo como certeza fascizante e blá blá blá - renegámos qualquer possível leitura linear, e tentámos desconstruir e “meter-a-pata” no texto o menos possível.
O que podemos dizer neste caso, e seguindo a senda Viriliana, é que é tudo uma questão de perspectiva.
Teatro Praga
[1] Mendes, José Maria Vieira (2003). T1. Livrinhos de Teatro/Artistas Unidos.
A cura será então esta: “De forma a curar os efeitos secundários do pharmakon e desembaraçarmo-nos do parasita, será então necessário meter o exterior de volta no seu lugar. No exterior. Escrever deve voltar a ser o que nunca deveria ter deixado de ser: um acessório, um acidente, um excesso.” Derrida, Jacques (1981). Dissemination. University of Chicago Press.
[2] “Os cientistas ocupam-se cada vez mais de acontecimentos singulares, de natureza incorporal, e que se efectuam em corpos, estados de corpos, agenciamentos inteiramente heterogéneos entre si (daí o apelo à interdisciplinaridade). (..) é um acontecimento que atravessa domínios irredutíveis. Por exemplo, o acontecimento «catástrofe» tal como o estuda o matemático René Thom. (..) Acontecimento significa terror, mas também muita alegria”.
Deleuze, Gilles e Parnet, Claire (1996). Diálogos. Relógio d’Água.
[3] Muitas passagens deste texto foram roubadas da obra citada anteriormente.
[4] a) Deserto: espaço sem referências, que permite povoamento múltiplo de tribos, faunas e flora. O deserto, a experimentação sobre si próprio, é a nossa única identidade, a nossa única oportunidade para todas as combinações que nos habitam. Não querer ser uma coisa, aspirar a ser tanta outra coisa.
b) E se Felicity Lunn & Heike Munder exclamam When humour becomes painfull (2005. JRPRingier Zürich.), nós avisamos: When Hummer™ becomes painfull.
[5] Jonas qui aura 25 ans en l’an 2000, “filme geracional” de Alain Tanner de 1976, que retrata a vida de vários homens e mulheres, na casa dos trinta anos de idade, que depositam em Jonas, uma criança de seis anos, as suas esperanças para o futuro.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Ensaios O Avarento - Porto
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Ensaios O Avarento - Porto
domingo, 24 de junho de 2007
Ensaios O Avarento - Porto

sábado, 23 de junho de 2007
Ensaios O Avarento - Porto

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga - clicar na imagem para aumentar
quinta-feira, 21 de junho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Ensaios O Avarento - Porto
© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Ensaios O Avarento - Porto

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga




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