sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Shall We Dance IV

Já seguir, e antes de folclores turbinados, em Setembro e em dose tripla:

SHALL WE DANCE IV
Off the White, Hunting Scene e Geografias e Tratados são espectáculos inseridos no Ciclo de Duetos “Shall We Dance”, que este ano realiza a sua 4ª edição


CO-PRODUÇÃO TEATRO PRAGA - CULTURGEST - ESPAÇO DO TEMPO
RESIDÊNCIAS CRIATIVAS: O ESPAÇO DO TEMPO - DEVIR/CAPA
ESTREIA: 25 DE SETEMBRO 2007 – HOSPITAL MIGUEL BOMBARDA
ESPAÇO DO TEMPO, BLACK BOX (MONTEMOR-O-NOVO): 3 E 4 DE OUTUBRO
DEVIR/CAPA (FARO): 16 E 17 NOVEMBRO
DURAÇÃO: 2 HORAS C/ INTERVALO

Dando seguimento ao ciclo iniciado em 2003, um ciclo que pressupõe um convite de um elemento do Teatro Praga a um criador “de fora”, programámos para 2007 em parceria com a Culturgest, um Shall We Dance que pretende levar mais longe as condições arriscadas que a proposta deixa antever. Três elementos do Teatro Praga voltam a convidar 3 criadores para partilhar, não apenas uma dança simples e descomprometida mas um território que se antevê povoado de escolhas difíceis e onde universos geracionais, linguísticos, intelectuais, culturais, políticos (e por isso artísticos) procuram os passos possíveis (e não os acertados) para três coreografias teatrais.

PROGRAMA

Off The White (Paula Diogo e Alexander Kelly)
Ambos gostamos de trabalhar numa zona ténue entre a realidade e a ficção e esse é também um ponto de partida para o trabalho. Neste momento estamos a trabalhar sobre várias possibilidades: contagens decrescentes e saltos perigosos; aventuras subaquáticas; bancos de jardim; bandas sonoras para a vida; vinhos de Portugal; listas infindáveis; mutações de crescimento…

Geografias e Tratados (Sofia Ferrão e Nuno Carinhas)
Tu perguntas-me porque é que te convidei, eu respondo-te: porque é que aceitaste? Trocamos cartas que se extraviam, telegramas com erros e e-mails com anexos vazios. Conto-te os meus planos para me manter viva.
Falas-me da tua vontade de bombardear as coisas quietas.
Planeamos um espectáculo boicotado por não querermos ser espectaculares. Por preferirmos criar um desencontro agendado.

Hunting Scene (Cláudia Gaiolas e Daniel Worm d’Assumpção)
Uma cena de caça.
Um espaço pequeno, exíguo, onde o ar quase não cabe. A presa e o predador. O mais fraco é comido. Crise social, crise política, crise geracional, crise cultural, crise de linguagem, crise de identidade. Crise no habitat natural. Terramoto. Equilibrio, desequilíbrio. Centrífugo e centrípeto. Implosão e explosão.

Desenho de luz: Daniel Worm d’Assumpção / Produção: Pedro Pires

Folclore Turbinado

Turbo-folk. Um nome que surgiu como uma brincadeira e a união de duas palavras um tanto conflitantes: turbo e folk. Modernidade somada ao antigo e folclórico, um termo cunhado para designar um ritmo nascido na Sérvia. O seu autor, um tal de Rambo, fez questão de dizer que se arrependeu um pouco do filho que criou. O rótulo Turbo-folk precisou de alguns anos para pegar. Alguns sucessos na década de 90 marcam o nascimento do ritmo. Antes disso já existiam canções identificadas como música folclórica comercial e na prática fica difícil estabelecer o seu início exacto. A sonoridade se assemelha ao pop ocidental, mas é fruto de uma grande mistura que inclui influências de outros ritmos do leste europeu, além de elementos românicos, gregos, turcos e música eletrónica. O Turbo-folk recebe críticas que vêm de vários lados. Muitos queixam-se da valorização do corpo e erotização presente nas letras e na postura dos próprios cantores. Outros destacam também a apologia à violência. Elementos que podem ser facilmente encontrados noutras vertentes musicais como por exemplo no rap norte-americano. Mas a polémica mais séria envolvendo o ritmo está relacionada com a política. A cantora Ceca, um dos grandes nomes do Turbo-folk, foi casada com Arkan, líder paramilitar sérvio acusado de inúmeros crimes durante a guerra que varreu a antiga Jugoslavia na década de 90. A verdade é que o ritmo permanece popular até hoje. Com o apoio da Pink TV, emissora local, o Turbo-folk cresceu. Mas para a esquerda do país o ritmo além de ser considerado vulgar e de mau gosto carregava também a ideologia do nacionalismo sérvio. Muitas suspeitas em torno de um possível favorecimento dos artistas do Turbo-folk durante o governo Milosevic foram levantados. O facto que é o Turbo-folk segue bem popular não só na Sérvia, mas também nos outros países que formavam a antiga Jugoslávia.

fonte

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

TURBO-FOLK #3

Ti si moj, moj, moj,
Slovenski superboy,
Ti si moj heroj
Ljubezenski si stroj

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

General Hospital

A Portrait of the Artist as a Worker
Dieter Lesage

You are an artist and that means: you don’t do it for the money. That is what some people think. It is a great excuse not to pay you for all the things you do. So what happens is that you, as an artist, put money into projects that others will show in their museum, in their Kunsthalle, in their exhibition space, in their gallery. So you are an investor. You give loans nobody will repay you. You take financial risks. You speculate on yourself as an artistic asset. You are a trader. You cannot put all your money into one kind of artistic stocks. So you diversify your activities. You manage the risks you take. You would say it differently. I know. You say you suffer from a gentle schizophrenia. You are multiple personalities. You are a photographer, but also a DJ. You have a magazine, you are a publisher, but you also organize parties. You take photos from party people. You throw a party when you present a magazine, you make magazines with photographs of party people, you throw a party and you are the DJ. You have a DJ collective, so you can walk around at your own party, you talk to people and ask if they want to publish in your magazine, you make CD’s, you present them with a party, you make CD-roms with photographs of party people, you insert CD-roms in your magazine, you want your readers to listen to your music, you want your party people to read your texts, you invite those who write in your magazine to come to your parties, you make installations from photographs. You do interviews with people you meet, you do interviews with people you would like to meet, you tell the people you meet about your magazine. You distribute flyers announcing your parties in the bars where you meet people for an interview. You buy records in flee markets, you distribute flyers announcing parties in the bar where you have a coffee after visiting the flee market, you make videos recording how you destroy the records you bought at the flee market, you liberate your country from its bad music, you show the video in a gallery and you are a DJ at the vernissage where you invite people who wrote for your magazine and enjoy the party and being photographed. You invite other DJ’s to DJ with you, you are an MC and someone else is the DJ, you welcome the people who came to the party, you introduce people to one another. You are an artist and you are a mediator, you mix records and you want people to mix, you even mix photographs, you mix photographs of people you want to mix. You talk to the people you photograph, they invite you to their parties, where you talk to other people about photography. You make T-shirts with your name, you have people wearing those T-shirts, you make them swear to wear your T-shirt when they go to parties where you are not. You are everywhere and you make people wonder where you are. You are at home, you are working on your laptop, you are taking up all your e-mail conversations where you left them, you are updating people on your projects, you are doing projects all the time. You call for tickets, you call for a cab, you’re wearing two hundred pounds of materials from the cab to the train. You work in different places. You move. You move from one city to another, from one country to another. You take another cab, it takes hours to find your place in Istanbul. You make photographs and you ask others to make photographs the way you want it. You distribute flyers announcing the presentation of the magazine in clubs where you are having a party, you distribute flyers announcing a party you are organizing at the presentation of the magazine in a bookshop, you announce another presentation of the same magazine in another bookshop, you thank people for being there, you are introducing people you interviewed to one another, you invite them to come over to the party. You organize exhibitions, you invite people to present their work, you work with people on the presentation, you write announcements of the exhibition to the media. You present yourself as someone else than you are and you are the way you present yourself. You pretend and you are for real. You sing. You’re doing research on the swing. You make photographs from photographs, you put magazine covers in your magazine, you cover songs. You are an artist and that means it would be nice to get some money for all the things you do. You write for subsidies, you try to get grants, you talk with nice people who might lend you some money, you have a sollicitor to help you in order to get money from people who aren’t nice. You make dinner for people you introduce to one another, you discuss publication plans over dinner. You ask people to write about your work, you tell them how you work, you show them all. You explain them the basic facts of a young artist’s life. That you are an artist and that it means: you don’t do it for the money. That is what some people think. It is a great excuse not to pay you for all the things you do. So what happens is that you, as an artist, put money into projects that others will show in their museum, in their Kunsthalle, in their exhibition space, in their gallery. So you are an investor. You give loans nobody will repay you. You take financial risks. You speculate on yourself as an artistic asset. You are a trader. You cannot put all your money into one kind of artistic stocks. So you diversify your activities. You manage the risks you take. I would say it differently. You know. I say you suffer from a gentle schizophrenia. You are multiple personalities. You are a DJ, but also a photographer. You organize parties but you have a serious side too that publishes magazines. Just kidding. You give people photographs at parties. You consider magazines as an excuse for a party — kidding again — you collaborate with party people to create magazines, you throw a party and the DJ is a girrrrl. You’re lots of girrrrls. You walk around with no breaks at parties of Femmes with Fatal Breaks and you are so shy you don’t even dare to order a drink, you go home with two hundred pounds of CD’s, you sell them at another party, you put photographs of party people on CD-roms you insert in your magazine, you invite those who write in your magazine to come to your parties, you make photographs of installations, not to mention what you expect from your readers and listeners. You meet people for interviews, you do interviews as an alibi to meet people, you tell the people you meet about your party life. You distribute flyers announcing your magazine in the bars where you meet people for an interview. You buy records in second hand shops when it is just too rainy to go the flee market, you distribute flyers announcing parties in the bar where you have a nice hot cup of tea after shopping, you sell the videos recording how you destroy the records you bought at the second hand shops or at the flee market to a museum, you liberate your country from its bad taste in general, you show a video in a gallery and you are the DJ at a dernissage, or a finissage, or whatever it is called, where you invite people who make photographs and enjoy writing critiques on the magazine. You want your fellow DJ’s to have a break, it’s your turn now and you take the mike to welcome all the people who came to the party. You are a remediator, you remix records and you rewant people to remix, you even remix photographs, you remix photographs of people you rewant to remix. You rephotograph the people you retalk to, you retalk to other people about photography, again. There is this T-shirt with T-Ina on it, and there is this funny guy you want to swear to wear your T-shirt when he goes to parties on his own. You are nowhere and you make people wonder where you might be. You are not at home, your answering machine is answering for the multiple personalities you are. You just got off, you took a cab, you’re wearing fifty pounds of material from the cab to the airport. You’re leaving Berlin. You’re coming back soon. You’re always on the move. You take another cab, it takes less time to find your place in Istanbul now you know your way. You make photographs and you ask others to make photographs the way you want it. You interview the people you asked to make photographs, you transcribe the tapes of the interviews, you type the transcriptions of the interviews and get them published in your magazine. You invite the people you interviewed to the presentation of the magazine, you distribute flyers announcing your parties at the presentation of your magazine in a bookshop, you distribute flyers announcing the presentation of your magazine in the club where you are having a party, you announce the next party at your party, you apologize the people who couldn’t make it, you are sharing addresses, you promiss people to send them invitations. You mediate between the media and the artists in the exhibitions you organize, you make arrangements for interviews, you invite critics to the opening, you make copies of critiques of the exhibition, you send them to the artists in the exhibition. You represent yourself as someone else than you are and you are the way you represent yourself. You pretend and you are for real. Things may vary. You’re doing research on the military. You make photographs of soldiers, you make photographs of artists. You are an artist yourself and that means it would be nice to get some money for all the things you do. Sometimes you get subsidies, it’s great to get grants, you know this nice guy who might lend you some more money, you still have that sollicitor who helps you in order to get money from people who just happen to be very very bad people. You make dinner for people you don’t need to introduce any more, you discuss publication plans over dinner and there is still some wine from last time. You ask people to write about your work again. They know already how you work and what it means to be an artist: that is that some guys think you don’t do it for the money. Yeah, right. It’s a great excuse not to pay you shit for all the things you do. So what the fuck happens is that you, as a fucking artist, put fucking money into projects that others will show in their fucking museum, in their shitty Kunsthalle, in their sexhibition space, in their gutter gallery. So you are an investor. You give loans nobody will ever ever repay you. You take fucking financial risks. You speculate on yourself as an ‘artistic asset’. Don’t you see? You are a trader! You cannot put all your money into one kind of artistic stocks. So, well, you ‘diversify your activities’, as they would say. You manage the risks you take. Great. You would say it differently. Don’t tell me that. You say I suffer from a very unpleasant schizophrenia. That I am multiple personalities. Well yes I am. Didn’t you know that before? I am a philosopher, but also a writer. I am an editor of a magazine and I invite people to write for this magazine. I occasionally work with artists on projects that end up in exhibitions where I meet people who ask me to write about their work. Sometimes I do it for free. Because you know how hard things are for an artist these days. You don’t do it for the money. That is what some people think. It is a great excuse not to pay you for all the things you do. So what happens is that you, as an artist, put money into projects that others will show in their museum, in their Kunsthalle, in their exhibition space, in their gallery. So you are an investor. You give loans nobody will repay you. You take financial risks. You speculate on yourself as an artistic asset. You are a trader. You cannot put all your money into one kind of artistic stocks. So you diversify your activities. You manage the risks you take. You would say it differently. I know, but I don’t use the f-word. You say you suffer from a gentle schizophrenia. You are multiple personalities. I think I understand.
roubado aqui

TURBO-FOLK #2

Eis alguns exemplos de videos do género.

Rambo Amadeus, da Sérvia, o autor do termo "turbo-folk":
http://www.youtube.com/watch?v=GRwDG9I8gZ8 http://www.youtube.com/watch?v=CQwwxzaPnBM
http://www.youtube.com/watch?v=aUjQeyHRt0s

Eslovénia:


Atomic Harmonic
http://www.youtube.com/watch?v=Jk5K3me5ahk
http://www.youtube.com/watch?v=M2-dc7pbz7E

Turbo Angels
http://www.youtube.com/watch?v=zgI0wJKkQTM

Skuter
http://www.youtube.com/watch?v=gpSaFbO2sjI

Sérvia:


Ceca
http://www.youtube.com/watch?v=WrFev-svdgI
http://www.youtube.com/watch?v=JMcr2SCpac8

Dzej
http://www.youtube.com/watch?v=AlJwmGw8v10

Jelena Karleusa
http://www.youtube.com/watch?v=Y6zzVRceQOw

Seka Aleksič
http://www.youtube.com/watch?v=yqPeXeCX_2c

Croácia:

Severina
http://www.youtube.com/watch?v=ebJfwI8EYhA

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

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O vídeo "O Jardim" de Vasco Araújo está em exibição no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madrid, até 10 de Outubro.

Nesta sua obra de 2005, Vasco Araújo parte de uma série de fragmentos de diálogos extraídos de excertos da Ilíada e da Odisseia do Homero para reflectir o passado distante das colónias portuguesas, assim como as influências desta colonização na edificação da actual sociedade destes países.

Mais info em espanhol aqui

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Leiam, divulguem, comprem.
Já está nas livrarias.

A MINHA MULHER e ONDE VAMOS MORAR
De José Maria Vieira Mendes
Livrinhos de Teatro nº 24
Artistas Unidos/ Livros Cotovia

sexta-feira, 27 de julho de 2007

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© José Luís Neves

ÓPERA
Concepção e interpretação de Tiago Guedes e Maria Duarte
ESTREIA 27 de Julho, até 5 de Agosto todos os dias às 21:30 no NEGÓCIO, ZDB
Um projecto de adaptação coreográfica da ópera «Dido e Eneias» de Henry Purcell a partir de uma ideia original de Tiago Guedes

“…Chego desta forma à ópera, género musical repleto de personagens, histórias, cenários, adereços, danças, forma artística muitas vezes apreendida enquanto espectáculo total por misturar e combinar a música, o teatro e a dança. Mas cheguei também à ópera com intuito de trabalhar este género como se de uma peça de teatro se tratasse, com um seu texto pronto para ser encenado. Texto esse que se compõe de dois elementos: a partitura musical e o libreto. Em relação à partitura musical, interessou-me trabalhar não tanto (ou não só) com a musicalidade mas também o próprio processo de escuta que ela proporciona: o tipo de atenção, o estado físico e mental que propicia. Como trabalhar coreograficamente a escuta? Como dar a “escutar” uma ópera a um público que vem na expectativa de “ver” essa ópera?...”
Tiago Guedes

Negócio
Rua de O Século nº 9 porta 5 / Entrada 10€
Dias 27, 28, 29, 30 e 31 de Julho, 1, 2, 3, 4 e 5 de Agosto às 21:30
Reservas Tel. 21 343 02 05 ou reservas@zedosbois.org

quinta-feira, 26 de julho de 2007

General Hospital

"Como qualquer outro texto, o texto de teatro pode ou não entrar no campo literário. Tal acontecerá se se sujeitar às regras, códigos e valores poéticos que o regem em cada momento histórico e for reconhecido culturalmente como tal. A pós-modernidade foi tornando cada vez mais porosas as fronteiras do campo literário, admitindo no seu seio objectos cuja textualidade é lassa, cuja voz autoral é vaga e cujo carácter híbrido põe em causa qualquer classificação genérica. Mas não terá sido sempre assim? Não teremos estado, no Ocidente, a laborar com uma ínfima parte da criação discursiva que a humanidade vem produzindo?"

Maria João Brilhante, UM TEATRO QUE SABE O QUE SIGNIFICA NARRAR, Revista SEMEAR 7

Hamlet Sou Eu @ Espaço do Tempo / Montemor-o-Novo

SER OU NÃO SER
Letra: Sérgio Godinho
Música: Sérgio Godinho
Albúm: Domingo no Mundo

Ser ou não ser gente, ter ou não ter sonhos
mais exactamente vir à tona dos sonhos
Ter sempre a certeza das dúvidas
por via das dúvidas saber o que achar

Dobradores do ferro, sopradores do vidro
na margem do erro ser claro como o vidro
Ter sempre a destreza da prática
por via da prática saber o que achar

Ah, morrer, dormir, talvez sonhar
mas então que outros sonhos virão?
Morrendo, vivendo, dormindo
talvez que sonhando…

Ter sempre a certeza da música
por via da música tocar e cantar

Sedutores da musa, amadores da alma
mesmo que difusa ser a imagem da alma
Ter sempre a clareza da fábula
por via da fábula saber o que achar

Dedos semelhantes às velozes aves
mesmo que distante ouvir o chamar das aves
Ter sempre a afoiteza do pássaro
por via do pássaro subir e pousar

Ah, morrer, dormir, talvez sonhar
mas então que outros sonhos virão?
Morrendo, vivendo, dormindo talvez que sonhando…

Ter sempre a certeza da música
por via da música tocar e cantar

quarta-feira, 25 de julho de 2007

General Hospital

"Teatro e literatura são artes diferentes. É preciso redefinir a especificidade de cada uma delas. As diferenças relativas do teatro e da literatura hão-de ser procuradas na análise das matérias-primas e nos processos específicos de transformação de cada uma dessas práticas. Os materiais com que se faz o teatro são entre si muito diversos: acções do corpo ao vivo, num espaço que se ocupa, durante um tempo que se transforma. Na forma dominante de circulação da literatura, o material é a língua fixada por escrito. Corpos numa arte e letras noutra. Em ambas as práticas há a possibilidade de trabalho sobre uma matéria comum: as palavras, substância própria da literatura, mas não imprescindíveis ao teatro. O corpo tem língua e num determinado modo de teatro profere palavras. Quando estas existem, não são nunca o todo e nem sempre o modelo."

Osório Mateus

terça-feira, 24 de julho de 2007

Hamlet Sou Eu @ Espaço do Tempo / Montemor-o-Novo

Punchlines:
Esgotaram-se todas a frases bombásticas.
(Hamlet, Acto V)
Shall We Dance II, espectáculo © de Patrícia da Silva e Nelson Guerreiro

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Hamlet Sou Eu @ Espaço do Tempo / Montemor-o-Novo

Um príncipe com insónias passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio, que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha morto o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre, assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que se tinha suicidado. FIM

domingo, 22 de julho de 2007

Elisa goes Laura


(foto: Ricardo Seiça)
Liliana Abreu e José Carlos Pereira em O Avarento,
CITAC, Coimbra

Für Elise... Mas também Für Laura Palmer e Für Ofélia

girls just wanna get drowned...

El mar se agita, Se me va el catamarán.
Crecen la olas, Estalla el huracán. Menudo plan.
Aumenta el viento, Siento pánico.
Cae un rayo, Estalla por estribor.
Y yo no se que hacer, Para no naufragar.

Oye, sálvame, Ven nadando a mi.
Sálvame, Soy un naufrago.
Cógeme, llévame, (Sálvame, oooh) Por favor, sálvame.
(Sálvame, oooh) Por favor, sálvame, (sálvame, oooh) Que yo te pagaré.
(Sálvame) Oye, sálvame, Ven nadando a mi. Sálvame, Soy un naufrago.
Que mi barco se va, (Sálvame, oooh) Alejando de tí.
(Sálvame, oooh) Sálvame, sálvame, (Sálvame, oooh) Mi amor.
(Sálvame) Me entregaré del todo a tí, Por completo a tí.
Del todo a tí, Por completo a tí.

Mi situación es terrible, Yo no se nadar.
Mi situación es urgente, Me horroriza el mar.
Un tentáculo negro, Me quiere hundir.
Los tiburones me miran, Necesito huir,
Pero ahora sálvame, Que no quiero morir.

Mi vida. Sálvame, Ven nadando a mi.
Sálvame, Soy un naufrago. Que mi barco se va,
(Sálvame, oooh) Alejando de tí.
(Sálvame, oooh) Sálvame, sálvame, (Sálvame, oooh) Mi amor.
(Sálvame) Oye, sálvame, Ven nadando a mi.
Sálvame, Soy un naufrago.
Cógeme, llévame, (Sálvame, oooh)
Por favor, sálvame.
(Sálvame, oooh) Por favor, sálvame, (sálvame, oooh)
Que yo te pagaré.
(Sálvame) Oye, sálvame, Ven nadando a mi.
Sálvame, Soy un naufrago...

sábado, 21 de julho de 2007

I HAVE NO IDEA

Conservatoire

Un conservatoire est un lieu où l'on maintient des choses, ou plus souvent des êtres vivants (plantes, animaux...), hors de toute altération excepté leur vieillissement et leurs interactions naturelles, ce qui permet de les conserver.

Un conservatoire peut prendre la forme d'une organisation évoluée, telle qu'un établissement public ou privé, destiné à sauvegarder et promouvoir l'enseignement de certaines valeurs culturelles comme la musique, la danse, le théâtre, mais aussi d'autres types de savoirs comme les techniques de certains métiers (mécanique etc.).

Le terme conservatoire est également employé pour désigner un contexte naturel, spontané, qui a pu remplir sans intervention anthropique une fonction de préservation.
Par exemple, l'isolement d'une île par la dérive des continents peut créer un conservatoire naturel d'espèces vivantes.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

@ MIGUEL BOMBARDA

Triplinfinito – arquitectura, design e video apresenta:

PARTE. 1
Textos de estudo 2 para Sinopse

Parte I é o primeiro de muitos espectáculos que se pretendem tornar banco de ensaios, onde queremos dar espaço à investigação e desenvolvimento de ideias, sendo a forma descoberta e melhorada com a sua apresentação pública. Na Parte I , desmonta-se a ideia do "Todo" como sendo o resultado de um conjunto de partes; Dá-se importância ao pormenor como parte preponderante para a existência do "Todo", como condição necessária para a sua sobrevivência.

Invertendo a ideia de que filmes ou peças de teatro têm, seguido do título, a referência a serem parte integrante de uma série da mesma história (a continuação), a Parte. 1 surge aqui como o Título.

Como a caixa de música onde se pode explorar a ideia da reserva no seu interior de todas as partes componentes até chegar à magia da música.
Esta performance é composta por partes, partes de partes, pormenores de todos.

Textos compostos por partes de textos;
Imagens de projectores de slides compostas por partes de imagens; Sobreposição de imagens projectadas; Projecções em corpos; imagens de Partes de corpos; composição de corpos com partes de vários corpos;
Movimentos compostos por partes de movimentos;

"Todos os dias sinto que o tempo se subtrai a um todo antigo e no entanto tudo parece ter acontecido ontem, tendo sido há décadas." Escher

DIAS 20 E 21 E DE 25 A 28 DE JULHO_07_22H00
ARMAZÉM DO HOSPITAL MIGUEL BOMBARDA
Reservas e informações: 91 854 70 50 21 726 92 25
contact@triplinfinito.com www.triplinfinito.com

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Em Residência

No Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo, mais uma vez, e até dia 28 de Julho dois projectos em residência:
Geografias e Tratados
de Sofia Ferrão e Nuno Carinhas
inserido no ciclo Shall We Dance IV a estrear na Culturgest em Setembro
e

Hamlet Sou Eu
Oficina / Performance de Cláudia Jardim, Diogo Bento e Pedro Penim
em co-produção com o Teatro Maria Matos
e com apresentações em Outubro

sábado, 14 de julho de 2007

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foto: sandra andrade [ censura prévia, braga, setembro 2006 ]

Estão abertas as inscrições para o workshop "vou a tua casa", orientado por Rogério Nuno Costa no centro em movimento nos próximos dias 30 de julho e 1, 2 e 3 de agosto, todos os dias entre as 18:00 e as 21:00.

O workshop está incluído no curso internacional de artes performativas (fc verão 2007), organizado pelas estruturas forum dança e centro em movimento, onde também se encontram os nomes de Lourenço Azevedo, Ana Mira, Alain Buffard, Jean-Marc Adolphe & Cláudia Galhós, Sofia Neuparth, Nuno Bizarro, Emmanuelle Huynh, Teresa Ranieri e Ana Borralho & João Galante.

O workshop seguirá a mesma metodologia e assentará nos mesmos pressupostos dos workshops já realizados nas cidades de caldas da rainha, torres vedras e porto.

Serão seleccionados entre um a quatro participantes para integrarem o projecto "a oportunidade do espectador", apoiado pelo instituto das artes ao abrigo do programa de apoio a projectos pontuais, na área de transdisciplinares.

O projecto arranca durante este mês de julho e estende-se até ao final do ano e juntará participantes das cidades mencionadas e ainda hamburgo, londres, braga, liège, covilhã, almada, évora e berlim.

contactos
forum dança: 213428985
centro em movimento: 218871917

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Mais três dias de O Avarento no Teatro Nacional S. João - Porto -


© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga

"As paredes estão como Molière as deixou em 1668, mas lá dentro há um Citroën 2CV, um calendário com gajas nuas, um túmulo. 'Rest in Peace', Molière, se conseguires dormir com o barulho da última festa que o Teatro Praga faz no Porto.
(...) Uma coisa com muito barulho, muito eurotecno, muito champanhe, muito sexo, muitas ameaças de morte, e depois nada fica como dantes.
(...) Pode ser a última festa do Teatro Praga, mas isto chegou ao ponto de eles dançarem em cima das cinzas da grande dramaturgia europeia. Não é só uma festa, também é um "statement" - da companhia e do dramaturgo."

Inês Nadais, Y, Jornal Público, 29 de Junho 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

ÚLTIMA SEMANA NO PORTO

Até dia 8 de Julho no TEATRO NACIONAL S. JOÃO, PORTO
Terça a Sábado 21:30 / Domingo 16:00

O AVARENTO
OU A ÚLTIMA FESTA
Comédia em cinco actos
De José Maria Vieira Mendes
A partir de O Avarento de Molière

Co-produção: Teatro Nacional São João / Teatro Praga
Colaboração: O Espaço do Tempo
Info: 800-10-8675 / http://www.tnsj.pt
Bilhetes: TNSJ, TeCA, http://www.ticketline.pt, http://www.plateia.iol.pt

© João Tuna / TNSJ / Teatro Praga
(clicar na imagem para aumentar)

Uma co-criação de: André e. Teodósio, Cláudia Jardim, José Maria Vieira Mendes, Marcello Urgeghe, Martim Pedroso, Paula Diogo, Patrícia da Silva, Pedro Penim, Rogério Nuno Costa, Romeu Runa e Sofia Ferrão.
Iluminação: Daniel Worm d’Assumpção
Direcção de produção: Pedro Pires

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País Imaginário
pelo grupo Vigilâmbulo Caolho
em cena no Hospital Miguel Bombarda


Texto e Interpretação: Pedro Manuel; Direcção de actor: Júlio Mesquita; Cenografia e Figurinos: Sara Franqueira; Sonoplastia: Filipe Esteves e Pedro Esteves; Vozes de: Adelaide João, Júlio Mesquita e Ricardo Guerreiro; Ilustração: Sara Franqueira; Design Gráfico: Nonnu; Produção: João Fernandes e Pedro Manuel.
Preço Único: 5 euros
Desconto grupo 5 Pessoas: 4 euros \cada; Desconto grupo de 10 pessoas ou mais: 3 euros \ cada

4 a 15 de Julho
Quarta-Feira a Domingo as 21h:30m
Reservas: 962 314 251

«Língua Porque, se parece verdade que os olhos vêem ao contrário, que as coisas são reflectidas ao contrário dentro dos olhos e corrigidas no cérebro, não será impossível pensar que, em boa verdade, os olhos vejam as coisas tal como elas são, direitas e equilibradas, mas que depois o cérebro vire tudo ao contrário. Hipótese muito mais lógica, uma vez que é no cérebro que ocorrem os erros de lógica. Hipótese mais lógica e mais credível, portanto, com a verosimilhança suficiente para ser verdadeira. Daí que, no nosso país imaginário, quando alguém pergunta o que é a verdade?, não devemos dar uma resposta, que seria contrariar a lógica, mas fazer uma pergunta. A quem pergunta o que é a verdade? devemos perguntar, como perguntamos a quem nos bate à porta, quem deseja saber?»