terça-feira, 1 de abril de 2008

Um conto que o André não lê. Talvez porque "er lasst sich nicht lesen"

The Man Of The Crowd
http://xroads.virginia.edu/~HYPER/POE/manofcro.html

Um conto prometido ao Zé (via Zizek). Mas 'no Real', isto só pode ser um auto-lembrete!

The Purloined Letter
por Edgar Allan Poe.
Aqui.

15:32, 15 de Julho, 1972.


O fim do projecto Pruitt-Ingoe (d'aprés Le Corbusier).
O inicio do fim das massas.
Massas executadas por outras massas-já-não-massas-que-amassam.
O que era Nacional era bom!
Os cães aka cínicos não podem comer massa.
O Xéxé vem aí. (aqui).
Cynics on the run.

A partir de hoje a inteligência tem de ser distribuida com cautela.
A partir de hoje Arte sim: Mas para Quem? Para Quê?

Fragmento a fragmento, enche a linearidade o papo.

É tão bom olhar para este blog e ter a possibilidade de, através de fragmentos temporais passados, poder construir um outro fragmento da narratividade linear da minha vida.

O preço da arte + Querido Monstro


GESUALDO

Alkantara vs Moda Lisboa

segunda-feira, 31 de março de 2008

Miss Dove, can you give it an autograph?


Roubado aqui. Desde que cheguei a Portugal que conheço a Miss Dove.
A Miss Dove é Lisboa.

E agora googla lá isto Zé!


Os meus pais no pompidou (a ver, entre outros, os royaistm* Louise Bourgeois + Rabih Mroué) e veio-me isto à cabeça; ou melhor, via Nietzsche e "a eterna aranha da razão" debitado por Deleuze, evoquei a seguinte passagem:
RAZÃO, RAZÃO, RAZÃO: A MEDEIA TEM RAZÃO.
Quem é o autor?

* conceito roubado do nosso vizinho Royalíssimo, o Royal verdadeiro. Aqui.

Le sophiste est chassé

[...] chez les poètes grecs du VIe siècle, le discours vrai - au sens fort et valorisé du mot - le discours vrai pour lequel on avait respect et terreur, celui auquel il fallait bien se soumettre, parce qu'il régnait, c'était le discours qui disait la justice et attribuait à chacun sa part; c'était le discours qui, prophétisant l'avenir, non seulement annonçait ce qui allait se passer, mais contribuait à sa réalisation, emportait avec soi l'adhésion des hommes et se tramait [se cosia/conspirava] ainsi avec le destin. Or voilà qu'un siècle plus tard la vérité la plus haute ne résidait plus déjà dans ce qu'était le discours ou dans ce qu'il faisait, elle résidait en ce qu'il disait: un jour est venu où la vérité s'est déplacée de l'acte ritualisé, efficace, et juste, d'énonciation, vers l'énnoncé lui-même: vers son sens, sa forme, son objet, son rapport à sa référence. Entre Hésiode et Platon un certain partage s'est établi, séparant le discours vrai et le discours précieux et désirable, puisque ce n'est plus le discours lié à l'exercice du pouvoir. Le sophiste est chassé.
Foucault, L'ordre du discours

Ordem

Jáurais aimé quíl y ait derrière moi (ayant pris depuis bien longtemps la parole, doublant à l'avance tout ce que je vais dire) une voix qui parlerait ainsi: "Il faut continuer, je ne peux pas continuer, il faut continuer, il faut dire des mots tant qu'il y en a, il faut les dire jusqu'à ce qu'ils me disent - étrange peine, étrange faute, il faut continuer, cést peut-être déjà fait, ils m'ont peut-être porté déjà dit, il m'ont peut-être porté jusqu'au seuil de mon histoire, ça métonnerait si elle s'ouvre."
Foucault, L'ordre du discours

(dádiva da minha amiga Row)

But for those who follow me, although I do not make any progress, I shall now unfold the eternal truth, by virtue of which this philosophy remains within itself, and admits of no higher philosophy. For if I proceeded from my principle, I should find it impossible to stop; for if I stopped, I should regret it, and if I did not stop, I should also regret that, and so forth. But since I never start, so I can never stop; my eternal departure is identical with my eternal cessation. Experience has shown that it is by no means difficult for philosophy to begin. Far from it. It begins with nothing, and consequently can always begin. But the difficulty, both with philosophy and for philosophers, is to stop. This difficulty is obviated in my philosophy; for if any one believes that when I stop now, I really stop, he proves himself lacking in the speculative insight. For I do not stop now, I stopped at the time when I began. [Anchor ed., 1, 381]
(Kierkegaard, Either/Or)

domingo, 30 de março de 2008

& etc

é o nome de uma editora que eu gosto muito.
Acabei de ver um documentário sobre esta editora na RTP2.
E apercebi-me das poucas vénias que dou a esta editora que me ocupa um espaço razoável nas estantes do escritório.
Um dos livros que mais estimo (e que me foi oferecido pelo Tiago Guedes) acompanhou-me na passagem 'do universo musical para o universo teatral' (aliás o seu autor vive num in-between os dois universos). Já o gastei, já usei textos deste livro vezes e vezes sem conta em espectáculos (fragmentários, sim, são); também está presente neste livro uma máxima Máxima (repetida por mim e pela Paula Sá Nogueira vezes sem conta, enfim, um lema das nossas vidas).
Passo a citar:
"O meu médico disse-me sempre para fumar. Aos seus conselhos acrescenta:
- Fume, meu amigo: se não, outro fumará por si."
Quem é o autor?

p.s. obrigado. & etc.

Zé, pensavas que era a última festa?!?

"Sejam quais forem os factos históricos sugeridos, mais do que elucidados, por estes testemunhos, reconhecemos, desde esta época, uma das carcterísticas essenciais da tragédia grega, a de ser a evocação de um ou (mais tarde) vários heróis lendários, que parecem sair do mundo subterrâneo para reaparecerem entre os vivos, durante a festa."
Pierre Grimal
O Teatro Antigo
Edições 70

MARAVILHOSO (enviado por Deus)

A música é uma obra do compositor Alexander Scriabin (que eu gosto muito) intitulada 'Prometeu, um Poema do Fogo'.
A coreografia é de... Deus. Isto foi enviado por Deus, tenho a certeza.

Curadores de Espaços

«Se o século XIX e a primeira metade do século XX foram a época das narrações sobre a consciência infeliz à procura da sua libertação, vivemos hoje numa época em que a consciência mais ou menos satisfeita aprendeu a arte de acomodar o seu espaço. O homem moderno é uma espécie de “curador” [...], ou seja, um comissário de exposição do espaço que ele próprio habita. Cada homem tornou-se uma espécie de curador de museu. Criar a sua própria instalação é, por assim dizer, uma metaprofissão que toda a gente é obrigada a exercer. A inocência do habitat tradicional foi perdida para sempre. Depois da destruição real e da prova de destrutibilidade de todas as coisas, cada habitante de qualquer apartamento, de qualquer cidade, de qualquer país, tornou-se, ou foi forçado a tornar-se, numa espécie de comissário do seu lugar.»
Peter Sloterdijk

O espectáculo conservador que a Praga deveria fazer. Título: Sr. Soros o Misterioso Prometeu

Parlamento Insuflável? Oh no!!

O filósofo Peter Sloterdijk (68) esboçou um produto instantâneo ideal para propagar a cultura política do Ocidente em todo o mundo: um Parlamento inflável que pode ser lançado via aérea, a fim de instaurar a democracia com a maior rapidez possível nos "Estados delinqüentes" que tenham acabado de ser subjugados. O Parlamento com capacidade para 160 deputados pode ser transportado num único contêiner, oferecendo todas as condições necessárias para o processo democrático dentro de apenas 24 horas, excluindo o tempo de vôo. No entanto, sem um empurrãozinho das Forças Aéreas norte-americanas, o sucesso do empreendimento seria impensável. Afinal, ironiza Sloterdijk, os americanos já mostraram "grande êxito no emprego da democracia via aérea".
Missionarismo democrático do Ocidente
Com esta instalação de Sloterdijk, a mostra Making Things Public: Atmosferas da Democracia, recém-inaugurada no Centro de Arte e Tecnologia de Mídia (ZKM), de Karlsruhe, contrabandeia entre as obras de arte o discurso de um polêmico pensador contemporâneo alemão. O interesse dos curadores Bruno Latour e Peter Weibel era justamente "encontrar novos caminhos para se refletir sobre política e desenvolver procedimentos que possam levar a uma nova forma de trabalho entre artistas e teóricos".
Em sua contribuição à mostra, Sloterdijk, professor de Estética e Filosofia na Escola Superior de Artes Aplicadas de Karlsruhe, atribui uma dimensão bélica ao missionarismo ocidental e sua meta de democratizar o mundo. Do ponto de vista do Ocidente, a democracia é algo bom a ser imitado. "E como contaminação funciona bem num mundo denso, a democratização poderia dar certo através de uma infecção mimética", explica Sloterdijk em entrevista ao diário Die Welt.
Porém, a contaminação democrática tem fronteiras e não funciona em todas as partes do mundo, segundo ressalva o filósofo. "O mundo árabe ainda não atingiu o grau de densidade que caracteriza o mundo ocidental. Falta de densidade também é o maior déficit estrutural da África; em conseqüência disso, bons exemplos não se propagam com tanta rapidez, só a Aids mesmo é que galopa."
O gueto do capital
Embora a globalização pareça dar margem à transferência ilimitada de modelos de um espaço cultural para o outro e pareça apontar para a abolição das fronteiras, o que ocorre – segundo Sloterdijk – é justamente o contrário: "Minha teoria descreve a globalização como um fenômeno de exclusão sem precedentes. O mundo do bem-estar tende a criar um espaço interior bastante hermético, sem levar em conta qualquer homogeneidade regional ou nacional. Eu denomino isso o 'interior do mundo do capital'". Em seu último livro Im Weltinnenraum des Kapitals: Für eine philosophische Theorie der Globalisierung (No Interior do Mundo do Capital: Por uma Teoria Filosófica da Globalização), recém-publicado pela editora Suhrkamp, Sloterdijk descreve a criação de um complexo de conforto, um espaço interior com fronteiras invisíveis, mas intransponíveis para quem está de fora. Ou seja: uma ilha habitada por um bilhão e meio de pessoas, flutuando num mar povoado por uma população três vezes maior. Nem as nações mais jovens escapam deste modelo: "Hoje a Índia deve ser uma zona de prosperidade com 200 milhões de pessoa, flutuando num oceano gigantesco onde grassa a miséria de mundo agrário arcaico. Na China, a reforma capitalista do comunismo deve ter beneficiado 400 milhões de pessoas, deixando 800 ou 900 milhões na mais absoluta falta de perspectiva", ressalta Sloterdijk ao Die Welt. Mas o prognóstico de Sloterdijk para as ilhas de prosperidade do Ocidente também não é dos mais otimistas: "A era dos grandes alívios está acabando. Por um bom tempo se misturou o gás do riso da segurança social à atmosfera da Europa Ocidental. Hoje ainda continuamos a respirar ares de consumismo, sem os quais dificilmente se poderia impulsionar uma conjuntura. Remuneração sem empenho e segurança sem luta foram os ingredientes existenciais da Europa durante meio século. Foi isso que ajudou a determinar o clima. Mas agora as pessoas vão ter que sofrer para aprender que as coisas vão ter que funcionar com mais empenho próprio e menos gás do riso".
Simone de Mello

Prometeu - Parte II

FrancoumEstado: OU GOSTAS DO MEU ESTADO ou ENTÃO NÃO OLHES PARA O MEU ESTADO

La Nación: ¿Cuál es la razón de esa fascinación? Probablemente, la forma que tiene de describir el mundo y el hombre a través de conceptos como “burbuja”, “esfera” y “espuma”.

Peter Sloterdijk: Según su teoría, el día en que Copérnico demostró que la Tierra estaba suspendida en el espacio, la humanidad entera vaciló: el ser humano fue presa del pánico ante la idea de caer en el vacío y desaparecer en un infinito agujero negro. Desde entonces, los hombres sólo aspiran a recuperar un manto protector, algo parecido a la placenta confortable de la cual salimos. Tanto, que toda obra humana tiende a reconstruir esa forma original.

-Después de esa conferencia, Habermas, la conciencia de la Alemania antinazi, lo acusó de utilizar "la jerga nacionalsocialista" y denunció su "antropología de los años 1940". La prensa, por su parte, lo calificó de eugenista. ¿Cuál es su respuesta?

-El eugenismo forma parte del pensamiento moderno. Es la base misma del progresismo. El eugenismo es una idea de la izquierda clásica, retomada por los nacionalistas después de la Primera Guerra Mundial. Es el progresismo aplicado al terreno de la genética. Cada individuo razonable es eugenista en el momento en que se casa. Cada mujer es eugenista si prefiere casarse con un hombre que posee cualidades favorables en su apariencia física. Es el eugenismo de todos los días.

-¿Completamente inconsciente?

-No, para nada. Uno no es inconsciente si se casa con una bella mujer. La preferencia de la belleza en los asuntos eróticos no es inconsciente: es la conciencia misma. Como decía Platón en "El banquete", es la voluntad de engendrar en la belleza. Es el acto más consciente y el más razonable del ser humano.

-O sea que el eugenismo no es fascista. ¿El hombre puede creerse Dios y decidir quién debe vivir y quién no?

-Nunca existió un eugenismo fascista. Lo que hubo fue un exterminismo racista. Esa voluntad de matar nunca tuvo la más mínima relación con el concepto de eugenismo concebido como un medio de reflexionar sobre las mejores condiciones en que será creada la próxima generación. Los nazis se aprovecharon de algunos pretextos seudocientíficos para eliminar enfermos. Eso no tiene nada que ver con el eugenismo. Es un abuso total de lenguaje llamarlo así.

-¿Y a qué atribuye esa confusión?

-A que el fascismo de izquierda nunca fue revelado como lo que en verdad es. El antifascismo, como ideología dominante, se debe a que el fascismo de izquierda nunca hizo sus duelos. Sus representantes nunca confesaron lo que en verdad son. Acusando de fascistas a los fascistas de derecha ocultaron su propia calidad de fascistas, incluido el maoísmo, que fue el peor de los fascismos. Al lado de Mao, Hitler parece un loco y un neurasténico, un pobre personaje comparado con la envergadura fascista de Mao Tsé-tung.

-Cuando usted empleó la expresión "zoológico humano temático" naturalmente tenía que causar conmoción. ¿Fue una provocación?

-Para nada. Son sólo metáforas que permiten evocar una realidad antropológica que existe, con o sin esa metáfora. Porque el hábitat del ser humano no es la naturaleza en estado puro ni la casa en estado puro. Es una organización intermedia, que se parece a un zoológico. Una ciudad que fuera sólo una ciudad sería una suerte de prisión. Las ciudades vivibles son como zoológicos. Y un zoológico humano es simplemente una metáfora que remite a la calidad urbana del estar humano. No veo dónde está la provocación. El pensamiento de los seres humanos con relación a los animales está dominado por esa zoofobia, ese racismo de la especie. Los hombres hacen sus propias proyecciones en esa terminología, creyendo que hago una reducción de la humanidad a la animalidad, cuando es exactamente lo contrario.

-¿Es en ese sentido que, para usted, "el hombre es un animal de lujo"?

-Es tan lujoso que no es capaz de seguir siendo un verdadero animal. Perdió la facultad de ser un animal. Esa es mi definición de la humanidad: la incapacidad adquirida de quedar en el terreno de la animalidad. Somos seres condenados a la fuga hacia adelante, y en esa carrera nos volvemos extáticos. Ese éxtasis corresponde a lo que Heidegger llamaba "la apertura al mundo". Volviendo al eugenismo, soy partidario de un eugenismo de lujo. Me interesa particularmente el ser humano como fenómeno de lujo, casi milagroso, aparecido en forma aleatoria. Esa criatura lleva una carga hereditaria de enfermedades genéticas que no sirven para nada, pero que nos acompañan. La única pregunta eugenista que las generaciones futuras podrían plantearse sería si suprimir, gracias a la ingeniería genética, algunos de esos acompañantes. En 50 o 100 años, estoy seguro de que la mayoría de la humanidad estará de acuerdo con esas técnicas. Pero esto no tiene nada que ver con un eugenismo eliminador. Es necesario habituarse a pensar al hombre como un ser de lujo, aun cuando los dogmáticos no dejen de decirnos que el hombre es hombre sólo en función de sus carencias.

-Con sus tres tomos de "Esferas" dejó el terreno de la bioética para plantear nada menos que una morfología general del espacio humano. En esa trilogía retoma la gran pregunta de Heidegger: ¿adónde estamos cuando decimos que estamos en el mundo?

-Y yo respondo: "En burbujas, esferas, incubadoras, invernaderos, donde el hombre se construye, se protege y cambia". La vida humana se autoorganiza siempre creando espacios protegidos e inmunes, de la célula y su protoplasma a los niños dentro del útero, pasando por los hombres cuando construyen su intimidad, sus casas, sus ciudades y sus espacios metafísicos o imaginarios.

-Para usted, el modelo de la esfera es la isla. ¿El hecho humano se construiría mediante la separación?

-Una isla es, porque está aislada, y el hecho humano es el resultado de una gran operación de aislamiento. El proceso que lleva a la realidad humana es el autoencierro de un grupo humano que transforma a sus miembros como se transforman los monos en hombres. Ese proceso comienza con una utilización perversa y particular de la mano del mono, que se metamorfosea en mano humana. Nosotros tocamos de otra manera, como lo muestra Sartre en "El ser y la nada" cuando habla de la caricia. La caricia es exactamente el gesto que prueba que la mano humana se ha vuelto extática. Ya no se contenta con el gesto de tomar algo: la mano se vuelve la antena del ser.

-¿Y qué es lo que usted llama "uterotopo"?

-Es otra de las dimensiones de la isla del hombre. Es necesario comprender que los seres humanos están condenados a una práctica metafórica que consiste en la necesidad de repetir extraútero la situación intrauterina. El medio uterino se vuelve el símbolo de la actividad mundial, debido a que el ser humano depende siempre de un espacio protector para realizar su naturaleza humana.

-En "Espumas", el último volumen de su trilogía, usted dice que esas innumerables esferas humanas se aglomeran hasta formar paquetes de "espuma" que permiten pensar esa multitud de espacios humanos cerrados.

-No podía quedarme en el nivel de las burbujas protectoras del núcleo familiar o de la pequeña horda. Yo interpreto la metafísica clásica como un sistema inmunitario simbólico que construía un película trascendente e indestructible en torno del ser humano. Mientras los mortales vivían bajo ese cielo, era plausible pensar que el cosmos era la casa de Dios -esa esfera donde el centro está en todas partes y la circunferencia en ningún sitio- y los hombres, los inquilinos. En "Espumas" demuestro por qué esa monoesfera metafísica estaba destinada al fracaso.

-¿Por qué?

-Hay una contradicción que refleja el dilema formal de la situación actual del mundo: a través de los mercados y los medios de comunicación globales asistimos a una guerra sin cuartel entre modos de vida y entre mercancías de la información. Allí donde todo es centro no puede existir un verdadero centro. Allí donde todo emite, el supuesto centro emisor se pierde entre los mensajes entremezclados. Vemos entonces que la era del círculo unitario -el único, el más grande, el que engloba todo lo demás- ha terminado irrevocablemente. La esfera no es más la imagen morfológica del mundo poliesférico que habitamos, sino la espuma.

-En todo caso, ese espacio vital cada vez está más amenazado: el aire que respiramos es acondicionado, filtrado, purificado. Después de la utilización de gases mortales, ese aire se ha transformado en un elemento amenazador. El aire y el medio ambiente forman parte de la estrategia militar y, como el hombre necesita inmunizarse contra esos peligros...

-...esto acelera la construcción de esferas protectoras, sean ellas el espacio aéreo, nuestras ciudades climatizadas o nuestras oficinas y apartamentos. Nuestro mundo occidental quisiera ser un inmenso palacio de cristal. Algo parecido al Palacio de Cristal de los británicos, ese invernadero gigante y lujoso construido en Londres en 1850 para la Exposición Universal. Occidente ha reemplazado el mundo de los metafísicos por un gran espacio interior organizado por el poder adquisitivo. El capitalismo liberal encarna la voluntad de excluir el mundo exterior, de retirarse en un interior absoluto, confortable, decorado, suficientemente grande como para que no nos sintamos encerrados. Creo que ese palacio de cristal urbano, con sus calles peatonales, sus casas con aire acondicionado, da una respuesta adecuada a ese deseo. Walter Benjamin ya lo decía en la época de la Restauración en Francia, cuando hablaba de las galerías comerciales y las calles comerciales de París. Para él, construyendo esos pasajes, el régimen de Napoleón III mostró su verdadera naturaleza tratando de transformar el mundo interior en una especie de fantasmagoría: un gran salón abierto donde uno recibe el mundo sin estar obligado a salir de su casa. Para él, ése era el fantasma burgués de base: querer disfrutar de la totalidad de los frutos del mundo sin tener que salir de su casa.

-¿En función de ese objetivo, la globalización de los medios de comunicación ayuda enormemente, porque uno puede traer el mundo a su casa sin tener que moverse?

-Exactamente.

-Y con el resto, ¿qué se hace? ¿Qué se hace con la periferia subdesarrollada del mundo?

-Se usa para hacer turismo y practicar la caridad. Para darse buena conciencia.

-¿Usted habla del hombre posmoderno?

-Sí. El modernismo fue la época de la construcción del gran invernadero de cristal. El posmodernismo es la vida después de su inclusión total en ese gran invernadero. La periferia está allí simplemente para recordarnos que todo es muy seguro y que es necesario proteger la estructura a cualquier precio.

-¿El sistema militar llamado "Guerra de las Galaxias", desarrollado por EE.UU., forma parte de ese gran invernadero?

-Desde luego, porque ellos son los guardianes de ese gran palacio de cristal, sobre todo de su superficie. Una superficie que es muy frágil y, al mismo tiempo, muy elástica. Después de los atentados terroristas del 11 de septiembre de 2001, los norteamericanos se pusieron a construir otras estructuras más sofisticadas y aún más grandes que las Torres Gemelas. Lo curioso es que nadie parece extrañar esas torres.
Apenas fueron destruidas, sus funciones pasaron a ser cumplidas por otras estructuras. La verdadera consecuencia del 11 de septiembre fue que, desde entonces, los estadounidenses poseen algo muy precioso: tienen por primera vez un monumento nacional mítico. Algo así como la Jerusalén de los cristianos en la Edad Media: el sitio donde se encontraba la tumba de Cristo. Por primera vez, los norteamericanos tienen esa Tierra Santa en territorio estadounidense. Para hacer una Cruzada, es necesario poseer una Tierra Santa.

-Usted no sólo es duro con los norteamericanos; también lo es con los europeos, a quienes acusa de ser unos cínicos: miran el mundo con sus principios de libertad, igualdad y fraternidad, pero dicen: es así y no se puede cambiar.

-Sí, el cinismo es una suerte de pragmatismo aplicado al terreno de la reflexión ética. El cinismo antiguo era otra cosa, era simplemente un naturalismo, una reclamación de la naturaleza en tanto que régimen razonable que reglamentaba el movimiento de los astros y los cuerpos celestes, y que al mismo tiempo podía ser aplicado al comportamiento humano. Esa suerte de naturalismo indicaba que había que renunciar a las necesidades creadas por la sociedad y llevar la vida de un perro
feliz.

-¿Y usted es un cínico?

-No, para nada. Yo no creo que se puedan ignorar las necesidades creadas por la sociedad. Finalmente, Diógenes, dentro de su barril, no consiguió ignorarlas. La prueba es que él también quiso entrar en la conversación urbana, transformarse en objeto de la atención pública gracias a su tonel y a esa marginalidad espectacular. Para él, ésa era la única forma que tenía un filósofo de hacerse notar en una sociedad donde todos los buenos puestos ya estaban distribuidos. En nuestros días, se podría decir que el cinismo es un mecanismo de marketing filosófico y que la invención de gestos espectaculares es una filosofía à coté de la filosofía hablada; es una suerte de ampliación de los medios de la comunicación filosófica.

-Volviendo al palacio de cristal, y como nada es eterno, ¿qué sucederá después del gran invernadero?

-Tendrá fin, porque la dolce vita en ese gran palacio de cristal está basada en una tecnología que no es sostenible. Es decir, en las energías fósiles. En la historia de la humanidad, el fosilismo habrá sido un episodio de apenas unos 300 años. Tenemos energías fósiles aún por 50, 100 años como máximo. En todo caso, nuestro placer ya no es el mismo: ha sido prácticamente demolido, porque las energías fósiles son sólo agradables cuando son baratas, y esa época se terminó para siempre. No volverá nunca más. Cuando todo se vuelve caro, no hay más confort, porque la democratización del lujo es imposible. Los regalos de la naturaleza se terminan allí. Ahora los hombres se preguntan cómo se pueden reemplazar esos regalos. La verdad es que el hombre detesta el trabajo. Los hombres simulan trabajar, pero trabajando sueñan con un regalo, con un tesoro que buscan en forma permanente. El trabajo es sólo una suerte de intermezzo que se acepta en espera del gran regalo.
Ahora, ante el fin de las energías fósiles, el trabajo regresa como una carga insoportable.

-No podemos quejarnos: desde mediados del siglo XIX hasta ahora hemos reducido en dos tercios el tiempo de trabajo.

-Así es. Pero eso se terminó para siempre. El fin de la vida fácil es irreversible.

-Después de esto, me parece bastante difícil comprender por qué usted se declara optimista sobre el futuro del hombre.

-Porque tenemos una buena posibilidad de administrar ese gran giro hacia una tecnología que será al mismo tiempo barata, compatible con las exigencias de la democracia y, sobre todo, abordable para los países que hoy están en la periferia. Esos pueblos aprovecharán la situación cuando las nuevas tecnologías solares estén disponibles a precios razonables. Esos nuevos recursos permitirán una estructura de civilización completamente diferente.

-¿Se podría decir entonces que usted es un filósofo pospesimista?

-No se me había ocurrido, pero me parece muy apropiada esa definición.

Entrevista de Luisa Corradini publicada en La Nación de Buenos Aires con el título: Peter Sloterdijk: "El fascismo de izquierda nunca hizo su duelo"

Livre/o 2

(sem imagem)
Se calhar este post deveria ser intitulado "Iconografia". Para mim, Alberto Pimenta concorre simultaneamente com o Slavoj para o mesmo posto. O posto "do tal", o #1.
Julgo ser necessário repetir a mesma lenga lenga: leiam a obra de um dos homens mais inteligentes e artisticamente dotados do nosso reino. Em jeito llansoliano: nessa noite, Pimenta desviada da sua rota ataca todos os alicerces pribulianos em jeito de picante, assando raízes indefinidas, criando luz numa noite que será de transformações...
O primeiro livro que aqui trago é tão rico e tão variado na sua forma, que só posso citar a introdução possibilitando uma re humor (desde a primeira linha):

A (más)cara diante da cara - Dos símbolos do homem e do homem como símbolo
Alberto Pimenta
Ed. Presença

"Se a sala de aula é em declive chama-se anfiteatro, nome que faz lembrar 'teatro anfíbio' ou teatro na água, ou simplesmente 'aquático'. Se tem porta para arua e fica mesmo defronte da igreja de Nossa Senhora de Fátima, então o anfiteatro é na Universidade Nova. As cadeiras, de plástico cor de laranja, lembram grandes potes como os de sentar os bebés, marca chicco."

Prometeu - Parte I

Classics and Its Position in Future Cultural Politics

by Freddy Decreus
University of Gent

One of the riddles, which, for a number of years, has continued to fascinate me is the relationship between Greek tragedy (as a literary construction) and the tragic feeling (as a philosophical and ontological problem). The classical philologist in me has been trained to study questions like the translation and the meaning of Greek and Latin tragedies, to interpret the way they are interrelated and to discuss their contribution to ‘classics’. However, when this classicist meets the actor and the director in the rehearsal room, or when, in daily theatre criticism, he discusses contemporary arts and the relevance of tragedy for present-day artistic or religious processes, he enters into another world, where he feels alone, orphaned, alienated. He is asked why this capitalist society wants to stage so many tragedies and why this community returns, characterized as it is by so many POST-feelings (post-modern, post-dramatic, post-structuralist, post-human, post-colonial, post-phallogocentric, post-ideological…), to the very confusing notion of the tragic? On top of that, he must try to find out whether or not the heritage of Ionesco and Beckett, Sarah Kane and Botho Strauss can be considerd as tragic theatre. Is it the same, but different? Can postmodern theatre, especially in its postdramatic form, still be considered as tragic? Why is only the West largely dominated by tragic feelings, and not the East? Why is no Western university interested in offering real comparative mythology and philosophy?

In the heat of discussions like these, classicists realize that traditional ‘classics’ never fully explored the philosophical consequences of a tragic worldview and that they are not well informed about the German idealistic 18th century that produced philosophers like Kant, Schelling, Schiller and Hölderlin, who all keep on influencing central European interpretations of the tragic. Neither did they study the Dionysian notions of dismemberment and ecstasy outside of the classical texts. Therefore, this classicist feels uncomfortable when confronted with the theatre of the Fura Del Baus or the Societas Rafaello Sanzio, when provoked by the new anthropological theories of Girard or Bataille, when questioned by the radical philosophy of Deleuze (against totalizing theory) and Sloterdijk (against contemporary metaphysics). He is not used to comparing the tragic depth-structure of the new kinds of drama written by Jan Lauwers, Pina Bausch, Meg Stuart or Jan Fabre with the more classical ones. Hans-Thies Lehmann, in his very provocative book Postdramatisches Theater (1999), introduced him to a whole new way of thinking about drama, but notions like heterogeneity, pluralism, subversion, deformation, gesticulation, seem unfamiliar, although he knows very well that the great directors of today all use postdramatic techniques, even in the staging of classical tragedies. The staging of drama does not necessarily any longer respect clearly recognizable events and characters presented in an Aristotelean way, but privileges moments and climates of anti-mimetic intensity, violence or discontinuity which convey the postmodern lifestyle and its lack of traditional metanarratives. Therefore, contemporary classicists, trained and raised as they are by an episteme that still reflects a nineteenth-century vision of the world (likewise, the organisation of the university curriculum), are often constrained from discussing art, culture and society in a fundamental and enlightening new way. Since they are not thinking in the categories that dominate contemporary intellectual discussions, they cannot share the preoccupations of some of his colleagues and therefore they still situate ‘classics’ in a more old-fashioned paradigm of research.

Talking about the future of classics and the chance that it will be accepted as an important interlocutor both in present and future discussions about cultural politics and identity, one has to consider the need of integrating contemporary visions on aesthetics, philosophy and ideology into our curricula. Bridging the distance between old and new has always been one of the central aims of Western ‘humanities’, and especially in an era which has been accused of creating a “Bonfire of the Humanities’ we must investigate where a fight between (neo)conservatives and progressives is leading us.

sábado, 29 de março de 2008

My shamps, my shamps / Getting all the foam on me

Resumen

Estar en el mundo es vivir en esferas, espacios de relación, climas o atmósferas, cuyo análisis dice más de la vida humana que la consideración del individuo autónomo o de las diversas posiciones que la ciencia y la metafísica le han asignado. Si Esferas ya había desarrollado un sugestivo esfuerzo por mostrar que la esfera humana primaria - «burbuja» - era esencialmente relacional, bipolar, y Esferas II había llevado a cabo una narración completa de las tensiones inherentes a la constitución de las macroesferas - «globos» -, esos lugares absolutos que daban vida a la idea del Todo, Esferas III tenía asignado proponer una teoría que se hiciera cargo del nuevo espacio interrelacional del mundo contemporáneo, un mundo que, a pesar del generalizado discurso de la globalización, está marcado por el fin de la imagen centralizada del globo omnicomprensivo y unitario. Esferas III representa así el intento de comprender la situación actual como la conexión entre sí de «burbujas», pequeños ambientes que revisten múltiples formas (individuos, parejas, asociaciones de todo orden, consumidores, partidos, etc.), en ausencia de toda visión panóptica, de toda metáfora integradora.

Es lo que Sloterdijk encuentra en la espuma, un agregado de múltiples celdillas, frágiles, desiguales, aisladas, permeables, pero sin efectiva comunicación. Fragilidad, ausencia de centro y movilidad expansiva o decreciente caracterizan una estructura que mantiene una «estabilidad por liquidez», divisa posmoderna que refleja la íntima conformación de la espuma, la metáfora que sirve a Sloterdijk «para formular una interpretación filosófico-antropológica del individualismo moderno, del que estamos convencidos de que no puede ser descrito suficientemente con los medios que hay hasta ahora». A diferencia de la red, la metáfora inevitable desde la abrumadora expansión de Internet, la espuma subraya el aislamiento conectado, la diversidad de las conexiones, la constante movilidad de los puntos conectados y la irregularidad de la estructura total. La primera consecuencia de esta visión «espumosa» del espacio humano es la ruptura de toda representación de totalidad, lo que ya no afecta sólo a la religión o a la filosofía, sino también a la sociología: habitar en la espuma significa que la idea misma de sociedad resulta cuestionable, pues implica la visión, exterior a la burbuja propia, de una totalidad estructurada, organizada e inteligible, idea que es ya, a los ojos de Sloterdijk, un resto de los sueños imperiales de una teoría sociológica heredera de la metafísica.

Burbuja-tipo.
La impresión de artificialidad que produce una visión así de la esfera social tiene su propia lógica; y es que, en efecto, las burbujas son ante todo un invernadero, un ámbito acondicionado y cerrado a un exterior tóxico, formado cada vez más por toda suerte de prótesis auditivas, locomotoras, visuales, etc. Sloterdijk ve en la explicitación creciente de todos los implícitos en que se funda la vida humana el rasgo más decisivo de la modernidad, pero en vez de pensarlo al modo hermenéutico, como la apropiación de los horizontes históricos de sentido, lo ve como la puesta a disposición, mediante la técnica, de todos los elementos ocultos del cuerpo y del medio ambiente.

De ahí surge una extraordinaria capacidad de control de las condiciones de vida y de producción de bienestar, que empuja a pensar la vida de otra manera. Es lo que Sloterdijk emprende en la última parte del libro, donde ejerce toda su capacidad provocativa para denunciar la disparidad, en el Primer Mundo, entre la amplitud del invernadero y el discurso público, dominado aún por la «psicosemántica de la necesidad»; frente a él hay que insistir en que, por primera vez, se abre la posibilidad de una conducta no aplastada por la carga de la subsistencia y su ética, sino una vida descargada, aligerada, mimada por el confort: «La era de la levitación». ¿Logra efectivamente Espumas pensar a fondo el espacio contemporáneo? A pesar de que ofrece momentos descriptivos muy logrados, como los análisis dedicados al apartamento como burbuja-tipo de la vida individual y a los nuevos conectores, los «palacios de congresos», no se aprecia una teoría que vaya más allá de lo que insinúa sugestivamente la metáfora de la espuma. Especialmente sobre la conexión entre las células se dice muy poco: casi sólo se alude a la idea de una imitación expansiva, cuyo mecanismo no se explica. La impresión de que la metáfora se aplica reiteradamente en diversos contextos sin que por ello aumente la comprensión acompaña constantemente la lectura. Una lectura que, más que en otras ocasiones, se hace fatigosa e impaciente, pues la escritura ágil y expresiva de Sloterdijk no compensa la escasez de resultados teóricos.

Análisis del nacimiento.
Las conferencias de 1988 "Venir al mundo, venir al lenguaje" son un perfecto antecedente del proyecto de Esferas. En él la problemática del comienzo, del venir-a, ocupa el centro de una reflexión jugosa y original, que no se pierde en las tradicionales paradojas filosóficas del inicio, sino que, mediante un análisis vibrante del nacimiento, que anticipa Esferas I, ilumina la realidad de nuestro estar en el mundo y el lenguaje. El nacer no nos entrega inmediatamente al mundo, sino que antes nos sitúa en lo abierto, en el espacio libre de lo indecidido, de lo no fijado aún por el lenguaje en un mundo constituido. Vincular el pensamiento, contra el olvido del nacimiento tanto en la autobiografía como en la filosofía, a esa negatividad de lo abierto, es la forma actual de recuperar el aliento crítico tras el fin de la utopía. Es lo que nos enseña la Teoría Crítica de Atenas, el no-saber del partero Sócrates, reinterpretado antiplatónicamente por Sloterdijk.

sexta-feira, 28 de março de 2008

CLASS

INTRO

Matron: The whole world's gone low-brow. Things ain't what they used to be.

Velma: They sure ain't, Mama. They sure ain't. It's all gone.

...

Whatever happened to fair dealing?
And pure ethics
And nice manners?
Why is it everyone now is a pain in the ass?
Whatever happened to class?

Matron: Class. Whatever happened to, "Please, may I?" And "Yes, thank you?" And "How charming?"
Now, every son of a bitch is a snake in the grass
Whatever happened to class?

Velma and Matron: Class!
Ah, there ain't no gentlemen
To open up the doors
There ain't no ladies now,
There's only pigs and whores
And even kids'll knock ya down So's they can pass
Nobody's got no class!

Velma: Whatever happened to old values?

Matron: And fine morals?

Velma: And good breeding?

Matron: Now, no one even says "oops" when they're
Passing their gas
Whatever happened to class?

Velma: Class

Velma and Matron: Ah, there ain't no gentlemen
That's fit for any use
And any girl'd touch your privates
For a deuce

Matron: And even kids'll kick your shins and give you sass

Velma: And even kids'll kick your shins and give you sass

Velma and Matron: Nobody's got no class!

Velma: All you read about today is rape and theft

Matron: Jesus Christ, ain't there no decency left?

Velma and Matron: Nobody's got no class

Matron: Everybody you watch

Velma:'S got his brains in his crotch

Matron: Holy shit!

Velma: Holy shit!

Matron: What a shame

Velma: What a shame

Velma and Matron: What became of class?