quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Left-overs
1st theorie – Large Trousers
Everyone knows that poverty has always existed. But my theory around large trousers has its focus on the poverty produced by the apocalyptic nourishment of the industrial advent. The base of my thesis is that, since the empowerment of the middle class, with it’s rise to a kind of richly modus vivendi of bourgeoisie, the space between the lower class and the middle class has deepened, and therefore poor got thinner as the richer got fatter. And since the poorer have always kind of recycled in some medieval way, things and objects left or abandoned by these new noble people, the pants which they get hand to in some garbage can or in some charity shop, have also growned. So, in a very unexpected way, whereas we would think that it would be the other way around, they try to fit their little bodies into those large trousers. And because lifestyle is destined to a massive number of people, and since the poorer have growned in percentage, by a tautological deduction, what was born as a necessity has become a master rule of the aesthetics of society. Everybody wants to wear large trousers. Here lies the big problem. As the rich get larger, and since they want also a part of the cake, they will demand industry even bigger trousers for their big bodies. And therefore, one day we will have a pair of trousers so large that will dress the whole world.
terça-feira, 12 de setembro de 2006
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
PUBLICIDADE
FIN DEPARTURE
a mare e gratis (sem acentos) ou o pinga amor
Praia do Clube Naval Barreirense
15 e 16 de Setembro, às 21.30 - ENTRADA LIVRE

"O espectáculo FIN DEPARTURE - a mare e gratis (sem acentos) ou o pinga-amor é um espectáculo informal, tal como já fizemos com amor e gratis (sem acentos), em Março, no contexto do Mês do Teatro. Estes espectáculos são apresentações baseadas num princípio de experimentação artística, de pesquisa das convenções e linguagens artísticas. São criações marcadas pela brevidade, pelo risco e pela espontaneidade. A exigência de criar e decidir com rapidez conduz a uma maior consciência do acto artístico e do acontecimento teatral."
Vigilâmbulo Caolho
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
Um jogo pessoal (talvez universal)??....
Jelinek-l-ace-ventura
Derr-ida-nha-a-nova-dança portuguesa
Jean-Luc Goda-rre burro que amanhã é sexta
Charles Peirce Bros-Non ou a vã glória de mandar
Heiner Mül-ler devagar se vai ao longe da vista, longe do coração
Romeo Caste-lucci-ano Pavar-ó! Ti-a Anica!
Jérôme Bell-miro de Azev-ade retro Satanás
Marc Augé-ma d'ovo-lacto-vegetari-ano bissexto
Guy Debord-a d'água mole em pedra dura, tanto dá até que fura
Pierre Bour-Dieu, Patrie et Famille
Chris Burden-merda
Erwin Wurm-ester de Carv-alhos e bugalhos
Nuno Bragança de Miranda do Corvo
Thomas Bernhard-rock hallelujah irmãos catita
Pina Bausch&Lomb-o de porco assado no forno
(© RNC)
PUBLICIDADE

Tudo sobre o espectáculo no blog do Cão Solteiro: clique aqui.
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
(Verão 2005) Napoli 8.78€

Pragmatismo e oltre
por Charles S. Peirce
Edições Bompiani
"Ora, Lettore, como definiresti un segno? Non sto chiedendo come sia usata normalmente questa parola. Voglio una definizione quale uno zoologo la darebbe di un pesce, o un chimico di un corpo oleoso o di un corpo aromatico - un'analisi della natura essenziale di un segno, se bisogna usare la parola in quanto applicabile a tutto ciò deve riguardare la scienza generale della semiotica (semeiòtic) come matria del suo studio; sia che esso abbia la natura di una qualità significante, o di qulacosa che una volta pronunciato è passato per sempre, o di un modello stabile, come il nostro solo articolo determinativo; sia che sostenga di stare al posto di una possibilità, di una cosa singola o di un evento, o di un tipo di cose o di verità; sia che sia in relazione con la cosa che rappresenta, verità o invenzione che sia, imitandola, o come un effetto del proprio oggetto, o per una convenzione o abitudine; sia che lanci il suo appello per simpatia, per enfasi o per familiarità; che sia una parola singola, una frase, o Declinio e caduta di Gibbon; la natura di uno scherzo, o sia sigillato e controllato, o che poggi su una forza artistica; e certamente non è che mi fermi que perché la varietà dei segni sia in quelque modo esaurita."
quarta-feira, 6 de setembro de 2006
Texto
Latas de Tinta
Levaram-me tudo. Roubaram-me tudo. Anularam-me tudo. Desintegraram-me tudo. As imagens da TV. Gratuitas, já sem taxa cobrada. E eu choro. Com o punho erguido. Com a flor torneada pelos dedos. Aquela realidade que não é a minha, e ao mesmo tempo é real. Isto é, está a acontecer na realidade. Aos meus olhos. A realidade que só consigo imaginar a preto-e-branco. Ou a sépia. Não a cores. Nunca a cores. A cores não. A cores é a outra realidade. O vermelho do bólide do puto sépia. A preta e o branco que estão rosados/roçados nos bancos da medieval Portugália. A noite azul que tranca todas as liberdades em quatro paredes de sólido tijolo invisível coberto por betão multicolorido de tintas decididas, decididamente, como as do ano; tudo e todos frente a uma TV que já não precisa de ser vista às escondidas em prateleiras de metal marmóreo, ou caves improvisadas contrabandeadas do leste; famílias inteiras condenadas pela fábula, à procura de novas tonalidades.
Mais, o dia amarelo pardacento que devolve essas liberdades à calçada tonificada de antiquíssimos cagalhões e mijo de pombo, para finalmente, sim, acabarem de vez com a árdua tarefa de privatizar os seus desejos e direitos. E mais ainda. As lojas giras que me inundam de geometria e efeitos. As gentes rasando, de livro na mão, as montras culturais nobres que destacam esse mesmo livro, e toda a panóplia artesanal da aldeia universal. Coisas importantíssimas. De outra forma não teríamos acesso. As gentes arrogantes que te entreabrem os olhos usando as suas pestanas pincéis para se pintarem e pintarem o país de cores garridas, para tapar a negridão do seu interior, o sépia do seu cérebro.
E eu choro. Com o punho erguido. Com a flor torneada pelos dedos. Aquela realidade que não é minha, e ao mesmo tempo é real. Todos os anos na mesma data. A minha avenida é interrompida. E lá me encontro eu interrompido no meu trajecto. Dentro do carro. Cigarro na boca. A ouvir berros de apoio, choro convulsivo. A imagem da CDU. A mesma que se via da ponte 25 de Abril, lá em baixo no Ginjal, julgo eu, durante paragens intermináveis de Verão a caminho da Fonte da Telha. E eu choro. Com saudades não sei bem de quê. Das histórias ilegais dos meus pais, de quem não faço sequer a menor ideia de que tivessem sido alguma vez jovens. Os canteiros plantados da Calle, localizados não sei bem onde. O Penim sénior que dorme assaltado por imagens de tiroteios desenfreados no corno sabe-se lá bem de que floresta. A Bella Ciao, e qual é a versão original, perguntar-me-ia eu para passar o tempo naquele maple-single-sem-braços e sem espaço para esticar as pernas. E o Pêra de câmara-ao-léu no meio do cortejo maioritariamente debilitado e sustentado por varas herdadas. E as cooperativas, vi na TV, que ideia maravilhosa. Bem… lembro-me da UCAL. Cheguei a beber. E o Zip-zip, comprei um vinil 45 rpm há pouco tempo na feira da ladra. Uma foto a preto e branco, com o Carlos Cruz, novo, parecido com o meu pai numa fotografia que eu tenho, dizem milhares de pessoas como eu em coro. E a Lisboa das grandes avenidas; Wagner num livro de música, tenho a foto, a preto-e-branco também.
Misturo tudo.
Divido a vida por cores: a parte a preto-e-branco, e a multicolor. Divido-a por actividade: a parte a preto-e-branco é cheia de Vida, e a multicolor está morta. E acuso frequentemente como assassinos desta minha era os mesmos que deram movimento à anterior, seja lá ela a que for. E esse movimento embora possa facilmente ser associado a Vida, é a meu ver, simplesmente um acto mecânico, o ir à procura de pincéis para pintar esta merda toda que me gira à volta. Um caralho de país que no interior está esturricado e bolorento ao mesmo tempo, e por fora bandeirola de uma puta de produtos cosméticos. Será que posso dizer isto, perguntaria a atrasada mental da agente cultural da 2:? Claro que podes minhota de bigode, isto é muito mais colorido do que os “de todo”, e…….
- Já posso passar, senhor polícia? (Pausa.) É que vou ali ao hospital, fazer uma transfusão de sangue… mas quando voltar, estaciono para ali… fora da avenida. Desculpe? Ainda não decidi, talvez troque com o Nuno Bragança, ou o José Mário Branco, e que tal o Sérgio Godinho. Pode ser com o Otelo. Ou mesmo com um pide. Eh pá, é que mais do que sentir, também quero saber. Não tenho liberdade para saber como é que foi?
André e. Teodósio
06-04-2004
* Texto escrito a convite do Jornal de Letras para as comemorações do 25 de Abril (nunca chegou a ser editado)
(um belo dia em 2005) Fnac Colombo (cerca de 17 €)

Jean-Luc Godard - Interviews
edited by David Sterritt
University Press of Mississippi
"I'm sorry, I can't answer that question because I see no difference between the concrete and the abstract."
"Before I was an amateur in a professional system. Now I'm a professional in an amateur system."
"I see no difference between the theater and movies. It is all theater. It is simply a matter of understanding what theater means. That is not generally understood. I mean, what do you call the place where a movie is seen if it is not a theater?"
Publicidade
terça-feira, 5 de setembro de 2006
Texto
Este é o ponto de partida.
Bem, comecemos assim. Estou aqui. Á tua frente. A ler-te isto que escrevi. O tema deste texto é transdisciplinaridade. Portanto é isto mesmo. Sim, confiro. Como é que dois corpos (duas estruturas), ou mais, uma orgia de corpos (de estruturas), produzem um outro corpo (outra estrutura). Um filho? Produzido nessa confusão libidinosa? Como agora. Vocês miram-me. E eu não vos miro. No entanto sei que fiz isto e vocês sabem que estão a ver. Não há nada entre nós. Só isto. Este agora. Vou dizer ‘agora’ para ser agora. Agora. No entanto não posso dizer aqui. Porque não sou eu. Nem és tu. Sabemos que isto está presente. Mas não sabemos como. “Eu não sou eu /nem sou o outro/ sou qualquer coisa de intermédio”. Não, também não é isto. Estaria certo se estivesse a falar sobre um objecto interdisciplinar. Tenho sempre este costume de escrever a palavra disciplinaridade com E, disciplinari(E)dade. Facto que resulta do hábito de assinar (eu e a minha família materna) com um E entre o nome e o sobrenome. E logo todas as palavras complexas (isto é, longas) para mim têm sempre um E algures no meio. Faz parte do meu sangue. Da minha transdisciplinaridade visível interdisciplinarmente.
Prossigo.
Transdisciplinaridade. Eis o enigma, ou melhor, para pseudo-citar Eduardo Lourenço, a esfinge. Etimologicamente há uma grande diferença (apesar de na prática, todas as palavras difíceis do saco semântico da artes pertencerem à mesma ideia, i.e. a de experimentação), dizia eu, há uma grande diferença entre as palavras transdisciplinaridade e interdisciplinaridade. Uma diferença assaz importante para estabelecer as bases deste texto. Poderia simplesmente transportar tudo para a palavra Gesamtkunstwerk, e sobre esta fazer um discurso algo evasivo sobre a questão. Gesamtkunstwerk. Reequacionar este problema contemporâneo através da eterna contemporânea Obra de Arte Total do eterno contemporâneo Richard Wagner. Mas não. Vou tentar evitar clichés, de uma vez por todas.
Tento a perfeição.
Vou ao dicionário. Um pouco pesado. Aposto que o dicionário modernista é bem mais leve. Pois bem. Interdisciplinar: aquilo que diz respeito a duas ou mais disciplinas em simultâneo (portanto, um terceiro corpo que torna possível a coexistência de diferentes células (as células da árvore genealógica, por exemplo)). O facto de, como já anteriormente referi, eu escrever interdisciplinaridade com um E no meio, é disso um bom exemplo. A criação de uma nova palavra através da coexistência de duas células diferentes: 1) uma palavra reconhecível como léxico instituído (raciocínio), e 2) um E meramente visual (afectivo). Interdisciplinari(E)dade, uma terceira palavra. Ora, o prefixo trans diferencia-se do inter por exprimir a ideia de ir para além de, através de. Portanto, não diz respeito a qualquer coisa (como no caso do inter), mas ultrapassa largamente (e já estou eu a ultrapassar) essas mesmas coisas (no caso de trans). Sendo assim, Trans pode também assumir outras formas como: tra, tras, tres. O que em si define tudo. Enquanto que inter inter est. Inter é inter. Ela é ela mesma. Inter. Trans é trans, mas também pode ser qualquer outra coisa: tra, tras, ou tres. Encarna. Tra, tras, tres, tra, tras, tres, tras, tras, tres. Errei, é isso mesmo que ela quer, está sempre em constante (Trans)formação. Ao contrário da inter, trans não é ela, é sempre uma outra coisa. Mata o Pai e mata a Mãe. E é esta a grande falha teórica contemporânea, ao obrigar a transdisciplinaridade (que sabe-se lá porque é que a inventaram) a agir segundo os costumes e ditames da interdisciplinaridade. Porque enquanto a interdisciplinaridade é reconhecível, a transdisciplinaridade, como mutante que é, nunca se reconhece.
Resumindo.
A interdiscipliniari(E)dade ( e o facto de ter errado é já em si o exemplo auditivo deste conceito) é a coexistência em tempo real de um número plural de formas, ora cruzando-se (aquilo a que eu chamo uma relação afectiva) ora não; isto é, comunicando paralelamente (relacionando-se racionalmente). Estas duas perspectivas (bem como todas as outras, provavelmente) só são possíveis de consciencializar no modus operativo do autor. O espectador não tem, nem deverá ter esta capacidade de diferenciar em tempo real estas características (ou tenta-se que não tenha), para puder usufruir da melhor forma possível o trabalho que lhe é apresentado (esse terceiro objecto). Mas a transdisciplinaridade não cruza nem paralela. Não se importa a quem é que é obrigada a apresentar-se. Não tem consciência do que ela é. Porque ela já não é ela. Em termos libidinosos, diria que a interdisciplinaridade é quando um casal faz amor; e a transdisciplinaridade o resultado desse amor ( e não necessariamente desse casal) sob a forma de um/a pré-adolescente na fase difícil de crescimento. A transdisciplinaridade é, assim, um nonato. O bebé que é suposto vir e não vem. É forçado a sair, portanto veio. Foi-se-lhe a vontade, e veio-nos o proveito. Vai e vem. Um projecto transdisciplinar. O bebé arrancado do corpo da mãe. A teenager louca por subir aos andares das compras. Figuras tutelares assassinadas. Nome assinado sem prefixo, e sem E no meio.
Este é o ponto de chegada.
Um vazio total para dar voz à transdisciplinaridade.
André e. Teodósio
Abril/Maio de 2005
*Texto escrito e gravado em video para o espectáculo de Nelson Guerreiro (sim, o homem que escreve ao lado de Marc Augé): 'Vaivém - a história verdadeira de um projecto transdisciplinar'.
Livros
Nobel (sobre teatro): II
Brecht out of fashion
by Elfriede Jelinek
I am very interested in fashion. And since now even the hippie look of the late sixties has become fashionable again as grunge, and has naturally also disappeared the way fashion always does, I ask myself whether misery, poverty, and exploitation as literary subjects can come into and go out of fashion just as well. Brecht's leather coat, for example, this icon in the photographs, a piece of clothing deliberately sewn together crookedly (so that the collar would nicely stick out!), proves to me that appearance--that which is "put on" the literary subject matter--was very important to Brecht. But if the tireless naming of victims and their exploiters remains something strangely external to his Didactic Plays, something like a sewn-on collar (even though the naming of perpetrators and victims is really the main point), one could say that the work of Brecht, just like fashion and its zombies, very visibly bears the date stamp of his time. It is, however, exactly in the disappearance of the opposites, which are exposed as mere externals (misery and luxury, poverty and wealth), that the differences, strangely, come ever more irrefutably to the fore; and that is precisely what Brecht wanted! The basic tension, namely the gap between the real and what is said, is incessantly thematized by Brecht. Language fights against its subject matter, which is put on it like clothing (not the other way around!), a subject matter which is a piece of fashion; but how is one to describe fashion now? One can't. Thus the opposites master/servant etc., not unlike clothing, elude any description--even mock the very attempt at it. The real truth about these appearances we have to regain, time and again, from the codes of the externals by which the members of class societies are catalogued like pieces of clothing. That is to say, we have to look for the opposites behind the subject matters. Since we will not succeed, as little as Brecht could ever have succeeded in producing such a description (because the description would have used up everything that there might have been as its own raw material), there remains, even in Brecht's Didactic Plays, which seemingly are entirely congruent with their function, an ineffable, indescribable residue about which nothing can be said. And it is only about this residue that one can now talk.
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
Livros
Não recebo royalties.
Não sou amigo de nenhum dos autores (não à letra, infelizmente)
Por favor leiam.
Um livro por semana não faz mal a ninguém, e um por dia muito menos.
Porque o que é bom, deve ser muito difícil. (Steiner)
Livro I
(2004/12/17) Livraria Bertrand 9.43€

A Idéia do Teatro
de José Ortega y Gasset
Editora Perspectiva
"Agora podemos dar uma segunda definição do Teatro, uma migalha mais completa que a primeira e dizer: o Teatro é um edifício que tem uma forma interior orgânica constituída por dois orgãos - a sala e cenário - dispostos para servir as duas funções opostas mas conexas: o ver e o fazer ver."
Nobel (sobre o teatro): I
by Elfriede Jelinek
I don't want to play, and I don't want to see others play, either. I also don't want to get others to play. People shouldn't say things, and pretend they are living. I don't want to see that false unity reflected in the faces of actors: the unity of life. I don't want to see that play of forces of this "well-greased muscle" (Roland Barthes)--the play of language and movement, the so-called "expression" of a well-trained actor. I don't want voice and movement to fit together. In Theatre Today something is being revealed--invisibly, for all the stage strings are pulled behind the scene. The machinery, in other words, is hidden; the actor is surrounded by contraptions, is well-lit, and he walks about. Senselessly he imitates human beings. He produces nuances of expression, and he pulls a whole other person out of his mouth, a person who has a fate that is being laid out. I don't want to bring to life strange people in front of an audience. I don't know, but somehow I prefer not to have anything on stage that smacks of this sacred bringing to life of something divine. I don't want theatre. Perhaps I just want to exhibit activities which one can perform as a presentation of something, but without any higher meaning. The actors should say something that nobody ever says, for this is not life. They should show work. They should say what's going on, but nobody should ever be able to say of them that something quite different is going on inside of them, something that one can read only indirectly on their faces or their bodies. Civilians should say something on stage.
A fashion show perhaps--during which women speak sentences in their clothes. I want to be shallow!
A fashion show, because on that occasion one could also send out the clothes by themselves. Get rid of human beings who could fabricate a systematic relationship to some invented character! Like clothes, you hear me? Clothes don't have their own form either. They have to be poured over bodies that ARE their form. Sagging and neglected hang these covers, but then somebody gets into them, somebody who talks like my favorite saint, and who exists only because I exist: I and the one who I am supposed to be--we won't appear on stage anymore.
Neither individually nor together. Take a good look at me! You won't ever see me again! Deplore it! Deplore it now. Holy, holy, holy. Who, after all, would be able to tell what characters should say what in a theatre. Any number of them I line up against each other; but who's who? I don't know these people! Every one of them could be someone else, and could be represented by some third party who is identical with a fourth, without anyone noticing it. A man says. The woman says. A horse comes to a dentist and tells a joke. No, I don't want to get to know you. Good bye!
Actors tend to be false, while their audiences are genuine. For we, the audiences, are necessary, while actors are not. For this reason the people on stage can be vague, with blurred outlines. Accessories of life without which we would leave again, pocketbooks glued to the slackening crooks of our arms. The actors are as superfluous as these bags--filled as they are, like dirty handkerchiefs, with candy boxes, cigarette cartons, and--yes!--poetry. Blurred ghosts. Products without sense, for their sense is, after all, "the product of a supervised liberty" (Barthes). For every move on stage a certain quantity of liberty is available from which the actor can take a portion. There is the pond of liberty, and the actor--please help yourself!--takes his portion of the juice, his distress-liquid, his secretions. There's no secret about that. He adds his snot. But however much he is going to take from his supply of gesturing and strutting about, the gabbing must be imitable, for he and others like him must be able to mimic it exactly. Like fashion clothing: Each piece is defined, but at the same time not too tightly delimited with respect to what it is supposed to do. Sweater, dress--they all have their leeways and holes for the arms. Yes. And what's really necessary: that's us! We don't have the liberty to be false. Those guys on the stage, however, they do. For they are the ornaments of our life--movable and removable by the hand of God, the director.
And then he tears down a whole chunk of human beings and saddles us with something he likes better. Or he will shorten the human smock by re-aligning the hem--this executive of a regional office of a toy store chain. Don't bother us with your substance! Or with whatever you use to fake substance--like dogs who circle each other with excited growls. Who's the boss? Don't be presumptious! Go away! The meaning of theatre is to be without sense, but also to demonstrate the power of the directors to keep the machinery going. Only with his own importance can the director make the empty shopping bags glow--those sagging, leaking recepticles with more or less poetry in them. So, suddenly the meaningless has meaning! When Sir Director reaches into eternity and pulls out something wriggling. At that point he murders everything that was, and his production, although itself based on repetition, becomes the only thing that is allowed to exist. He negates the past, and at the same time censores (fashion!) that which lies in the future, for that will have to heed what he lays down for the next few seasons. What lies in the future will be domesticated, and whatever is new will be regulated before it even exists. Then a year passes, and the newspapers are screaming again with joy about something new, something unpredictable, which replaces the old. And the theatre starts all over again; the past can be replaced by the present--can be redeemed. The present, nevertheless, always has to bend over the past. That's why there are trade journals. To be able to see anything one has to have seen everything.
But now to our collaborators: How can we remove these dirty marks, these actors, from the theatre, so that they won't pour themselves from their zip-lock packages all over us? I mean: That they won't overwhelm us with their fluids! For it is these people who disguise themselves, who drape themselves with attributes, and who arrogate a double life to themselves. These people allow themselves to be multiplied without running any risk, for they won't ever get lost. In fact, they don't even toy with their own being! They are always the same; they never fall through the bottom, and they never rise into the air. They remain without consequence. Let's simply remove them from the inventory of our life! Let's flatten them out into zelluloid! Perhaps we'll make a movie out of them. From there the odor of their sweat (symbol of a work from which they have tried to escape by way of a luxurious personality) won't be able to waft over to us. But a film as theatre is not a film as film! Just aim and shoot! What you see it what you get. Nothing can be changed, and thus the eternal recurrence of that which is never quite the same will be subverted. They will simply be banned from our lives. They will be punched into piano rolls that whimper wobbly tunes. They drop out of our body perception and turn into surfaces that move before our eyes. They become impossible, and thus don't have to be outlawed, for they are nothing, and they don't exist anymore. Or else: With every performance a whole new crew will take over, and they will do something totally new every time they perform. They have a supply of possible moves, but as with our clothes, nothing will be repeated the way it was done before. It's only time that threatens us with passing away! There must be no theatre anymore. Either the same will always be repeated in exactly the same way (film documentation of a secret performance which can be seen by us humans only as this UNIQUE and ETERNAL repetition), or never twice the same!
Always something quite different! Nothing lasts forever, anyway. In the theatre we can prepare ourselves for entering the dimension of time. Stage people do not perform because they are something, but because their unimportant traits become their real identity. Their wild gesturing, their clumsy, wishy-washy pronouncements, put in their mouths by those who do not comprehend--only by this are they distinguished from each other. They assume, indeed, the identity of persons whom they are supposed to represent, and they turn into ornaments, into performers of performers--in an endless chain. On the stage the ornament becomes the essential thing. And what's essential--Hold it! Step back!--becomes decoration, mere effect. Without being concerned with reality the effect becomes reality. The actors signify themselves, and they become defined by themselves. And I say: Get rid of them! They are not real! Only we are real. We are most of what there is when we, slim and chique, hang in our elegant theatre outfits. Let's look exclusively at ourselves! We are the performers of ourselves. We don't need anything besides us. Going into ourselves, and staying inside--everybody hopes, after all, that as many people as possible will look at him, as he struts through the world, regulated by magazines and their pictures, like a well-greased machine. Let's become our own patterns, and sprinkle snow, meadows, and knowledge with--with what? With ourselves! That's how everything is all right.
Translation: Jorn Bramann
in: Theater Heute Jahrbuch 1983, S. 102.
quinta-feira, 31 de agosto de 2006
ESTREIA

(foto: Hélio Mateus)
QUARTETO + OUR PARTY PEOPLE
(SHALL WE DANCE 3)
Depois de uma residência de um mês no CENTA em Vila Velha de Ródão o Teatro Praga estreia as peças Quarteto e Our Party People, a terceira parte do ciclo Shall We Dance.
apresentações públicas do trabalho:
1 de Setembro, no estúdio do CENTA em Vila Velha de Ródão (20:00)
2 de Setembro no espaço dos grupo Cães à Solta em Alcains (20:00)
QUARTETO
Cláudia Jardim e José Gonçalo Pais
«Em Quarteto, o autor dá continuidade ao questionamento do projecto racionalista da modernidade, via crítica da Revolução Francesa. O registo cénico que indica como espaço temporal da peça dois momentos da civilização moderna, uma inaugural e outro final – “ Tempo: Salão antes da Revolução Francesa/ Bunker após a Terceira Guerra Mundial” – sugere o fracasso dos ideais humanitários da revolução – fruto do Aufklärung. A questão da sedução sexual e da relação entre os sexos tem pois, por pano de fundo, a macroestrutura do poder, as estruturas sadomasoquistas da história. No que diz respeito ao casal articulador da sedução – Valmont e Merteuil , que completa o “quarteto” apresentando as falas imaginárias das suas vítimas, Madame de Tourvel e Cécile Volanges – a dicotomia entre sentimento e o intelecto resolve-se em detrimento da espontaneidade da natureza, do emocional, permitindo um paralelo entre a posse do corpo feminino pelo o homem e a colonização da natureza pela razão instrumental.»
Ingrid D.Koudela, Heiner Müller - O Espanto do Teatro
Este é sem dúvida um espectáculo político, não no seu sentido partidário mas enquanto agente da polis. Um espectáculo que procura tornar infinitivos todos os tempos verbais, possibilitando as pontes entre os planaltos. Procuramos a crueza, a abolição de uma moralidade ou aimposição de uma ética dominante. Interessam-nos mais as questões do que respostas. O espectáculo que ainda não sabemos bem o que é e é justamente por isso que o decidimos fazer.
OUR PARTY PEOPLE
Maria João Machado e Sofia Ferrão
Uma festa é um álbum de memórias comuns. Há em todas as festas uma reminiscência de religioso que aproxima as pessoas, suscitando um estado efervescente e de delírio. É o excesso legalizado, é o convite à excepção, que acontece numa zona de bruma em que se perdem as fronteiras entre o lícito e o ilícito. A festa constrói-se na anarquia e na subversão das normas, na ruptura com o quotidiano. Está quase sempre para além do instituído. Ao encorajar a destruição do estabelecido ela conduz a um porvir que escapa, por algum tempo, a toda a definição. Festejar é evocar o arrebatamento original, o caos a partir do qual se instaurou o ser-em–conjunto. É um sintoma de vida.A festa é um terrorismo benéfico, que abre espaço ao inesperado e à surpresa, ao novo. Uma festa não se permite confundir com outra. Organizámos uma festa, a nossa festa. Registámos movimentos, linhas de fuga, a articulação das histórias, as velocidades, as pessoas. Agora coleccionamos verdades que cartografam ficções. Queremos saber o que é a festa ideal, perseguir a metáfora desse espaço criativo e libertador.
"A imagem obscura dos jogos de papéis, aquela que uma festa exalta sem vergonha nem culpabilidade é, seguramente, a figura emblemática mais expressiva da pós-modernidade."
Michel Maffesoli, Entre o Bem e o Mal, Instituo Piaget, 2002, tradução de Joana Chaves
Co-produção: Teatro Praga / CENTA
Ambas as estrturas são financiadas pelo
Ministério da Cultura / Instituto das Artes
Parcerias: ESTE / Cães À Solta
Apoio: ASTA - associação de Teatro e Outras Artes
Para + info: 21 726 92 25 / 91 854 70 50
www.teatropraga.com ou http://teatropraga.blogspot.com
Para as apresentações públicas, agradecemos a confirmação prévia de presença através dos mails: centa@mail.telepac.pt e/ou caesasolta@gmail.com
Imprensa II
Histórias de actores, marinheiros e de outros que o não são
Chegou a Lisboa a 2.ª edição de Shall we dance? (estreada em Montemor-o-Novo, em Dezembro de 2005), plataforma onde elementos do Teatro Praga apresentam projectos individuais. Na primeira edição, os co-criadores de Antes de Começar (Carlos Alves e Marta Furtado) e O Jogo das Escondidas (Paula Diogo e Joaquim Horta) não procuram articular as peças mostradas.Aqui, pelo contrário, a duplicação do título - Shall we dance? Shall we dance? - remete para o facto óbvio de esta ser a segunda edição do ciclo. Mas não só. Reiterando o insinuante convite (Dançamos?), fixa ainda a "sedução" como motivo dos três trabalhos que o integram (esforço desde logo concretizado na partilha da criação com elementos estranhos à companhia).As regras destas "afinidades electivas" definem-se em Hidden Track, a peça de abertura. À velha maneira, Carlos Alves assume-se como "prólogo teatral", estratégia engenhosa de enunciar os planos distintos que convergem no espectáculo. Primeiro, expõe os três "actos" do seu projecto: anúncio da sedução dum estranho (o desconhecido " " da ficha artística); posterior busca, na rua, de alguém que dance com o marinheiro em que se transforma (o "hábito" faz o monge ); de regresso à cena, o slow dançado que prova o triunfo da conquista. Depois, expande significados acumuláveis no conceito de "sedução", aproximando-o do "vampirismo" que a máquina teatral pode assumir face ao espectador desprevenido. Por fim, "prefacia" os dois trabalhos que se seguem.Copyright, de Patrícia da Silva (Praga) e Nelson Guerreiro (convidado), e Super-Gorila, de André e. Teodósio (Praga) e José Maria Vieira Mendes (convidado), estruturam-se como variações temático- -formais do motivo central. Em Copyright, a sedução desce ao seu grau zero através duma irónica perturbação da percepção (sugere-se a leitura dum texto quando apenas se esperava olhar para algo) e duma estudada displicência interpretativa (próxima do didactismo documental). No pólo oposto, o genial desempenho de André e. Teodósio do atabalhoado adolescente terrorista de Vieira Mendes recupera o puro prazer de conhecer um "outro" que só existe num (bom) texto e no irrepetível trabalho do actor.A experimentação simultânea de modos contrastantes de representar, a implicação do espectador e o risco/esforço de lhe exigir um olhar crítico sobre a "cultura" que frequenta accionam-se aqui com peculiar sucesso, reforçando-se a estética que distingue o Teatro Praga.
"
Miguel-Pedro Quadrio in Diário de Notícias, 28 de Agosto de 2006
Imprensa I
Shall we dance shall we dance o convite do teatro praga
Dois convites. É assim que tudo começa. Um convite feito a um criador que não pertence à companhia e outro feito ao público. Foi deste modo que surgiu a ideia para o ciclo "Shall We Dance Shall We Dance", que o Teatro Praga apresenta em co-produção com O Espaço do Tempo até 9 de Setembro no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa. O espectáculo, o segundo do ciclo (o primeiro foi apresentado em 2003), é composto por três pequenas criações: "Shall We Project", de Patrícia da Silva e o seu convidado Nelson Guerreiro, "Super-Gorila" de André e. Teodósio e José Maria Vieira Mendes, dos Artistas Unidos; e "Hidden Track", de Carlos Alves e de qualquer pessoa que o actor encontre durante os 80 minutos de espectáculo para dançar com ele. Os autores são também actores nas peças, à excepção de José Maria Vieira Mendes, que se assume apenas enquanto dramaturgo. "Em princípio escolhemos alguém com quem nunca trabalhamos", diz Carlos Alves. "Ajuda a promover uma relação de trabalho, a reciclagem de ideias, é algo positivo para conseguirmos estar atentos." O objectivo dos duetos "não é o espectáculo mas o produto da colaboração", acrescenta André e. Teodósio. "É por este motivo que pretendemos fazer um todos os anos", diz Patrícia da Silva. "Ainda este ano, em Outubro, haverá um terceiro "Shall We Dance" e para o ano um quarto, na Culturgest." A companhia propõe "Shall We Dance Shall We Dance" como um espectáculo repartido em pequenos momentos. "Dizemos que é um ciclo servido em pequenas doses porque apresentamos sempre duas ou três pequenas criações acopladas", explica Patrícia da Silva. As peças não têm intenção de fazer sentido no seu conjunto, não há intencionalidade na sequência. "Produzem um código juntas mas que para nós é abstracto, não sabemos explicar o que são juntas mas tinha de haver uma sequência para o espectador", diz André e. Teodósio. O espectáculo já foi apresentado no ano passado em residência artística, em Montemor-o-Novo. Mas este "Shall We Dance Shall We Dance" é diferente. Os textos foram alterados e desenvolvidos. "Foi a vivência em conjunto na residência que ajudou a criar o espectáculo", diz José Maria Vieira Mendes. A criação começa com "Hidden Track". Carlos Alves explica, sozinho em palco, que vai procurar nas ruas alguém para dançar com ele no fecho da peça e sai. E se não encontrar ninguém para dançar? "Bem, tenho um plano C que espero nunca ter de colocar em prática: peço a alguém do público que dance comigo, mas a intenção é mesmo contar a minha experiência nas ruas", diz. Segue-se "Shall We Project", a peça que mais interpela o público e se apresenta quase como uma aula expositiva sobre vários projectos, e depois "Super-Gorila", a história de um jovem crítico que quer simplesmente destruir a sala. Não há, porém, um princípio, um meio e um fim, como insistem os actores ao longo do espectáculo. O público é interpelado ao longo de todas as peças de diversas formas - é convidado a ler, a responder, a participar. "A interpelação que fazemos não passa do reconhecimento da situação, não pretendemos quebrar a convenção do teatro mas apenas reconhecê-la", diz Patrícia da Silva. "O ambiente é individualizado, precisamos muito do público", reconhece Nelson Guerreiro. E é durante a própria peça que descrevem o tipo de espectador que procuram: "É aquele que não vai à espera de confirmar as intuições que um texto de apresentação ou uma sinopse no programa, um artigo de jornal ou uma crítica ou um simples comentário de alguém lhes suscita", pode ler-se num dos textos que distribuem individualmente a cada espectador no decorrer do espectáculo. O Teatro Praga, criado em 1995, trabalha sem encenador. Cada um dos actores é um encenador por si. Admitem que é mais difícil trabalhar deste modo mas "o gozo é maior", diz Carlos Alves. "Quando se trabalha sem encenador há maior implicação do actor como criador e não apenas como executante. Repartimos a responsabilidade por todos." Trabalhar sem encenador é apenas uma das convenções que o Teatro Praga quer quebrar. A companhia não se integra em nenhum estilo teatral e não tem um manifesto estético. "As regras estão rotas, as pessoas é que tentam tapar os buracos. Não fazemos nada de novo, nem de experimental. Não fazemos de propósito para ser "outsiders"", diz André e. Teodósio.
"
Ana Tavares in Público /Y - Sexta, 25 de Agosto de 2006
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
ESTREIA HOJE
(ciclo shall we dance)
co-produção Teatro Praga / O Espaço do Tempo
23 de Agosto a 9 de Setembro_4ª a Sábado_21h30
Hospital Miguel Bombarda_Rua Dr. Almeida Amaral (junto ao Hospital dos Capuchos)
RESERVAS: 21 726 92 25 / 91 854 70 50 / producao@teatropraga.com
www.teatropraga.com / www.teatropraga.blogspot.com
Shall we dance é um ciclo feito em pequenas doses. Um motor para a exploraçãode cumplicidades. Uma operação a duas mãos.
Um elemento do Teatro Praga convida um forasteiro para colaborar consigo.
Sempre tivemos presente uma ideia de migração que atravessa, define e estrutura os percursos de quase todos nós. E há músicas que simplesmente nos podemos recusar a dançar. Este "shall we dance" é composto pelos seguintes espectáculos:
©
Um espectáculo de Patrícia da Silva e Nelson Guerreiro
(foto: Ângelo Fernandes)Shall we project: Um espectáculo com futuro. Atravessei a pista e perguntei: Queres tangar? E nesse silêncio inaugural que antecede o arranque da orquestra, tangueámos logo, em projecto. Euforia epifânica. Desde então que acolhemos as nossas ideias literalmente. Ou seja,entendemo-nos. À partida com vista à chegada. Daí aqui foi um passo para uma primeira licitação para responder às questões: quando é que continuamos? Quando é que vamos ter tempo? Por onde começamos? Será que a vida vai chegar? Respostas: porque queremos escapar do destino, que é tão certinho, de ter ideias para espectáculos que poderão nunca se concretizar, pelo menos para além da sua partilha com quem nos está mais próximo, considerando que, sem necessidade de o justificar agora, esse gesto também os pode realizar.
Super-Gorila
Um espectáculo de André e. Teodósio e José Maria Vieira Mendes
(foto: Ângelo Fernandes)"Estamos tristes, é normal. Isso estamos sempre." Há histórias que já não se contam. Há coisas que estão mal. Há palavras que não se dizem. Não existem razões, nem se encontra uma direcção, um inimigo ou um culpado. Acontece muito e tudo em simultâneo. E é difícil estar quieto e também falar e ficar calado. Raras vezes se percebe quando começou como também quando acaba ou quando se juntam e separam. Procura-se no tempo, vai-se atrás para achar o fio que se perdeu. Mas a memóriaé fraca. E a vontade pouca. Este espectáculo começou num adolescente.
Hidden Track
Um espectáculo de Carlos Alves e...
(foto: Ângelo Fernandes)Uma faixa escondida é um trecho musical que foi deliberadamente colocado num CD, cassete áudio ou um qualquer outro meio de gravação, de forma a evitar ser detectado pelo ouvinte ocasional. Pode ser excluída da listagem das faixas ou ser propositadamente escondida através de métodos mais elaborados. Em casos mais raros, pode simplesmente ser o resultado de um erro de remasterização na produção de um disco.
Ficha técnica
Colaboração especial: Pedro Martinez / Operação de luz e som: Pedro Pires / Imagens de Promoção: Javier Nuñes Gasco e Catarina Campino / Design Gráfico: Javier Nuñes Gasco e Catarina Campino / Produção e promoção: Pedro Pires
Agradecimentos: Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, O Espaço do Tempo, Rui Horta, Luis Bombico, Javier Nuñes Gasco, Catarina Campino, Pedro Penim, Rita, Clara, José Gonçalo Pais, Diogo Tavares, todos os entrevistados, Nuno Borda D'Água, Mário Afonso, Pedro Olivença, Spectacle, Família Teodósio, Família Silva, Família Alves, Pedro Martinez, JoãoGonçalves, Hospital Miguel Bombarda, Culturproject (Nuno Prata), Ajagato (Mário Primo), Pragas...






